Organismos geneticamente modificados

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de OGM)

OGM é a sigla de Organismos Geneticamente Modificados, organismos manipulados geneticamente de modo a favorecer características desejadas, como a cor, tamanho, etc. Os OGMs possuem alteração em trechos do genoma realizadas através da tecnologia do RNA[1]/DNA recombinante ou engenharia genética.

Na maior parte das vezes, quando se fala em Organismos Geneticamente Modificados, trata-se de organismos transgênicos. Mas OGMs e transgênicos não são sinônimos: todos os transgênicos são organismos geneticamente modificados, mas nem todos os OGM são transgênicos.

Um transgênico é um organismo que possui uma sequência de DNA (ou parte do DNA) de outro organismo, que pode até ser de uma espécie diferente. Já um OGM é um organismo que foi modificado geneticamente mas não necessariamente recebeu uma região de outro organismo. Por exemplo, uma bactéria pode ser modificada para expressar um gene por mais vezes. Isso não quer dizer que ela seja uma bactéria transgênica, mas apenas um OGM, já que não foi necessário inserir material externo. Somente ao inserirmos material genético (DNA/RNA) exógeno em um organismo é que ele passa a ser transgênico.

A ideia de misturar espécies de organismos é atribuída ao químico Paul Berg.

Legislação brasileira[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Biossegurança

OGM é, segundo o artigo 3º, inciso V, da Lei Federal brasileira nº 11.105, de 24 de março de 2005, OGM é o organismo cujo material genético (DNA/RNA) tenha sido modificado por qualquer técnica de engenharia genética. A lei exclui da categoria de OGM (pelo §1º do mesmo artigo) o organismo "resultante de técnicas que impliquem a introdução direta, num organismo, de material hereditário, desde que não envolvam a utilização de moléculas de DNA/RNA recombinante ou OGM, tais como: fecundação in vitro, conjugação, transdução, transformação, indução poliplóide e qualquer outro processo natural.[2]

Controvérsia[editar | editar código-fonte]

Um manifestante defendendo a rotulagem de OGM

Há um consenso científico[3][4][5][6] que os alimentos atualmente disponíveis derivados de culturas geneticamente modificadas não representam risco para a saúde humana maior do que os alimentos convencionais,[7][8] mas que cada alimento geneticamente modificado precisa ser testado caso a caso antes de sua introdução. No entanto, o público em geral tem muito menos probabilidade do que os cientistas de considerar os alimentos geneticamente modificados como seguros.[9] O status legal e regulatório dos alimentos geneticamente modificados varia de acordo com o país, com algumas nações os banindo ou restringindo, e outras permitindo-os com diferentes graus de regulamentação.[10]

O fluxo gênico entre culturas geneticamente modificados e plantas compatíveis, junto com o aumento do uso de herbicidas de amplo espectro,[11] pode aumentar o risco de populações de ervas daninhas resistentes a herbicidas.[12] O debate sobre a extensão e as consequências do fluxo gênico se intensificou em 2001, quando um artigo foi publicado mostrando que transgenes haviam sido encontrados no milho tradicional no México, o centro de diversidade da cultura.[13][14] Verificou-se que o fluxo gênico das safras GM para outros organismos geralmente é menor do que o que ocorreria naturalmente.[15] A fim de abordar algumas dessas preocupações, alguns OGMs foram desenvolvidos com características para ajudar a controlar sua disseminação. Para evitar que o salmão geneticamente modificado se reproduza inadvertidamente com salmão selvagem, todos os peixes criados para alimentação são fêmeas, triplóides, 99% são reprodutivamente estéreis e criados em áreas onde o salmão fugitivo não poderia sobreviver.[16][17] As bactérias também foram modificadas para depender de nutrientes que não podem ser encontrados na natureza,[18] e a tecnologia de restrição de uso genético foi desenvolvida, embora ainda não comercializada, que faz com que a segunda geração de plantas GM seja estéril.[19]

