Vasily Polenov

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Retrato de Polenov por Ilya Repine.

Vasily Dmitrievitch Polenov (em russo: Василий Дмитриевич Поленов, São Petersburgo, 1 de junho de 1844Polenovo, perto de Tarusa, Oblast de Kaluga, 18 de julho de 1927) foi um pintor russo, pertencente ao movimento realista dos Itinerantes (em russo: Передви́жники, Peredvizhniki).

Polenov estudou com Pavel Tchistiakov na Academia Imperial de Artes de 1863 a 1871. Foi bolseiro da Academia em Itália e França, onde pintou muitas obras no estilo da pintura académica inspirando-se na história da Europa e trabalhando frequentemente ao ar livre.

Polenov participou na Guerra russo-turca de 1877-1878 como pintor de guerra. Em finais da década de 1870, concentrou-se na pintura de paisagens na tradição realista de Alexei Savrasov e Fyodor Vasilyev.

Mais tarde viajou pelo Egito, Síria, Palestina e Grécia, com o intuito de tomar apontamentos para realizar uma série de obras sobre a vida de Cristo. Algumas delas são consideradas como as melhores da sua carreira. Nelas tentou superar o pintoresquismo academicista, tentando desenvolver um programa pictórico onde as cenas religiosas fossem verosímeis e convincentes.

Pintura de Polenov retratando uma paisagem tradicional russa (1878).
Бабушкин сад:O jardim da avó (1878)

Polenov foi eleito membro da Academia Imperial de Artes em 1893, e nomeado artista do povo da URSS em 1926. Durante muitos anos ensinou jovens pintores na escola de pintura, escultura e arquitetura de Moscovo. Os seus alunos mais conhecidos foram Abram Arkhipov, Isaac Levitan, Konstantin Korovin e Alexandr Golovin. A casa de Polenov é hoje um museu de arte e foi designada como Polenovo em sua homenagem.

Simbologia em sua obra[editar | editar código-fonte]

Em um livro inteiramente dedicado à narrativa evangélica da ressurreição da filha de Jairo, o psicanalista Antonio Farjani interpreta a ressurreição da menina como um símbolo do surgimento da primeira lua cheia após o solstício de verão no Egito, associado ao início da inundação do rio Nilo. No quinto capítulo, ao analisar a premiada obra de Polenov sobre a ressurreição da filha de Jairo, de 1871, Farjani desvenda um verdadeiro códice de astronomia. O autor identifica com precisão os pontos cardeais, e cada personagem e objeto da cena a um diferente corpo celeste. São identificadas cinco constelações e uma nebulosa, num total de dezesseis corpos celestes individuais, desvendando uma simbologia astronômica até então desconhecida no mencionado quadro[1] .

Referências

  1. Antonio Farjani, 2012 Mistérios da Lua, Editora Hemus, ISBN 978-85-289-0626-4, cap. 2.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Vasily Polenov