Macriano

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Macriano Maior
Efígie de Macriano Maior no Promptuarii Iconum Insigniorum
Usurpador do Império Romano
(com Macriano Menor e Quieto)
Reinado 260261
Antecessor(a) Galiano
Sucessor(a) Galiano
 
Nascimento século III
Morte 261
  Ilírico
Religião Paganismo

[Tito] Fúlvio Macriano (em latim: Titus Fulvius Macrianus), chamado Macriano Maior (em latim: Macrianus Major), foi oficial e então usurpador romano contra o imperador Galiano (r. 253–268). Membro da ordem equestre, serviu como oficial como oficial financeira sob o imperador Valeriano (r. 253–260), mas trai o imperador durante sua campanha contra o Sapor I (r. 240–260). Após a Batalha de Edessa de 260, foi convidado a ser imperador, mas aclama seus filhos Macriano Menor e Quieto em seu lugar com apoio de Balista. Faz uma expedição com Macriano Menor ao Ocidente contra Galiano, mas foram derrotados na Ilíria por Auréolo ou Domiciano. Foi morto por suas próprias tropas ou por soldados de Auréolo.

Vida[editar | editar código-fonte]

Antoniniano de Galiano (r. 253–268)

As origens de sua família são incertas. Era pai de Macriano Menor e Quieto[1] e pode ter se casado com uma mulher de origem nobre, talvez chamada Júnia.[2] Fez uma carreira militar equestre sob o imperador Valeriano (r. 253–260). Serviu como mestre das contas (a rationibus) no Egito e se diz que instigou a perseguição aos cristãos na província. Depois, acompanhou Valeriano em sua campanha contra o Sapor I (r. 240–270) como "procurador de arcas [tesouros] e prepósito da anona [provisão] na campanha persa" (procurator arcae et praepositus annonae in expeditione Persica).[3][2] A História Augusta diz que era o mais importante dos duques do imperador, um exagero grosseiro - para não dizer completamente falso.[4] Zósimo ainda lhe atribui em 259/260 uma vitoriosa expedição contra os invasores citas na Itália.[5]

Em 260, quando Valeriano foi capturado na Batalha de Edessa pelos persas, Macriano estava em Samósata e se recusou a ajudar.[1] [6] Diante da ameaça persa ainda eminente, o exército decidiu nomear seu novo imperador; nesse momento Galiano (r. 253–268), filho de Valeriano, já era imperador, mas se viu imediatamente imerso por grandes problemas no Ocidente. O prefeito pretoriano Balista ofereceu o trono a Macriano, mas declina a oferta por ser idoso e considerar-se incapacidade para ocupar a posição por ser portador de alguma deformidade numa das pernas.[7] Com o apoio de Balista, e com a influência intrínseca ao cargo que ocupava, conseguiu proclamar seus filhos Macriano e Quieto em 17 de outubro. Além disso, como chefe do tesouro, Macriano pôde cunhar moedas em nome dos filhos.[2]

Em 261, Quieto e Balista ficaram no Oriente para consolidar sua autoridade, enquanto Macriano e Macriano Menor marcharam com o exército da Ásia à Europa para confrontar Galiano. No caminho, supostamente enviaram Pisão à Grécia para combater o governador lealista Valente.[2][8] Os Macrianos foram derrotados na Ilíria, próximo a fronteira da Trácia, por Auréolo ou Domiciano e foram mortos por seus próprios soldados;[2] noutra versão foram mortos por Auréolo.[1] Segundo João Zonaras, Auréolo cerca o exército usurpador, com exceção das legiões panônias.[9] Macriano pediu que ele e o filho fossem mortos para evitar o cárcere.[10]

Referências

  1. a b c Martindale 1971, p. 528.
  2. a b c d e Körner 1999.
  3. Potter 2004, p. 256.
  4. Bray 1997, p. 95.
  5. Zósimo século VI, I.22.
  6. Bray 1997, p. 112.
  7. Bray 1997, p. 142.
  8. Martindale 1971, p. 703.
  9. João Zonaras século XII, 12.24.
  10. Bray 1997, p. 144.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bray, John (1997). Gallienus : A Study in Reformist and Sexual Politics. Kent Town: Wakefield Press. ISBN 1-86254-337-2 
  • Martindale, J. R.; A. H. M. Jones (1971). «T. Fulvius Iunius Quietus 1». The Prosopography of the Later Roman Empire, Vol. I AD 260-395. Cambridge e Nova Iorque: Cambridge University Press 
  • Potter, David Stone (2004). The Roman Empire at Bay AD 180–395. Londres/Nova Iorque: Routledge. ISBN 0-415-10057-7 
  • João Zonaras (século XII). Epítome da história. Constantinopla