Outras preocupações ambientais e agronômicas incluem a diminuição da biodiversidade, o aumento de pragas secundárias (pragas não direcionadas) e a evolução de pragas de insetos resistentes.[20][21][22] Nas áreas da China e dos EUA com culturas Bt, a biodiversidade geral de insetos aumentou e o impacto de pragas secundárias foi mínimo. Descobriu-se que a resistência demorava a evoluir quando as estratégias de melhores práticas eram seguidas.[23] O impacto das safras Bt em organismos benéficos não-alvo tornou-se uma questão pública depois que um artigo de 1999 sugeriu que elas poderiam ser tóxicas para borboletas monarca . Estudos de acompanhamento mostraram que os níveis de toxicidade encontrados no campo não eram altos o suficiente para prejudicar as larvas.[24]

Acusações de que os cientistas estão "brincando de Deus" e outras questões religiosas foram atribuídas à tecnologia desde o início.[25] Com a capacidade da engenharia genética de humanos, há preocupações éticas sobre até onde essa tecnologia deve ir, ou se ela deve ser usada.[26] Muito debate gira em torno de onde está a linha entre o tratamento e o melhoramento e se as modificações devem ser herdadas.[27] Outras preocupações incluem a contaminação do abastecimento de alimentos não geneticamente modificados,[28][29] o rigor do processo regulatório,[30][31] consolidação do controle do abastecimento de alimentos em empresas que fabricam e vendem organismos geneticamente modificados, exagero dos benefícios da modificação genética,[32] ou preocupações sobre o uso de herbicidas com glifosato .[33] Outras questões levantadas incluem o patenteamento de vidas[34] e o uso de direitos de propriedade intelectual.[35]

Existem grandes diferenças na aceitação dos organismos geneticamente modificados pelos consumidores, os europeus vejam os alimentos geneticamente modificados de maneira negativa mais frequentemente do que os norte-americanos.[36] Os organismos geneticamente modificados chegaram ao consumidor quando a confiança do público na segurança alimentar, atribuída a recentes problemas alimentares, como a encefalopatia espongiforme bovina e outros escândalos envolvendo a regulamentação governamental de produtos na Europa, era baixa.[37] Isso, junto com as campanhas realizadas por várias organizações não governamentais (ONG), têm tido muito sucesso em bloquear ou limitar o uso de plantações de organismos geneticamente modificados.[38] ONGs como a Organic Consumers Association, a Union of Concerned Scientists,[39][40][41] Greenpeace e outros grupos disseram que os riscos não foram identificados e gerenciados adequadamente[42] e que há perguntas sem resposta sobre o potencial longo - impacto de longo prazo na saúde humana de alimentos derivados de OGM. Eles propõem a rotulagem obrigatória[43][44] ou uma moratória para esses produtos.[30][45]

Técnicas[editar | editar código-fonte]

A engenharia genética permite manipular diretamente genes de determinados organismos, possibilitando isolar e transferir genes responsáveis pela produção de certas substâncias, para outros seres vivos que não produzem os seres funcionais nesses seres.

DNA Recombinante[editar | editar código-fonte]

A técnica de DNA recombinante permite juntar na mesma molécula de DNA genes provenientes de organismos diferentes, ou seja, possibilita retirar genes de uma espécie e introduzir num microrganismo, que posteriormente se vai multiplicar e assim produzir inúmeras copias desse gene e consequentemente o produto desse gene. É possível, por exemplo, introduzir um gene humano, numa bactéria, para que elas produzam uma determinada proteína humana.

