Quieto

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Quieto
Usurpador do Império Romano
Antoninianus-Quietus-RIC 0009.jpg
Antoniniano de Quieto celebrando a "Roma Eterna". As moedas de Quieto e seu irmão celebravam o exército, a confiança na vitória e a promessa de um futuro brilhante, todos temas importantes numa época crítica, em que o imperador havia sido capturado em combate e o exército inimigo estava ainda em território romano.
Reinado 260261 com Macriano Menor
Antecessor(a) Galieno
Sucessor(a) Galieno
Morte 261
  Emesa, Síria
Pai Macriano Maior

Tito Fúlvio Júnio Quieto (em latim: Titus Fulvius Iunius Quietus) foi um usurpador romano contra o imperador Galieno juntamente com seu pai, Macriano Maior, e seu irmão, Macriano Menor.

História[editar | editar código-fonte]

Quieto era filho de Macriano Maior[1] com uma nobre de status senatorial provavelmente chamada "Júnia" (Iunia). De acordo com a pouco confiável "História Augusta", ele teria sido um tribuno militar durante o reinado de Valeriano[2], mas esta informação tem sido contestada por historiadores modernos[3].

Ele ascendeu ao trono com o irmão depois que Valeriano foi capturado pelos sassânidas na Batalha de Edessa em 260[4]. Como o herdeiro legítimo, Galieno, estava muito distante, as legiões do oriente aclamara os dois "imperadores". O apoio do pai, que era encarregado do tesouro imperial, e a influência de Balista, o prefeito de Valeriano, foram importantíssimas para a promoção[5].

Quieto e Macriano, eleitos cônsules[5], tiveram que enfrentar Galieno no ocidente. Quieto e Balista permaneceram nas províncias orientais enquanto seu irmão e seu pai lideraram o exército oriental para a Europa para tomarem definitivamente o trono. Depois de uma desastrosa derrota na Trácia, na qual pai e filho foram mortos, em 261[3], Quieto perdeu o controle sobre as províncias para Sétimo Odenato de Palmira, um cliente leal dos romanos que havia ajudado a expulsar os persas sassânidas das províncias orientais e ajudado a recuperar a Mesopotâmia romana em 260[3]. Forçado a fugir para Emesa[1], Quieto acabou cercado ali por ordens de Odenato[3], que cercou a cidade e acabou fazendo com que os próprios habitantes, possivelmente instigados por Balista, o matassem[6]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cargos políticos
Precedido por:
Públio Cornélio Secular ,
Caio Júnio Donato
Póstumo,
Honoraciano
Cônsules do Império Romano
261
com Macrino Maior ,
Póstumo,
Galieno,
Lúcio Petrônio Touro Volúsiano
Sucedido por:
Galieno ,
Lúcio Mêmio Faustiano

Referências

  1. a b Jones, pg. 757
  2. Historia Augusta, Tyranni Triginta, 12:10
  3. a b c d Canduci, pg. 86
  4. Jones, pg. 758
  5. a b Körner, [www.roman-emperors.org/galusurp.htm#Note%202 Gallienus' usurpers]
  6. (Zonaras xii.24)

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • Körner, Christian. «De Imperatoribus Romanis» (em inlês) 
  • Jones, A.H.M., Martindale, J.R. The Prosopography of the Later Roman Empire, Vol. I: AD260-395, Cambridge University Press, 1971
  • Canduci, Alexander (2010), Triumph & Tragedy: The Rise and Fall of Rome's Immortal Emperors, ISBN 978-1-74196-598-8, Pier 9