Columbano Bordalo Pinheiro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Disambig grey.svg Nota: Para o santo irlandês de mesmo nome, veja Columbano.
Disambig grey.svg Nota: Se procura outros significados de Bordalo Pinheiro, veja Bordalo Pinheiro.
Columbano Bordalo Pinheiro
Nascimento
Morte
6 de novembro de 1929 (71 anos)
LisboaVisualizar e editar dados no Wikidata
Nome no idioma nativo
Columbano Bordalo Pinheiro
Cidadania
Atividade
Movimento
Influências
Área
'Magnum opus'
Soirée chez Lui, Antero de Quental, Retrato de Teófilo Braga

Columbano Bordalo Pinheiro (Cacilhas, 21 de Novembro de 1857Lisboa, 6 de Novembro de 1929) foi um pintor naturalista e realista português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Assento de baptismo de Columbano Bordalo Pinheiro, datado de 26 de Maio de 1858. Paróquia de São Tiago, Almada.

Columbano era o quarto filho do escultor e também pintor Manuel Maria Bordalo Pinheiro e de sua esposa Augusta Maria do Ó Carvalho Prostes. Entre seus irmãos estava o caricaturista Rafael Bordalo Pinheiro e a artista Maria Augusta Bordalo Pinheiro. Iniciou a sua formação na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde foi aluno de Simões de Almeida, um afamado escultor do romantismo português.

Anos após completar a sua formação, rumou a Paris, beneficiado por uma bolsa de estudos custeada pelo rei consorte D. Fernando II de Portugal, já viúvo da rainha D. Maria II de Portugal. Ali ele recebeu a influência de pintores como Manet e Edgar Degas, sendo esta notável na sua obra.

Na "cidade-luz", Columbano representou-se, em 1882, numa grande exposição, no famoso "Salon de Paris". Nesta apresentou ao público, maioritariamente burguês, o quadro Soirée chez Lui, surpreendentemente aclamado pela difícil crítica de artes parisiense.

De regresso a Portugal, juntou-se ao "Grupo do Leão", o qual tencionava renovar a estética das composições na arte do país. Deste período ficaram celebres os retratos de Ramalho Ortigão, Teófilo Braga, Eça de Queirós e Antero de Quental, por ele pintados. Para além disto, deu nova ênfase aos palácios lisboetas, ao pintar os painéis que se encontram na sala de recepções do Palácio de São Bento, os Painéis dos Passos Perdidos. Foi também pintor de História, sendo o autor de várias obras para o Museu Militar de Lisboa, designadamente de Drama de Inês de Castro.

Tornou-se, em 1901, professor de pintura histórica na Academia de Belas-Artes de Lisboa, onde se formara na sua juventude. Em 1914, Bordalo Pinheiro foi nomeado pelo novo regime republicano, então recentemente instaurado, para o cargo de director do Museu Nacional de Arte Contemporânea (1911), sucedendo a Carlos Reis. Demitiu-se em 1927.

Foi colaborador artístico das revistas O António Maria[1] (1879-1885;1891-1898), Ilustração Popular [2] (1884), Atlantida[3] (1915-1920) e Contemporânea[4] (1915-1926).

Obras com artigos na Wikipédia[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Rita Correia (27 de Outubro de 2006). «Ficha histórica: O António Maria (1879-1885;1891-1898).» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 12 de Maio de 2014. 
  2. Helena Roldão (5 de abril de 2017). «Ficha histórica: A illustração popular : chronica semanal (1884)» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 25 de setembro de 2017. 
  3. Rita Correia (19 de Fevereiro de 2008). «Ficha histórica: Atlantida: mensário artístico, literário e social para Portugal e Brasil» (PDF). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 17 de Junho de 2014. 
  4. «Contemporânea (1915-1926) cópia digital, Hemeroteca Digital». hemerotecadigital.cm-lisboa.pt 

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Columbano Bordalo Pinheiro
  • Lista de pintores de Portugal
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) pintor(a) é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.