Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado

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Missão[editar | editar código-fonte]

O Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), com a sua missão definida na sua criação, em 1911 (com fundos de obras de arte nacionais e estrangeiras a partir de 1850), e reafirmada na sua reabertura em 1994, com pressupostos relativos ao estudo das colecções e a sua ampliação ao contemporâneo (sempre articulado com uma linha programática coerente e distintiva), continua a investigar e divulgar a história e a criação artística portuguesa de 1850 à actualidade).

Com uma programação expositiva em estreita relação com a programação do Serviço Educativo, o museu visa chegar a diversos públicos, de diferentes faixas etárias e diferentes níveis de literacia artística.

O MNAC oferece, além das exposições, um amplo programa de encontros (com coleccionadores, artistas, historiadores de arte, cientistas e outros investigadores das diversas áreas do saber), de modo a alargar o leque de oferta e, consequentemente, dos públicos. Com uma abrangente e dinâmica política de publicação de catálogos, particularmente nas exposições de maior significado no que diz respeito à investigação dos artistas mais relevantes da história da arte contemporânea, o MNAC contribui também para a divulgação da investigação e para a valorização do património artístico nacional.

História[editar | editar código-fonte]

Museu Nacional de Arte Contemporânea
Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado
Tipo museu de arte
Inauguração 1911 (111 anos)
Administração
Diretor(a) Emília Ferreira[1]
[Website do Museu do Chiado Website oficial]
Geografia
Coordenadas 38° 42' 32" N 9° 8' 28" O
Localidade Rua Serpa Pinto, 4, Lisboa
Localização Lisboa - Portugal

O MNAC é um museu de arte contemporânea situado no centro histórico de Lisboa fundado em 1911. Foi inteiramente reconstruído em 1994, sob projecto do arquitecto francês Jean-Michel Willmotte.

O Governo Republicano decidiu dividir as colecções do antigo Museu Nacional de Belas-Artes e Arqueologia. Assim, no mesmo espaço, o Palácio das Janelas Verdes, ficou doravante nomeado como Museu Nacional de Arte Antiga, que herdou daquele as obras realizadas até 1850. Para o Chiado, em parte do antigo, Convento de São Francisco da Cidade, num espaço vizinho da Academia de Belas Artes, foram as obras posteriores a 1850. Esse passou a ser o Museu Nacional de Arte Contemporânea,

A instalação, ainda que a título provisório, do Museu Nacional de Arte Contemporânea no Convento de São Francisco vinha simbólica e oportunamente situá-lo na zona frequentada pelas tertúlias das gerações representadas no museu. Ocupava os antigos salões onde as exposições dos românticos e naturalistas haviam tido lugar.

1994[editar | editar código-fonte]

Com o incêndio do Chiado, em Agosto de 1988, ainda que o fogo não tenha atingido o museu, as obras de arte foram retiradas como medida cautelar. Decidiu a então Secretaria de Estado da Cultura, Teresa Gouveia, que o destino das instalações deveria ser repensado. O governo francês ofereceu um projecto de renovação dos espaços da autoria do arquitecto Jean-Michel Wilmotte que, com uma equipa dirigida pela historiadora de arte Raquel Henriques da Silva, redefiniu o museu tal como se apresenta desde a sua reinauguração em 12 de Julho de 1994.

2020[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, o envolvimento da sociedade civil com o MNAC tem aumentado exponencialmente, sendo inúmeras as doações de obras de arte, nas mais diversas áreas disciplinares artísticas, por parte de artistas, herdeiros, coleccionadores e mecenas — incluindo o Grupo de Amigos do MNAC.

Essas doações ampliam as leituras da colecção, potenciam a investigação e contribuem para o enriquecimento do conhecimento da Arte Portuguesa. Legados muito relevantes têm permitido ao Museu estabelecer novas relações entre artistas (nacionais e internacionais), esclarecer métodos de trabalho e técnicas, e redes profissionais antes intuídas e agora comprovadas.

