Notoedres cati

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Notoedres-cati-mite.JPG
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Subfilo: Chelicerata
Classe: Arachnida
Subclasse: Acarina
Ordem: Acaridida (Astigmata)
Subordem: Psoroptidia
Superfamília: Sarcoptoidea
Família: Sarcoptidae
Subfamília: Sarcoptinae
Género: Notoedres
Nome binomial
Notoedres cati
Hering, 1838

Notoedres cati é uma espécie de ácaro de distribuição cosmopolita responsável por causar a sarna notoédrica, conhecida também como escabiose felina. A doença parasitária é altamente contagiosa, acomete principalmente felinos, mas a espécie também pode parasitar outros animais, como coelhos, ratos, inclusive humanos. É comum que a infestação seja mista e que outros ácaros também parasitem o hospedeiro.[1]

Morfologia[editar | editar código-fonte]

O ácaro é morfologicamente similar ao Sarcoptes scabiei que causa sarna canina.[2]Seu corpo é globoso e seu tegumento é estriado, a face dorsal apresenta escamas moles e alguns espinhos delgados e longos. Como características diferenciais apresentam gnatossoma curto e largo, apódema em forma de "Y", pedicelo longo não segmentado e ânus dorsal. O dimorfismo sexual pode ser identificado pela distribuição das ventosas nos tarsos. Os machos apresentam ventosas ambulacrárias nas pernas I, II e IV e as fêmeas apresentam ventosas nas pernas I e II. [3]

Ciclo de Vida[editar | editar código-fonte]

O ciclo evolutivo é semelhante ao de Sarcoptes scabei. A fêmea ovígera põe aproximadamente sessenta ovos nas galerias por ela escavada durante três a quatro semanas, depois das quais morre. O ciclo evolutivo completo é de aproximadamente vinte dias.[4]

Patogenia[editar | editar código-fonte]

A infecção manifesta-se como lesões escamosas, secas, com crostas nas bordas das orelhas e na face e pele espessada e algo coriácea. A sintomatologia clínica é caracterizada por prurido, frequentemente, intenso e pode haver graves escoriações na cabeça e no pescoço por arranhaduras. Nos casos típicos, as lesões aparecem primeiramente na borda medial do pavilhão auricular e em seguida se disseminam rapidamente pelas orelhas, face, pálpebras e pescoço. Pode difundir-se para as patas e a cauda por contato quanto o gato se limpa e dorme.[5]

Referências

  1. SCOTT, D.W. Doenças Parasitárias da Pele. In: SCOTT, D.W; MILLER, W.H; GRIFFIN, C.E. Dermatologia de pequenos animais. 5.ed. Interlivros. Rio de Janeiro, 1996. Cap. 6, p. 385-411
  2. Luz (2014). «TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO ATIVIDADES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO OBRIGATÓRIO» (PDF). Consultado em 15 de junho de 2019 
  3. LIMA, G.S.; ALVES, R.M.; NEVES, M.F. Sarna notoédrica: Notoedres cati. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, n.12, 2009.
  4. URQHART, G.M., AMOUR, J., DUNCAN, J.L., JENNINGS, F.W. Parasitologia Veterinária. 2ª ed. p.168. ed. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1998.
  5. SLOSS, M.W., ZAJAC, A.M., KEMP, R.L. Parasitologia clínica veterinária, 6ª ed. p. 123-124 e 138 ed. Manole. São Paulo, 1999.
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