O processo é simples e baseia-se em dois tipos de enzimas, as enzimas de restrição e a enzima DNA ligase. Utiliza-se uma enzima de restrição, que tem a capacidade de selecionar zonas especificas do DNA e cortar a sequencia nucleotídica nesses locais específicos, para obter o gene de interesse de uma espécie. Esse gene de interesse é posteriormente colocado num vector, ou seja, uma molécula capaz de transportar um fragmento de DNA de um organismo para outro, como são exemplos, o DNA dos vírus e os Plasmídeos (fragmentos de DNA de forma circular existentes nas bactérias). Para que o fragmento de DNA seja incorporado no vector, é necessário que a mesma enzima de restrição que atua sobre o DNA atue sobre o vector, de modo a criar uma sequencia nucleotídica complementar. Finalmente, através da enzima DNA ligase, os dois segmentos de DNA são ligados, produzindo uma nova molécula estável – o DNA recombinante. Com a nova molécula de DNA recombinante formada, o vector é introduzido num organismo receptor, que vai passar a possuir aquele gene de interesse e a proteína formada por esse gene.

DNA complementar[editar | editar código-fonte]

A técnica do DNA complementar tem como objectivo facilitar a produção de proteínas de seres eucariontes em microrganismos. Os microrganismos não têm mecanismos de maturação do RNA, portanto quando se introduzem genes de eucariontes nestes organismos, estes vão fazer a sua transcrição de forma interrupta, ou seja, vão ler tanto os intrões (zonas não codificantes de proteínas) como exões (zonas codificantes de proteínas) originando uma proteína diferente da pretendida.

O DNA complementar baseia-se então em produzir uma molécula de DNA constituída apenas por exoes de modo a que quando for transcrita pelo microrganismo pretendido, origine a proteína pretendida.

Este processo é possível devido á ação da enzima transcriptase reversa, que permite produzir DNA a partir de uma molécula de mRNA, e da enzima DNA polimerase, que permite fazer uma cadeia complementar de uma cadeia de DNA. Utiliza-se então a transcriptase reversa para fazer uma cópia de uma cadeia de mRNA maturado e originar uma cadeia de DNA composta apenas por exões.

Posteriormente usa-se a DNA polimerase para formar um cadeia complementar dessa cadeia de DNA, originando uma molécula estável. Com isto, ao ser introduzida num microrganismo, vai produzir uma proteína de interesse.

RCP (Reação em Cadeia Polimerase)[editar | editar código-fonte]

A técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) veio possibilitar novas estratégias de analises de genes no âmbito da tecnologia do DNA recombinante. De um modo geral, a técnica PCR pode ser considerada como um meio de clonagem e baseia-se na ampliação do DNA, replicando-o. O processo resume-se em três fases.

A fase de desnaturação, onde o DNA é exposto a elevadas temperaturas, na ordem dos 95º, originado a separação das duas cadeias.

De seguida vem a fase Hibridização, onde as temperaturas descem até aos 55º e são colocados os primers (iniciadores). Isto são fragmentos de DNA que são ligados (hibridizados) no inicio de cada sequencia alvo, nas cadeias originadas na primeira fase por complementação de bases, para na terceira fase a enzima utilizada reconhecer uma cadeia dupla.

Numa terceira fase é utilizada a DNA polimerase que identifica a zona onde se localiza o primer e reconhece essa zona como dupla cadeia, e assim pode atuar, replicando o resto da cadeia de DNA, ou seja, fazendo a elongação dos primers.

Bombardeamento de partículas[editar | editar código-fonte]

Segundo o método de bombardeamento, micropartículas de um metal (tungstênio ou ouro) são revestidas por fragmentos de DNA contendo os genes selecionados. Através de um aparelho ("canhão de genes"), as partículas são aceleradas a altas velocidades e bombardeiam o tecido vegetal que vai sofrer a transformação. As partículas penetram nas células e libertam os fragmentos de DNA. As células da planta assimilam os genes e alguns passam a integrar o genoma.

Aplicações da Tecnologia dos OGMs[editar | editar código-fonte]

Terapia Genética[editar | editar código-fonte]

Uma das aplicações mais importantes dos organismos geneticamente modificados, é a terapia genica, ou Gene terapia, que se baseia na introdução de genes nas células e tecidos de indivíduos que possuam uma doença causada pela deficiência desse gene, técnica comum em tratamento de doenças hereditárias. Embora seja uma terapia em estado primitivo, tem revelado bons resultados.