O protocolo recente entre o MNAC e a Fundação Millennium bcp, o principal mecenas do museu desde 2019, colocando em diálogo as colecções de ambas as instituições, amplia de modo muito significativo a capacidade de criar novos discursos expositivos. A nova Galeria Millennium bcp, inaugurada em 2021, contribui também para acentuar a partilha, através de uma programação desafiadora.

2021

Durante os confinamentos devido à pandemia de Covid-19, o Serviço Educativo lançou o ciclo de conferências on-line Conversas Sobre o Retrato[2][3] que deram voz a vários académicos especializados em História da Arte, Crítica de Arte, Pintura, Fotografia, Literatura e Moda, assim como o curso de desenho e pintura O Fungagá das Artes[4], apresentado pelos artistas Nelson Ferreira e António Faria[5][6][7], que se revelou extremamente popular e chegou a 42.000 famílias por episódio. Os milhares de desenhos feitos em casa serviram como bilhete de entrada no MNAC para toda a família.[8][9][10] O programa O Fungagá das Artes foi posteriormente galardoado pela Associação Portuguesa de Museologia com o Prémio APOM 2022 de melhor Projecto de Educação e Mediação Cultural.[11][12]


2022

Sendo o museu num espaço de diálogo e para todas as gerações, foi organizada a exposição para crianças “A outra vida dos animais”. Esta mostra reuniu vários artistas, tendo como tema a perda da biodiversidade.[13][14] O MNAC também organizou a primeira exposição de sempre de Veloso Salgado na França, com cerca de 60 obras, dando a conhecer a ligação deste mestre aos pintores de Wissant.[15][16][17][18][19] Também inaugurou a exposição “A pintura sublimou o espírito” que foi fruto da primeira residência artística no Jardim das Esculturas do MNAC, onde as aguarelas inspiradas na coleção permanente desse jardim foram um tributo aos artistas académicos. [20][21][22][23] Os tons azuis presentes nas pinturas executadas durante esta residência artística levaram à criação da curta metragem experimental “Azul no Azul”.[24][25][26]

Política de Aquisições[editar | editar código-fonte]

A política de aquisições tem-se desenvolvido de forma a colmatar as lacunas da colecção, sendo que as décadas de 1950 e 1960 encontram já muito significativas representações, bem como a década de 1990. Foi também dado início à integração na colecção de outros géneros artísticos, como sejam a fotografia e o vídeo, que constituem suportes de grande recorrência nas práticas artísticas contemporâneas.

A ausência de espaço tem-se revelado como um dos factores mais constrangedores para a diversidade de actividades que o museu procura desenvolver, seja a possibilidade de apresentar com carácter de continuidade as suas colecções, seja a de desenvolver exposições temporárias com a escala desejada ou ainda actividades pedagógicas.

Nesse sentido, e procurando colmatar as limitações espaciais, o MNAC tem tido uma política de mostrar, com carácter rotativo, núcleos da colecção, assim dando conta do crescimento do seu espólio e da investigação que vai sendo feita pelo museu em torno do mesmo. Essas exposições são ainda potenciadas por uma diversificada programação de Serviço Educativo, que vai das visitas orientadas a cursos, oficinas, palestras e mesas redondas e que tem também potenciado a organização de congressos internacionais e a parceria do MNAC com o meio académico nacional e internacional.

Colecção[editar | editar código-fonte]

A colecção de arte portuguesa, de 1850 à actualidade, constitui o mais extenso e significativo conjunto de obras de arte portuguesa contemporânea, incluindo Pintura, Escultura, Desenho, Vídeo, entre outros. Em 1911, a criação de um Museu de Arte Contemporânea terá sido inédita e pioneira no contexto internacional.

