Mundo inferior (mitologia grega)

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Hermes Psicopompo: sentado numa pedra, o deus se prepara para levar a alma de um morto para o mundo inferior. Lécito ático de cerca de 450 a.C., Coleções Estatais de Antiguidades (Inv. 2797).

O mundo inferior ou submundo grego (os infernos), na mitologia grega, era a dimensão para onde as almas passavam após a morte e era a concepção dos gregos antigos para a vida após a morte. No momento da morte, a alma era separada do corpo, tomando a forma da pessoa e era transportada para a entrada de Hades.[1] Hades em si era descrito como sendo um lugar nos limites exteriores do oceano ou nas as profundezas ou extremidades da terra.[2] Era considerado a contrapartida escura do brilho do Monte Olimpo e era o reino dos mortos, que correspondia ao reino dos deuses.[3] Hades era um reino invisível aos vivos e foi criado exclusivamente para os mortos.[4]

Características[editar | editar código-fonte]

Os cinco rios do Hades eram o Aqueronte (o rio da dor), Cócito (lamento), Flegetonte (fogo), Lete (esquecimento) e Estige (invulnerabilidade), que faziam a fronteira entre os mundos superiores e inferiores.

O antigo conceito grego de mundo inferior variou consideravelmente ao longo do tempo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Long, J. Bruce. Encyclopedia of Religion. Detroit: Macmillan Reference USA, 2005. 9452 p.
  2. Fairbanks, Arthur. (1 January 1900). "The Chthonic Gods of Greek Religion". The American Journal of Philology 21 (3): 242. DOI:10.2307/287716.
  3. Fairbanks, Arthur. (1 January 1900). "The Chthonic Gods of Greek Religion". The American Journal of Philology 21 (3): 242. DOI:10.2307/287716.
  4. Albinus, Lars. The House of Hades: studies in ancient Greek eschatology. Aarhus University Press: Aarhus, 2000. 67 p.
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