Existem vários tipos de vírus, que são seres dependentes, ou seja, precisam de outro ser para executarem o seu ciclo de reprodução, introduzindo o seu material genético dentro das células do ser hospedeiro. Sinteticamente, os vírus lançam o seu DNA para dentro das células hospedeiras, que por sua vez vai beneficiar dos mecanismos de transcrição e tradução dessas células hospedeiras para produzir mais copias do seu DNA, e por consequência do vírus, infectando assim célula após célula.

Facilmente se percebeu, que um vírus seriam um bom meio de levar genes ao interior das células humanas, e assim surgiu a terapia genica utilizando os vírus como vectores. Para isso utiliza-se a técnica do DNA recombinante, retirando o vírus que causa a doença viral, e introduz-se o gene de interesse a levar as células humanas.

Com isto é possível introduzir um gene de interesse nas células somáticas (já que de momento é ilegal aplicar a terapia genica a células germinativas) para corrigir uma doença provocada pela ausência ou defeito desse gene, possibilitando deste modo a produção da substancia correspondente a esse gene, e tratar o distúrbio provado pela ausência dessa substancia.

Como todos os Organismos geneticamente modificados surgem sempre umas possíveis desvantagens. Neste caso, da terapia genética, os distúrbios provocados por mutações em apenas um gene têm grandes possibilidades de se verificar eficiência na terapia genética, mas infelizmente, aqueles que são mais frequentes (como doença cardíaca, Alzheimer e diabetes) são causados pela combinação de vários genes, fator que se revela altamente problemático usando a terapia genética.

O maior problema que surge do uso da terapia genética é, certamente, o facto de poder ativar oncogenes, ou seja, se o gene é introduzido num local errado do genoma, como por exemplo no lugar de um proto-oncogene ou de um gene supressor de tumores, poderia induzir a um tumor. De qualquer forma, as expectativas atuais indicam que a terapia genética não se limitará apenas a substituir ou corrigir defeitos nos genes, surgindo assim possibilidades terapêuticas que estão a ser desenvolvidas para permitir a libertação de proteínas que controlem níveis hormonais ou estimulem o sistema imunitário. Com isto, a terapia genética é a esperança de tratamento para um grande numero de doenças até hoje consideradas incuráveis. Vacinas

O plano de vacinação a que estamos sujeitos baseia-se no princípio de funcionamento do sistema imunitário. Quando somos infectados por um agente patogênico este memoriza a infecção causada, para que numa segunda infecção possa responder de uma forma mais rápida, mais intensa e mais prolongada ao antígeno, não deixando assim este se voltar a propagar. O objectivo das vacinas é introduzir no nosso organismo o agente patogênico a que queremos ter imunidade, para que numa possível infecção o nosso sistema imunitário já conheça esse agente patogênico e efetue uma resposta rápida, eliminando-o.

Para isso usa-se a mesma técnica usada na terapia genética, a do DNA recombinante, para modificar o ADN desse agente patogênico, retirando o gene prejudicial, e introduzindo-o no nosso organismo sem esse gene, com isto, este agente patogênico vai chegar ao nosso sistema inativo (ou morto), mas ativando a memoria do sistema para uma possível infecção patogênica. Com isto, o nosso sistema imunitário vai identificar o organismo estranho (apesar de inativo) e desenvolver anticorpos para esse organismo, para, numa possível infecção por parte deste, criarmos uma resposta rapina e eficaz na eliminação do agente patogênico.

Este método não é eficaz em todo o tipo de doenças, principalmente causada por vírus, porque possuem uma taxa de mutação muito elevada, como o HIV. Ao ocorrer um mutação é como se surgisse um novo ser, e assim sendo, para o nosso sistema imunitário, é outro agente patogênico.

De qualquer forma, as vacinas são vistas como o avanço médico de maior sucesso na história da saúde pública e sem elas, muitas doenças, que no passado matavam milhares de pessoas, continuariam a matar milhares de pessoas anualmente.