O programa expositivo articula-se em três grandes linhas: incide sobre núcleos de obras, artistas e movimentos representados em toda a extensão cronológica e disciplinar da colecção, propondo revisões e oferecendo novas pistas de investigação sobre as matérias tratadas. Além disso, sempre que possível, traz a Portugal exposições internacionais que se cruzam com as colecções do museu, apresenta obras de artistas contemporâneos internacionais. Com crescente frequência o MNAC recebe solicitações de empréstimo de obras para grandes exposições de museus nacionais e internacionais.

Obras[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Revista E do Expresso n.º 25 (1 de Dezembro de 2017), pág. 16.
  2. «Ciclo de conversas sobre o retrato no MNAC». Gerador. 10 de março de 2021. Consultado em 23 de fevereiro de 2022 
  3. «Dilemas Quotidianos». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  4. «A reinvenção dos museus em época de confinamento: O exemplo que vem do MNAC». a.muse.arte. Consultado em 23 de fevereiro de 2022 
  5. Roque, Maria Isabel. «A reinvenção dos museus em época de confinamento: O exemplo que vem do MNAC». a.muse.arte. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  6. Marques, Cláudia Alpendre. «Leituras, desenhos, animais e outras paisagens: ideias para relaxar em família». PÚBLICO. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  7. «Museu de Arte Contemporânea está a oferecer aulas gratuitas de desenho online». NiT. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  8. http://www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/actividades/Dilemas-Quotidianos
  9. «Museu do Chiado reforça atividade virtual com conversas, filmes e cursos de desenho – Observador». observador.pt. Consultado em 23 de fevereiro de 2022 
  10. Silva, Raquel Dias da. «Estas aulas de desenho grátis dão direito a bilhetes para o MNAC». Time Out Lisboa. Consultado em 23 de fevereiro de 2022 
  11. «Premios 2022 – APOM». Consultado em 1 de setembro de 2022 
  12. «Veja aqui a lista de Prémios 2022 da Associação Portuguesa de Museologia». Notícias ao Minuto. 27 de maio de 2022. Consultado em 1 de setembro de 2022 
  13. «A OUTRA VIDA DOS ANIMAIS». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  14. «Museu Nacional de Arte Contemporânea traz "A outra vida dos animais"». Expresso. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  15. «Veloso Salgado». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  16. «faculdade de belas-artes da universidade de lisboa » A FBA na exposição: Veloso Salgado De Lisbonne à Wissant, itinéraire d'un peintre portugais | Musée Boulogne-sur-Mer». Consultado em 4 de setembro de 2022 
  17. Lusojornal; Lusojornal (28 de abril de 2022). «Museu do Chiado adquire obra de Veloso Salgado que incluirá em exposição em Boulogne-sur-Mer». LusoJornal. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  18. «Exposition - Veloso Salgado». www.ville-boulogne-sur-mer.fr (em francês). Consultado em 4 de setembro de 2022 
  19. «"Veloso Salgado: de Lisboa a Wissant, itinerário de um pintor português"». RFI. 2 de julho de 2022. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  20. «A Pintura sublimou o espírito». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  21. apat (25 de agosto de 2022). «"A Pintura Sublimou o Espírito" em exposição no Museu Nacional de Arte Contemporânea». pporto.pt. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  22. «A PINTURA SUBLIMOU O ESPÍRITO». Portal da Cultura. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  23. «Exposições no Aljube, MNAC e FCG – Seara Nova». Consultado em 4 de setembro de 2022 
  24. «curta-metragem 'Azul no Azul'». MUSEU NACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO CHIADO. Consultado em 4 de setembro de 2022 
  25. Tartagliaarte.org (23 de agosto de 2022). «Azul no Azul: viaggio nell'arte contemporanea del Museo MNAC di Lisbona - TARTAGLIA ARTE» (em italiano). Consultado em 4 de setembro de 2022 
  26. «BLUE IN BLUE». Portal da Cultura. Consultado em 4 de setembro de 2022 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]