Monte Thielsen

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Monte Thielsen
Cowhorn
Vertente erodida do monte Thielsen vista do Pacific Crest Trail
Monte Thielsen está localizado em: Oregon
Monte Thielsen
Localização no Oregon
Coordenadas 43° 9' 10" N 122° 3' 59" O
Altitude 2 799 m (9 184 pés)
Proeminência 1 019 m
Isolamento 81.14 km
Tipo vulcão em escudo
Localização Florestas nacionais de Umpqua/Fremont-Winema, Oregon, E.U.A.[1]
País  Estados Unidos
Estado Oregon
Condados Condados de Douglas e Klamath
Cordilheira Cordilheira das Cascatas
Primeira ascensão 1883 por E. E. Hayden[2]
Rota mais fácil Escalada simples

O Monte Thielsen, também conhecido como Cowhorn (klamath: hisc’akwaleeʔas),[3]) é um vulcão em escudo, já extinto, localizado na Cordilheira das Cascatas, perto do Monte Bailey, no estado de Oregon, nos Estados Unidos. Tem 2799 m de altitude[4] e 1019 m de proeminência topográfica[5]. Como a atividade vulcânica terminou há cerca de 250 000 anos, os glaciares erodiram a estrutura do vulcão, criando declives íngremes e um pico piramidal. A sua forma pontiaguda atrai raios, por isso cria fulgurito, um mineral raro. O notório topo montanhoso é um ponto de atração da reserva do Monte Thielsen, um local de ambiente protegido para atividades recreativas, como esqui e caminhadas.

O vulcão foi produzido por subducção da placa Juan de Fuca sob a placa norte-americana.[6] O vulcanismo na região remonta há cerca de 55 milhões de anos e estende-se da Colúmbia Britânica até à Califórnia. As quedas de água mais altas são formadas por vulcões inferiores a 3,5 milhões de anos, mas o Thielsen é um dos poucos vulcões extintos caracterizados por um ápice pontiagudo.

A área circundante foi inicialmente habitada por nativos da tribo Chinook e mais tarde foi descoberto por colonos polacos.[7] Um dos visitantes foi Jon Hurlburt, um explorador incicial que designou a montanha em homenagem ao engenheiro Hans Thielsen. Mais tarde, outros exploradores encontraram o Lago Crater perto desta região.[8] O vulcão não foi analisado senão em 1884, quando uma equipa do Serviço Geológico dos Estados Unidos recolheu amostras dos seus depósitos de fulgurito.[9]

História[editar | editar código-fonte]

O Thielsen em vista aérea.

Originalmente, a região onde se situa este vulcão era habitada pelos ameríndis Chinook, que denominaram a montanha como «Hischokwolas», que em klamath-modoc se chamava «hisc'akwaleeas».[7][10]

Em 1884, uma equipa do Serviço Geológico dos Estados Unidos dirigido por J.S. Diller começou a estudar as montanhas da Cordilheira das Cascatas. Entre os destinos que planeava visitar estava o Thielsen, que foi escalado e onde se obtiveram amostras das variantes de fulgurito. A forma pontiaguda do cume, que costuma ser atingida por relâmpagos que desfazem algumas rochas, deu lugar a um mineraloide conhecido como lechatelierito, variedade do fulgurito. Desta forma, o monte ganhou o epíteto de «para-raios das Cascatas».[7][11]

Deixando este estudo de parte, o Thielsen e a área do lago Crater destacaram-se pela sua exploração nos séculos XIX e inícios do XX. Em 1853, mineiros de Yreka descreveram o lago: um afirmou ter «a água mais azul que tinha visto» e outro como «o profundo lago azul». A primeira frase foi dita Chauncy Nye para o Jacksonville Sentinel em 1862. Este recorda uma exploração de mineiros em busca de ouro que passou por um lago azul profundo. Os nativos americanos viveram na região e eram muito pouco tolerantes com os novos povoadores. Em 1865, Fort Klamath foi construído como santuário protetor. Um trilho foi construído para ligar o vale Rogue. Em finais desse ano, dois caçadores atreveram-se a ir ao lago; depois, outros exploradores os seguiram. Nessa altura, o lago ficou famoso pela cor distinta e pelas multidões que iam vê-lo. O primeiro não ameríndio que esteve na margem do lago foi o sargento Orsen Stearns, que desceu à caldeira. Um seu amigo, o capitão Franklin B. Sprague, deu-lhe o nome de «lago Majestade». O turismo continuou até 22 de maio de 1902, quando Theodore Roosevelt o declarou parque nacional.[9]

Referências

  1. Serviço Florestal dos Estados Unidos. «Mount Thielsen Quadrangle, Oregon» (PDF) (em inglês). Consultado em 21 de julho de 2015 
  2. Andalkar, Amar. «Mount Thielsen» (em inglês). Consultado em 21 de julho de 2015 
  3. The Klamath Tribes (2012). «Klamath Tribes Language Project». Consultado em 21 de março de 2016 
  4. «Mt Thielsen». NGS data sheet. National Geodetic Survey (Estados Unidos). Consultado em 17 de novembro de 2008 
  5. «Mount Thielsen, Oregon» (em inglês). Peakbagger.com. Consultado em 2 de abril de 2008 
  6. United States Geological Survey (15 de dezembro de 2004). «Description: Cascade Range Volcanoes and Volcanics» 
  7. a b c Serviço Geológico dos Estados Unidos. «Description: Mount Thielsen Volcano, Oregon» (em inglês). Consultado em 22 de julho de 2015 
  8. McArthur 1982
  9. a b Serviço Geológico dos Estados Unidos. «Description: Mount Mazama Volcano and Crater Lake Caldera, Oregon» (em inglês). Consultado em 22 de novembro de 2015 
  10. «Klamath Tribes Language Project: Vocabulary» (em inglês). The Klamath Tribes. Consultado em 22 de julho de 2015 
  11. Purdom, William B. (dezembro de 1966). «Fulgurites from Mount Thielsen, Oregon» (PDF). The Ore-Bin (em inglês). Oregon Department of Geology and Mineral Industries. Consultado em 20 de novembro de 2015 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ellen Morris Bishop, John Elliot Allen (2004). Hiking Oregon's Geology (em inglês). [S.l.]: The Mountaineers Books. ISBN 0898868475 
  • Frank Wigglesworth Clarke (1910). Analysis of rocks and minerals from the laboratory of the United States Geological survey, 1880 to 1908 (em inglês). [S.l.]: United States Geological Survey 
  • Joseph Silas Diller, Horace Bushnell Partton (1902). The geology and petrography of Crater lake national park (em inglês). [S.l.]: United States Geological Survey 
  • Bruce Grubbs (1999). Hiking Oregon's Central Cascades (em inglês). [S.l.]: Globe Pequot. ISBN 1560448733 
  • Stephen L. Harris (1988). Fire Mountains of the West: The Cascade and Mono Lake Volcanoes (em inglês). Missoula: Mountain Press Publishing Company. ISBN 0-87842-220-X 
  • F.J. Heer, W.F. Heer (1914). Hunter-trader-trapper (em inglês). 28. [S.l.: s.n.] 
  • Lewis A. McArthur (1982). Oregon Geographic Names (em inglês). [S.l.]: Western Imprints. ISBN 9780875951140 
  • Robert H. Mohlenbrock (2006). This land: a guide to western national forests (em inglês). [S.l.]: University of California Press. ISBN 0520930517 
  • George Wuerthner (2003). Oregon's Wilderness Areas: The Complete Guide (em inglês). [S.l.]: Big Earth Publishing. ISBN 9781565794344