Produção de Proteínas[editar | editar código-fonte]

A tecnologia do DNA recombinante permite hoje em dia criar proteínas a partir de bactérias. O melhor exemplo é o da insulina. Os diabéticos precisam de insulina para manterem os seus níveis de açúcar no sangue em equilíbrio, insulina essa que há uns anos atrás era extraída do pâncreas de porcos para poder fornecer a população diabética. Essa tinha várias desvantagens, como a óbvia necessidade de se ter de matar um elevadíssimo número de porcos para obter uma quantidade significativa de insulina, juntando o facto de esta ainda poder originar alergias no receptor.O primeiro organismo geneticamente modificado foi uma bactéria chamada Eschericia coli. Esta foi modificada de modo a integrar o gene humano responsável pela produção de insulina. Posto isto, a bactéria passaria a produzir a insulina humana em doses industriais, uma vez que o processo de reprodução das bactérias é muito reduzido. Assim, passaríamos a dispor das quantidades de insulina suficientes para satisfazer a população mundial sem ter de sacrificar milhares de porcos para esse efeito.

Para isto é introduzido o gene da insulina humano numa bactéria pela tecnologia do DNA recombinante e assim esta bactéria passa a produzir esse hormônio como se estivesse a “trabalhar para nós”.

Produtos Comercializados[editar | editar código-fonte]

