Macriano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para outras pessoas de mesmo nome, veja Macriano (desambiguação).
Macriano Maior
Usurpador do Império Romano
Macriano Maior no Promptuarii Iconum Insigniorum
Reinado 259 ou 260261
Antecessor(a) Galieno
Sucessor(a) Macriano Menor
Quieto
Morte 261
  Trácia
Filho(s) Macriano Menor
Quieto

Fúlvio Macriano (em latim: Fulvius Macrianus), dito Macriano Maior (em latim: Macrianus Major), foi um usurpador romano. Ele era um dos oficiais tributários de Valeriano[1][2] ou, mais precisamente, o encarregado de todas as contas estatais, um cargo que, em anos subsequentes, seria chamado de "conde do tesouro". Ele também estava encarregado dos mercados e do aprovisionamento imperial. É quase certo que ele era da ordem equestre. A "História Augusta" alega que ele foi o mais importante dos generais de Valeriano, um exagero grosseiro - para não dizer completamente falso[2].

Ele estava com Valeriano em sua catastrófica campanha contra os sassânidas em 259-260; porém, ele estava em Samósata durante a mortal Batalha de Edessa e seu papel nos eventos que levaram à batalha e que se seguiram a ela são questionáveis[3]. Depois da captura de Valeriano pelo Sapor I (r. 240/242–270/272), o filho de Valeriano, Galieno, tornou-se o único imperador, mas ele se viu imediatamente imerso por grandes problemas no ocidente. Macriano agarrou a oportunidade. Com o apoio de Balista, um outro oficial de Valeriano, e com a influência que era intrínseca ao cargo que ocupava, Macriano conseguiu fazer com que seus dois filhos, Macriano Menor e Quieto, fossem elevados ao trono. Ele próprio não conseguiu assumir o manto imperial por ser portador de uma deformidade em uma das pernas[4].

Quieto e Balista permaneceram no oriente para consolidar o novo comando do império. Macrino, pai e filho, marcharam com o exército do oriente da Ásia para a Europa, mas acabaram derrotados na Trácia em 261 por Auréolo, o fiel general de Galieno. Macrino e o filho foram mortos no combate. De acordo com João Zonaras, Aureolo conseguiu cercar o exército dos usurpadores, com exceção das legiões panônias[5]. Macriano pediu que ele e o filho fossem mortos para evitar que fossem aprisionados por Aureolo[6] enquanto que Quieto seria assassinado em seguida por Odenato de Palmira.

Referências

  1. D. S. Potter (2004), p.256
  2. a b John Bray, Gallienus : A Study in Reformist and Sexual Politics, Wakefield Press, Kent Town, 1997, ISBN 1-86254-337-2, p.95
  3. J. Bray (1997), p.112
  4. J. Bray (1997), p.142
  5. João Zonaras, 12.24; ele incorretamente as chama de "peônios"
  6. J. Bray (1997), p.144

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • João Zonaras, Epitome Historiarum, ed. L. Dindorf, Leipzig, 1870, vol. 3
  • Bray, John. Gallienus : A Study in Reformist and Sexual Politics, Wakefield Press, Kent Town, 1997, ISBN 1-86254-337-2
  • Potter, David S. The Roman Empire at Bay AD 180–395, Routledge, Oxon, 2004. ISBN 0-415-10058-5