Militão dos Santos

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Militão dos Santos
Nascimento
15 de junho de 1956 (62 anos)
Caruaru, PE
 Brasil
Nome no idioma nativo
Antonio Militão dos Santos
Cidadania
Atividade
Movimento
Área
Website
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assinatura

Antonio Militão dos Santos, ou Militão dos Santos (Caruaru, Pernambuco, Brasil, 15 de junho de 1956) é um artista plástico, artesão e poeta brasileiro.

Sua pintura retrata universos singulares, de colorido intenso, vibrante e repleto de movimentos. Seus personagens ganham vida própria em cenários tipicamente brasileiros.

Após a perda auditiva, aos sete anos, proveniente de meningite, Militão dos Santos aprimorou os demais sentidos. Adotou para si o estilo primitivo moderno e fez arte de tal forma a elevar a percepção de cotidianos populares que, por muitas vezes, passam despercebidos.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Infância e Adolescência[editar | editar código-fonte]

Antonio Militão dos Santos nasceu na cidade de Caruaru, a mais populosa do interior de Pernambuco, às 7 horas da manhã, de 15 de junho de 1956. Filho de Esmeraldina Maria dos Santos e de Militão Francisco dos Santos, o artista – que hoje assina o primeiro nome do pai em suas pinturas - teve uma infância humilde na Capital do Forró. Ainda criança, estudou no Instituto Domingos Sávio e trabalhou como ajudante em barraca de feira livre para ajudar a família. E, em 1963, com a grande cheia na região de Recife, contraiu a meningite, por consequência da doença perdeu a audição. Em 27 de abril de 1970, os laudos de dois exames audiométricos concluíram a surdez bilateral irreversível. Na adolescência, Militão recebeu pleno apoio da família, todos se uniram e levantaram recursos para que estudasse o ensino fundamental no renomado INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos, na capital do Rio de Janeiro. Em 1970, iniciou os estudos em terras cariocas. Entre um passeio e outro pela cidade, Militão visitou uma feira de arte e se deparou com uma exposição de pintura Naïf, a paixão pelo gênero aconteceu no mesmo instante. A partir dali estava determinado a ser um pintor.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1973, com 17 anos, passou a reler obras de diversos artistas, num estilo ingênuo. No começo, pintava com a intenção apenas de vender aos turistas locais. Obteve as primeiras noções de composição no INES, com o então professor de arte Rubens Fortes Bustamante Sá. Dois anos mais tarde, com olhar mais profissional, passou a se dedicar e a viver da arte. A consolidação da carreira começou durante uma feira Hippie na Praça General Osório, no bairro de Ipanema, quando passou a trabalhar com a Arte Naïf, ali expôs suas pinturas - primeiro numa calçada próxima à praça – anos mais tarde, oficialmente licenciado, se uniu aos artistas integrantes da feira. Ganhou o reconhecimento de milhares de turistas que passavam pelo local e, aos poucos, destacou seu nome. De 1982 a 1986, passou uma temporada fora do Brasil entre Uruguai, Argentina e Paraguai. Em 1990, guardou carinhosamente sua licença de expositor na famosa praça carioca, fez as malas e retornou ao Recife. Enquanto no Rio conquistará prestígio, em Pernambuco era anônimo. A grande virada aconteceu quando Militão passou a valorizar galerias e exposições, foi desta forma que se projetou definitivamente como artista. Sua primeira exposição individual – de muitas que estariam por vir - aconteceu no Mar Hotel, em Recife, em 1992, a repercussão de mídia[1] e público local o definiram como personalidade artística. Em Barra do Chata, Agrestina – PE, Militão decorou a Igreja de Nossa Senhora Imaculada. E, por 3 anos consecutivos, trabalhou para a joalheria H. Stern [2]somando mais de 300 telas exclusivas, além disso, já perdeu as contas de tudo que produziu. Consagrado, Militão que descreve Recife como a verdadeira Veneza brasileira, de onde consegue inspiração para sua arte, apontou no mercado nacional e, por conta de clientes estrangeiros e do reflexo da internet, vem se fortalecendo no meio internacional[3]. Exporta sua arte para diversos países e, sempre, recebe convites para exposições no exterior.

Obra[editar | editar código-fonte]

A essência das suas pinturas nasce sem esboço, a partir da combinação de cores planejadas e de traços desenhados diretamente pelo pincel. Militão idealiza apenas a cor de fundo a fim de equilibrar a harmonia com as que a circundam, e cria o cenário a partir da introspecção num voo livre, deixa a mente mergulhar num mundo de liberdade sem fim, elos, barreiras ou fronteiras, submerge ao tempo das coisas simples, da alegria do dia-a-dia, da infância de pipas e balões, resgata o ser primitivo num espaço onde tudo é possível e permitido pela magia da cor e do amor, assim, o enredo de sua arte vai surgindo ao acaso. Com o fundo sobre a tela, vêm as casas e construções, crescem as árvores de duas cores, nascem os personagens ricos em movimento que dão vida, amplitude e dinamismos às telas e, por fim, a delicadeza precisa dos detalhes geram o fruto sublime. No seu ateliê, calmo e silencioso, onde apenas o artista entende a ordem do lugar, Militão pinta as raízes desde aves nativas, referências religiosas de sua infância, feira livre, folclore, festas e danças tradicionais de diferentes regiões, até a imensidão dos pontos turísticos brasileiros. Independente da matéria-prima se madeira, tela ou tecido, óleo ou acrílico o resultado de sua obra é sempre vivo, brasileiro e surpreendente.

Personalidade[editar | editar código-fonte]

Católico, apolítico, e pai de sete filhos (Vital, Eduardo, Taísa, Vanessa, Paloma, Pamela e Deyvid), Militão percorreu diversos caminhos, mas foi na pintura encontrou sua maior expressão e reconhecimento. Apaixonado por arte primitiva, por Recife e por Liliane - com quem vive desde 2004, o artista que busca o canto das coisas quietas, chegou a sofrer discriminação no começo de sua carreira. Adquiriu a experiência das fases difíceis e deu a volta por cima, aperfeiçoou os demais sentidos, dominou a linguagem labial e dos símbolos. Modesto para falar de si, Militão além de artista, artesão e poeta, é leitor, cozinheiro e internauta. Preza pela liberdade de expressão, defende o desarmamento e, nas horas vagas, se torna criança ao brincar com suas filhas. Diariamente madruga com o canto do galo e adentra seu ateliê com o estímulo a uma nova viagem, rumo a cenários pitorescos, puros, rústicos e absolutamente coloridos.

Biografia Cronológica[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligação externa[editar | editar código-fonte]