Listagem de Organismo Geneticamente Modificado[46][47]
Produto[48] Nome Comercial Identificador Único Organismo Doador Características Proteína Detentor da Tecnologia
Roundup Ready MON–Ø4032–6 Agrobacterium tumefaciens Tolerante a Herbicida (TH) CP4-EPSPS MONSANTO
Cultivance BPS–CV127–9 Arabidopsis thaliana Tolerante a Herbicida (TH) Csr 1-2 [nota 1] BASF e EMBRAPA
Liberty LinkTM ACS–GMØØ5–3
ACS–GMØØ5–4
Streptomyces viridochromogenes Tolerante a Herbicida (TH) PAT Bayer
Intacta RR2 PRO MON–87701–2
MON–89788–1
Agrobacterium tumefaciens
Bacillus thuringiensis
Tolerante a Herbicida (TH)
Resistente a Inseto (RI)
CP4-EPSPS
Cry1Ac
MONSANTO
YieldGard MON–ØØ81Ø–6 Bacillus thuringiensis Resistente a Inseto (RI) Cry1Ab MONSANTO
Liberty Link ACS–ZMØØ3–2 Streptomyces viridochromogenes Tolerante a Herbicida (TH) PAT [nota 2] Bayer
TL SYN–BTØ11–1 Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1Ab
PAT
Syngenta
Roundup Ready 2 MON–ØØ6Ø3–6 Agrobacterium tumefaciens Tolerante a Herbicida (TH) CP4-EPSPS MONSANTO
TG MON–ØØØ21–9 Zea mays Tolerante a Herbicida (TH) mEPSPS Syngenta
Herculex DAS–Ø15Ø7–1 Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1F
PAT
Dow AgroSciences
YR YieldGard/RR2 MON–ØØ6Ø3–6
MON–ØØ81Ø–6
Agrobacterium tumefaciens
Bacillus thuringiensis
Tolerante a Herbicida (TH)
Resistente a Inseto (RI)
CP4-EPSPS
Cry1Ab
MONSANTO
TL/TG SYN–BTØ11–1
MON–ØØØ21–9
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Zea mays
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1Ab
PAT
mEPSPS
Syngenta
Viptera - MIR162 SYN–IR162–4 Bacillus thuringiensis Resistente a Inseto (RI) VIP3Aa20 Syngenta
HR
Herculex/RR2
DAS–Ø15Ø7–1
MON–ØØ6Ø3–6
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Agrobacterium tumefaciens
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1F
PAT
CP4-EPSPS
Du Pont
PRO MON–89Ø34–3 Bacillus thuringiensis Resistente a Inseto (RI) Cry1A.105
Cry2Ab2
MONSANTO
TL TG Viptera SYN–BTØ11–1
SYN–IR162–4
MON–ØØØ21–9
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Zea mays
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1Ab
VIP3Aa20
PAT
mEPSPS
Syngenta
PRO2 MON–89Ø34–3
MON–ØØ6Ø3–6
Bacillus thuringiensis
Agrobacterium tumefaciens
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1A.105
Cry2Ab2
CP4-EPSPS
MONSANTO
YieldGard VT MON–88Ø17–3 Agrobacterium tumefaciens
Bacillus thuringiensis
Tolerante a Herbicida (TH)
Resistente a Inseto (RI)
CP4-EPSPS
Cry3Bb1
MONSANTO
Power Core
PW/Dow
MON–89Ø34–3
DAS–Ø15Ø7–1
MON–ØØ6Ø3–6
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Agrobacterium tumefaciens
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1A.105
Cry2Ab2
Cry1F
PAT
CP4-EPSPS
MONSANTO
Dow AgroSciences
HX YG RR2 MON–ØØ810–6
DAS–Ø15Ø7–1
MON–ØØ6Ø3–6
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Agrobacterium tumefaciens
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1A.105
Cry1Ab
Cry1F
PAT
CP4-EPSPS
Du Pont
TC1507xMON810 DAS–Ø15Ø7–1
MON–ØØ81Ø–6
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1Ab
Cry1F
PAT
Du Pont
MON89034xMON88017 MON-89Ø34-3
MON-88Ø17-3
Bacillus thuringiensis
Agrobacterium tumefaciens
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1A.105
Cry2Ab2
Cry3Bb1
CP4 EPSPS
MONSANTO
Bolgard I MON–ØØ531–6 Bacillus thuringiensis Resistente a Inseto (RI) Cry1Ac MONSANTO
Roundup Ready MON–Ø1445–2 Agrobacterium tumefaciens Tolerante a Herbicida (TH) CP4-EPSPS MONSANTO
Liberty Link ACS–GHØØ1–3 Streptomyces hygroscopicus Tolerante a Herbicida (TH) PAT Bayer
Widestrike DAS–24236–5
DAS–21Ø23–5
Bacillus thuringiensis
Streptomyces viridochromogenes
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1A.105
Cry1Ac
Cry1F
PAT
Dow AgroSciences
Bolgard II MON–15985–7 Bacillus thuringiensis Resistente a Inseto (RI) Cry2Ab2
Cry1Ac
MONSANTO
GlyTol BCS–GHØØ2–5 Zea mays Tolerante a Herbicida (TH) 2mEPSPS Bayer
TwinLink BCS-GHØØ4-7 x
BCS-GHØØ5-8
Bacillus thuringiensis
Streptomyces hygroscopicus
Resistente a Inseto (RI)
Tolerante a Herbicida (TH)
Cry1Ab
Cry2Ae
PAT
Bayer
MON88913 MON–88913–8 Agrobacterium tumefaciens Tolerante a Herbicida (TH) CP4-EPSPS MONSANTO
Embrapa 5.1 EMB-PVØ51-1 BGMV - Bean Golden Mosaic Virus Resistente ao vírus do mosaico dourado do feijoeiro EMBRAPA

