Nikolai Rezanov

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Nikolai Rezanov
Nascimento 8 de abril de 1764
São Petersburgo
Morte 13 de março de 1807
Krasnoyarsk
Cidadania Império Russo
Ocupação explorador, político, diplomata
Prêmios Ordem de Santa Ana, 1ª classe

Nikolay Petrovich Rezanov (em russo: Николай Петрович Резанов) (São Petersburgo, 28 de marçojul./ 8 de abril de 1764greg.Krasnoyarsk, 1 de marçojul./ 13 de março de 1807greg.) foi um nobre e estadista russo que promoveu a colonização por parte da Rússia do Alasca e da Califórnia.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era um dos dez barões da Rússia, foi o primeiro embaixador russo no Japão (1804) e apoiou a primeira tentativa da Rússia de circum-navegar o mundo (1803), comandando pessoalmente a expedição até à Península de Kamchatka. Foi também autor de um dicionário do idioma japonês e várias outras obras, que estão guardadas na Academia Russa das Ciências, da qual era membro. Mas por muitos anos após sua morte foi lembrado pela grande Companhia Russo-Americana; e os interesses que as políticas seguidas no dito empreendimento despertaram nos estudantes de História, que se não fosse por sua morte inoportuna, teriam trocado os destinos da Rússia e dos Estados Unidos.[1]

Companhia Russo-Americana[editar | editar código-fonte]

Rezanov nasceu em São Petersburgo. Aos 14 anos de idade, dominava cinco idiomas. Em 1791, se uniu ao grupo de Gavrila Derzhavin que era secretário privado da Imperatriz Catarina, a Grande. Vários anos antes, ao conhecer Grigory Shelikhov, da Companhia de Peles Shelikhov-Golikov, Rezanov se interessou pelo projeto do comerciante de obter um monopólio sobre o comércio de peles naquelas longínquas regiões. Consciente das forças ocultas, e já cansado dos prazeres de uma corte dissoluta, se tornou um sócio da companhia, rapidamente se transformando em um astuto e incansável homem de negócios. Após a morte de Shelikov em 1795, Nikolai se tornou o líder de um conjunto de ricas companhias, e resolveu que obteria para si e seus sócios uma série de privilégios análogos aos que a Grã-Bretanha havia concedido à Companhia das Índias Orientais.[1]

Referências

  1. a b c Este artigo incorpora texto da Encyclopædia Britannica (11ª edição), publicação em domínio público.