Vasily Polenov

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Vasily Polenov
Василий Дмитриевич Поленов
Retrato de Polenov por Ilya Repine
Nome completo Vasily Dmitrievitch Polenov
Nascimento 1 de junho de 1844
São Petersburgo, Império Russo
Morte 18 de julho de 1927 (47 anos)
Polenovo, Rússia
Nacionalidade Rússia russo
Área Pintura
Formação Academia Imperial de Artes
Movimento(s) Realismo

Vasily Dmitrievitch Polenov (em russo: Василий Дмитриевич Поленов, São Petersburgo, 1 de junho de 1844Polenovo, 18 de julho de 1927) foi um pintor russo, pertencente ao movimento realista dos Itinerantes (em russo: Передви́жники, Peredvizhniki).

Polenov estudou com Pavel Tchistiakov na Academia Imperial de Artes de 1863 a 1871. Foi bolsista da Academia em Itália e França, onde pintou muitas obras no estilo da pintura acadêmica inspirando-se na história da Europa e trabalhando frequentemente ao ar livre.

Polenov participou na Guerra russo-turca de 1877-1878 como pintor de guerra. Em finais da década de 1870, concentrou-se na pintura de paisagens na tradição realista de Alexei Savrasov e Fyodor Vasilyev.

Mais tarde viajou pelo Egito, Síria, Palestina e Grécia, com o intuito de tomar apontamentos para realizar uma série de obras sobre a vida de Cristo. Algumas delas são consideradas como as melhores da sua carreira. Nelas tentou superar o pintoresquismo academicista, tentando desenvolver um programa pictórico onde as cenas religiosas fossem verosímeis e convincentes.

Pintura de Polenov retratando uma paisagem tradicional russa (1878).
Бабушкин сад:O jardim da avó (1878)

Polenov foi eleito membro da Academia Imperial de Artes em 1893, e nomeado artista do povo da URSS em 1926. Durante muitos anos ensinou jovens pintores na escola de pintura, escultura e arquitetura de Moscovo. Os seus alunos mais conhecidos foram Abram Arkhipov, Isaac Levitan, Konstantin Korovin e Alexandr Golovin. A casa de Polenov é hoje um museu de arte e foi designada como Polenovo em sua homenagem.

Simbologia em sua obra[editar | editar código-fonte]

Em um livro inteiramente dedicado à narrativa evangélica da ressurreição da filha de Jairo, o psicanalista Antonio Farjani interpreta a ressurreição da menina como um símbolo do surgimento da primeira lua cheia após o solstício de verão no Egito, associado ao início da inundação do rio Nilo. No quinto capítulo, ao analisar a premiada obra de Polenov sobre a ressurreição da filha de Jairo, de 1871, Farjani desvenda um verdadeiro códice de astronomia. O autor identifica com precisão os pontos cardeais, e cada personagem e objeto da cena a um diferente corpo celeste. São identificadas cinco constelações e uma nebulosa, num total de dezesseis corpos celestes individuais, desvendando uma simbologia astronômica até então desconhecida no mencionado quadro[1].

Referências

  1. Antonio Farjani, 2012 Mistérios da Lua, Editora Hemus, ISBN 978-85-289-0626-4, cap. 2.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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