Mandume Ya Ndemufayo

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Mandume Ya Ndemufayo (1894 — Sul de Angola, 6 de Fevereiro de 1917) foi o último rei dos Cuanhamas, um povo pertencente ao grupo etnolonguístico dos ovambo (ou ambó) do sul de Angola e norte da Namíbia.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Mandume foi escolarizado por missionários protestantes alemães, naquilo que na altura era o Sudoeste Africano Alemão, a Namíbia de hoje, território ao qual ficou integrado boa parte do reino cuanhama e da sua população. Chegou ao poder em 1911 e seu reinado durou até 1917, coincidindo portanto com o período em que o poder colonial português se concentrou na ocupação efectiva, pela força, do território de Angola, conforme exigido pelo Princípio da Ocupação Efectiva da Conferência de Berlim.[2] .

Mandume opôs aos portugueses uma resistência tenaz, enfrentando ao mesmo tempo o avanço dos ocupantes alemães que vinham do sul. Face à superioridade militar dos europeus, acabou vencido. Segundo a tradição oral angolana, Mandume, ao notar que já não tinha outra saída, preferiu suicidar-se ao ter que se render. O relato oficial Sul-africano afirma no entanto que Mandume foi morto a tiros por um destacamento das forças sul-africanas.[3] [4] Em 2002 foi inaugurado o Complexo Memorial do Rei Mandume no local onde o rei perdeu a vida e onde se encontra sepultado. Em 2009, a universidade pública constituída no Lubango, a partir de faculdades anteriormente pertencentes à Universidade Agostinho Neto, recebeu o nome "Universidade Mandume ya Ndemufayo".

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Maria Helena Figueiredo Lima, Nação Ovambo, Lisboa: Aster, 1977
  2. René Pélissier, Les guerres grises: Résistance et revoltes en Angola (1845 - 1941), Montamets/Orgaval: edição do autor, 1977
  3. Heroes and Heroines
  4. Order out of Chaos: Mandume Ya Ndemufayo and Oral History by Patrica Hayes, in the Journal of Southern African Studies', 19/1, Março de 1993]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]