Michael Halliday

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Michael Halliday
Michael Halliday
Nome completo Michael Alexander Kirkwood Halliday
Pseudônimo(s) M.A.K. Halliday
Nascimento 13 de abril de 1925 (92 anos)
Yorkshire, Reino Unido
Nacionalidade Britânica e australiana
Cônjuge Ruqaiya Hasan
Alma mater Universidade de Pequim Universidade de Londres
Ocupação Linguista, filósofo, pedagogo e professor universitário

Michael Alexander Kirkwood Halliday, Ph.D (ou M.A.K. Halliday) (13 de abril de 1925) é um linguista britânico e australiano que desenvolveu uma teoria gramatical conhecida como Gramática Sistêmico-Funcional (GSF) ou Linguística Sistêmico-Funcional (LSF).

Halliday foi aluno do linguista britânico J. R. Firth. A partir das ideias de Firth, ele desenvolveu uma nova abordagem de análise gramatical, que ele chamou de Gramática de Escala e Categorias, sendo esta a base de sua teoria. Originalmente construída sobre a língua inglesa, a GSF de Halliday vem sendo amplamente utilizada e adaptada para diversos idiomas.[1]

A proposta teórica da Halliday implicou no questionamento das ideias de dois grandes linguistas, Ferdinand de Saussure e William Labov, já que nenhum destes permitia um estudo acabado do binarismo língua/fala: ou era a opção sistêmica (língua) ou a opção funcional (fala). No livro Language as Social Semiotic: The Social Interpretation of Language and Meaning (1979), Halliday discorre sobre este novo modelo para o estudo da linguagem integrando o componente sociocultural como chave em sua compreensão.

Assim, a principal ideia do linguista, que foi ampliada por seus seguidores ao longo dos anos,[2] é estudar a linguagem relacionada com seu funcionamento em sociedade. Desta forma, a linguagem para Halliday é vista como um sistema sociossemiótico, com várias possibilidades de escolha de significados.[3] Na GSF, a forma com a qual construímos nossas experiências e definimos nossa existência resulta na realização por meio da linguagem, esta que também é potencializada pelo contexto no qual ela ocorre.[4]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Halliday obteve seu bacharelado em Língua e Literatura Chinesa na Universidade de Londres e, posteriormente, realizou pós-graduação em Linguística na Universidade de Pequim e na Universidade de Cambridge, onde ele obteve seu título de doutor em 1955.[5]

Gramática Sistêmico-Funcional[editar | editar código-fonte]

Gramática Sistêmico-Funcional e oposição à tradição gerativa[editar | editar código-fonte]

Em 1985, Halliday publicou o livro An Introduction to Functional Grammar (sem tradução para o português). Uma edição revisada foi publicada em 1994 e mais duas outras edições foram publicadas em 2004 e em 2014, com a colaboração de Christian Matthiessen.

Halliday rejeita explicitamente a linguagem adicionada à tradição gerativa. Para ele, o uso da lógica formal nas teorias linguísticas é "irrelevante para a compreensão da linguagem", bem como ele considera o uso dessas abordagens como "desastrosas para a linguística".[6] Especialmente falando sobre Noam Chomsky, ele escreve que "problemas imaginários foram criados por toda a série de dicotomias que Chomsky introduziu ou assumiu sem problematizar: não apenas sintaxe/semântica, mas também gramática/léxico, linguagem/pensamento, competência/performance. Uma vez que essas dicotomias foram colocadas em questão, o problema de localizar e manter os limites entre elas também foi criado".[7]

Gramática Sistêmico-Funcional no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, as ideias de Michael Halliday foram difundidas a partir da década de oitenta, sendo utilizada em áreas como a análise do discurso, o ensino de língua estrangeira, o ensino de língua materna, a educação a distância, a tradução, a linguística de corpus e o estudo de semióticas visuais.[8]

Meurer e Balocco[9] destacam que as primeiras utilizações de GSF no Brasil foram feitas pelas professoras Rosa Konder e Carmen Rosa Caldas-Coulhard, para a formação de professores de inglês como língua estrangeira na Universidade Federal de Santa Catarina. O Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (LAEL) da PUC-SP, o primeiro programa de pós-graduação stricto sensu em Linguística Aplicada do Brasil, criado em 1970, também foi fundamental para a difusão da teoria.

Trabalhos selecionados[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. MATTHIESSEN, C. M. I. M.; TERUYA, K.; LAM, M. Key Terms in Systemic Functional Linguistics. London; New York: Continuum, 2010.
  2. NEVES, Maria Helena de Moura. A gramática funcional. Martins Fontes, 2004
  3. EGGINS, Suzanne. Introduction to systemic functional linguistics. A&C Black, 2004
  4. GOUVEIA, Carlos AM. Texto e gramática: uma introdução à linguística sistêmico-funcional. Matraga-Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ, v. 16, n. 24, 2009.
  5. https://www.britannica.com/biography/Michael-Halliday
  6. Halliday, M.A.K. 1985. Systemic Background. In "Systemic Perspectives on Discourse, Vol. 1: Selected Theoretical Papers" from the Ninth International Systemic Workshop, Benson and Greaves (eds); Vol. 3 in The Collected Works, p. 192.
  7. Halliday, M.A.K. 1995. "A Recent View of 'Missteps' in Linguistic Theory". In Functions of Language 2.2. Vol. 3 of The Collected Works, p. 236.
  8. MEURER, José Luiz; BALOCCO, Anna Elizabeth. A linguística sistêmico-funcional no Brasil: interfaces, agenda e desafios. Anais do SILEL, v. 1, 2009.
  9. MEURER, José Luiz; BALOCCO, Anna Elizabeth. A linguística sistêmico-funcional no Brasil: interfaces, agenda e desafios. Anais do SILEL, v. 1, 2009.


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