Missão Portas Abertas

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Missão Portas Abertas (em inglês:"Open Doors") é uma organização cristã interdenominacional dedicada a apoiar cristãos perseguidos em países onde o cristianismo é legalmente desencorajado ou reprimido. Portas Abertas abriu seu escritório local no Brasil em 1978.

História[editar | editar código-fonte]

A Missão Portas Abertas foi criada em 1955 pelo holandês Andrew van der Bijl, mais conhecido como Irmão André, que decidiu contrabandear bíblias para suprir os cristãos vivendo em países da então chamada "Cortina de Ferro".

Após o sucesso inicial em entregar bíblias na Polônia, Irmão André prosseguiu fazendo o mesmo em diversos países alinhados com o regime soviético. Em 1957 ele passou a usar um fusca, que viria a percorrer mais de 300 mil km e se tornaria um símbolo da missão.

Os anos iniciais da missão foram registrados no livro "O Contrabandista de Deus", publicado em 1967, onde André narra suas experiências em penetrar as fronteiras do Leste Europeu e o conta(c)to com os cristãos que viviam sua fé sob restrição.

As operações da Portas Abertas se estenderam para outros lugares, à medida que novas necessidades dos cristãos eram identificadas em diferentes localidades do mundo. Assim, Portas Abertas iniciou suas atividades na República Popular da China em 1965 e no Oriente Médio, em 1978, onde atualmente concentra a maior parte dos seus esforços.

Outro país que atrai grande parte dos esforços da missão é a Coreia do Norte, que encabeça a lista dos países com maiores restrições ao cristianismo publicada regularmente pela entidade[1].

Projeto Pérola[editar | editar código-fonte]

Em 1981, a Missão Portas Abertas Internacional organizou uma operação secreta denominada "Projeto Pérola"[2], que possibilitou a entrega na China de um milhão de bíblias em uma única noite[3].

No Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, a missão da Portas Abertas é divulgar essa dura realidade vivida por cristãos, ao redor do mundo, que são perseguidos por causa de Jesus, encorajando os brasileiros a orar, contribuir e se mobilizar no serviço e socorro à Igreja Perseguida. Como os cidadãos brasileiros têm liberdade para praticar qualquer religião, não existem projetos de campo da Portas Abertas por aqui. O escritório nacional existe para conscientizar e mobilizar os cristãos brasileiros a socorrerem os cristãos perseguidos de outros países, por meio de oração e contribuições financeiras. 

Valores Centrais

  • Somos pessoas de fé
  • A Bíblia dirige a nossa vida
  • Nosso objetivo maior é a glória de Deus
  • Nossa vida é dedicada a Cristo e a sua grande comissão
  • Somos pessoas de oração
  • Somos parte do Corpo de Cristo, logo, somos pessoas voltadas para pessoas
  • Nossa tarefa é atender às solicitações da Igreja Perseguida [1]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Irmão André, John e Elizabeth Sherril, "O Contrabandista de Deus", Editora Betânia, ISBN 85-358-0073-5

Ligações externas[editar | editar código-fonte]