Moita (Marinha Grande)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
 Portugal Moita  
—  Freguesia  —
Moita (marinha grande).gif
Moita está localizado em: Portugal Continental
Moita
Localização de Moita em Portugal
Coordenadas 39° 42' 14" N 8° 56' 44" O
País  Portugal
Concelho MGR1.png Marinha Grande
Administração
 - Tipo Junta de freguesia
 - Presidente Álvaro Vicente Martins (PS)
Área
 - Total 7,81 km²
População (2011)
 - Total 1 423
    • Densidade 182,2 hab./km²
Sítio http://www.moita.freguesias.pt

Moita é uma freguesia portuguesa do concelho da Marinha Grande, com 7,81 km² de área e 1 423 habitantes (2011). A sua densidade populacional é de 182,2 hab/km². Até 12 de Julho de 2001, fazia parte do município vizinho de Alcobaça.

População[editar | editar código-fonte]

População da freguesia de Moita [1]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
1 309 1 418 1 423

Criada pela Lei n.º 114/85 [2]de 4 de Outubro, no concelho de Alcobaça, com lugares da freguesia de Pataias

História[editar | editar código-fonte]

De todos os lugares nascidos ao redor do pinhal real, a Moita é seguramente a povoação que mais atribulações e indefinições administrativas sofreu ao longo da sua história. Com o avançar do século XVIII perderia a relativa importância que detivera como vintena.

Encravada nos confins dos concelhos de Alcobaça e Leiria, chegou a incorporar o primeiro concelho da Marinha Grande, entre 1836 e 1838, que integrava a freguesia de Carvide e a Moita. Retornou a Alcobaça, anexada à Junta da Paróquia de Pataias, após ter pertencido durante algum tempo à Paróquia da Maceira, devido à extinção do concelho da Marinha Grande, em 1838.

Durante anos, a Moita reivindicou a sua libertação do concelho de Alcobaça, tendo as lutas populares com vista à sua reintegração no município marinhense acontecido nas décadas de 30, 40 e 70. Pretendia-se a salvaguarda dos interesses dos moitenses, dadas as afinidades existentes no quotidiano com a Marinha Grande e o implícito afastamento com a sede do concelho a que pertencia, aos mais diversos níveis.

Face à realidade existente, era necessário uma tomada de posição que desse cobertura legal ao que já se verificava na prática e daí o pugnar pela integração da Moita no concelho da Marinha Grande.

Em 1999 é, constituída uma comissão que englobava cidadãos das mais diversas profissões e ideologias políticas, denominada "Amigos da Moita". A comissão, criada com o objectivo de elaborar um documento reivindicativo do que consideravam ser o mais elementar e legítimo direito, era presidida por José Vicente Rosa.

A 19 de Abril de 2001, os protestos e exigências dos moitenses são finalmente atendidos na Assembleia da República, ficando a Moita a pertencer oficialmente ao concelho da Marinha Grande, desde o dia 12 de Julho de 2001, na sequência da publicação da Lei n.º 28/2001 no Diário da República n.º 160 I série A.

O anseio dos moitenses acabou por ser satisfeito ao fim de 163 anos.

A primeira freguesia a ser desanexada de um concelho depois de 25 de Abril de 1974, comemorou a sua reintegração no concelho marinhense, em ambiente de alegria.

A festa de cariz popular, que assinalou a passagem oficial, ocorreu a 9 de Setembro de 2001, tendo o evento sido promovido pela Câmara Municipal da Marinha Grande, Junta de Freguesia da Moita, Comissão "Amigos da Moita" e Clube Desportivo Moitense.

Actividades Económicas[editar | editar código-fonte]

A evolução e o progresso da Moita são notórios, sendo hoje uma terra pujante de vida e de força, graças à sua indústria – principal sustentáculo económico – dispersa por um conjunto de actividades, onde predomina a tecnologia de ponta em áreas diversas como os moldes, aços, plásticos, móveis e onde chegou a existir uma fábrica de CDs (Sonovis - actualmente em processo de insolvência), a par de outras de menor pujança.

Embora o sector primário tenha pouco peso, no que diz respeito à economia local, a prática da agricultura é bastante notória, ainda que praticada em regime de autoconsumo pelas famílias residentes. Na maior parte das habitações, o espaço destinado ao cultivo e/ou à criação de aves assume especial relevo, principalmente entre a camada etária mais idosa.

Referências

  1. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  2. Diário da República - http://dre.tretas.org/dre/182081/
Ícone de esboço Este artigo sobre freguesias portuguesas é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.