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. The puzzle of RNA recombination. Por Alexander B Chetverin, FEBS Letters, vol, 460, n° 1, 22 de outubro de 1999, pp 1-5, ISSN 0014-5793, [1].
  2. Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1o do art. 225 da Constituição Federal, estabelece normas de segurança e mecanismos de fiscalização de atividades que envolvam organismos geneticamente modificados – OGM e seus derivados, cria o Conselho Nacional de Biossegurança – CNBS, reestrutura a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança – CTNBio, dispõe sobre a Política Nacional de Biossegurança – PNB, revoga a Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, e a Medida Provisória no 2.191-9, de 23 de agosto de 2001, e os artigos. 5º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10 e 16 da Lei n° 10.814, de 15 de dezembro de 2003, e dá outras providências.
  3. Nicolia, Alessandro; Manzo, Alberto; Veronesi, Fabio; Rosellini, Daniele (março de 2014). «An overview of the last 10 years of genetically engineered crop safety research». Critical Reviews in Biotechnology (1): 77–88. ISSN 1549-7801. PMID 24041244. doi:10.3109/07388551.2013.823595. Consultado em 19 de março de 2021 
  4. «THE STATE OF FOOD AND AGRICULTURE 2003-2004 1». www.fao.org. Consultado em 19 de março de 2021 
  5. Domingo, José L.; Giné Bordonaba, Jordi (1 de maio de 2011). «A literature review on the safety assessment of genetically modified plants». Environment International (em inglês) (4): 734–742. ISSN 0160-4120. doi:10.1016/j.envint.2011.01.003. Consultado em 19 de março de 2021 
  6. Ronald, Pamela (1 de maio de 2011). «Plant Genetics, Sustainable Agriculture and Global Food Security». Genetics (1): 11–20. ISSN 1943-2631. PMC PMC3120150Acessível livremente Verifique |pmc= (ajuda). PMID 21546547. doi:10.1534/genetics.111.128553. Consultado em 19 de março de 2021 
  7. «Statement by the AAAS Board of Directors On Labeling of Genetically Modified Foods» (PDF). AMERICAN ASSOCIATION FOR THE ADVANCEMENT OF SCIENCE. 20 de outubro de 2012 
  8. «A decade of EU-funded GMO research» (PDF). Comissão Européia. 2010 
  9. NW, 1615 L. St; Suite 800Washington; Inquiries, DC 20036USA202-419-4300 | Main202-857-8562 | Fax202-419-4372 | Media (29 de janeiro de 2015). «Public and Scientists' Views on Science and Society». Pew Research Center Science & Society (em inglês). Consultado em 19 de março de 2021 
  10. Rodriguez-Ferrand, Graciela; Boring (março de 2014). «Restrictions on Genetically Modified Organisms | Law Library of Congress». www.loc.gov. Consultado em 19 de março de 2021 
  11. Gilbert, Natasha (1 de maio de 2013). «Case studies: A hard look at GM crops». Nature. 497: 24–26. Bibcode:2013Natur.497...24G. PMID 23636378. doi:10.1038/497024aAcessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda)
  12. Schütte, Gesine; Eckerstorfer, Michael; Rastelli, Valentina; Reichenbecher, Wolfram; Restrepo-Vassalli, Sara; Ruohonen-Lehto, Marja; Saucy, Anne-Gabrielle Wuest; Mertens, Martha (21 de janeiro de 2017). «Herbicide resistance and biodiversity: agronomic and environmental aspects of genetically modified herbicide-resistant plants». Environmental Sciences Europe. 29. PMC 5250645Acessível livremente. PMID 28163993. doi:10.1186/s12302-016-0100-y 
  13. «Modified genes spread to local maize». Nature. 456. 149 páginas. Novembro de 2008. PMID 19005518. doi:10.1038/456149aAcessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda); Verifique o valor de |display-authors=Dalton R (ajuda)
  14. «Transgene flow in Mexican maize revisited: Socio-biological analysis across two contrasting farmer communities and seed management systems». Ecology and Evolution. 7: 9461–9472. Novembro de 2017. PMC 5696427Acessível livremente. PMID 29187982. doi:10.1002/ece3.3415  Verifique o valor de |display-authors=Agapito-Tenfen S, Lopez FR, Mallah N, Abou-Slemayne G, Trtikova M, Nodari RO, Wickson F (ajuda)
  15. Keese, Paul (20 de setembro de 2008). «Risks from GMOs due to Horizontal Gene Transfer». Environmental Biosafety Research. 7: 123–149. PMID 18801324. doi:10.1051/ebr:2008014Acessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda)
  16. «FDA: Genetically engineered fish would not harm nature». USA Today. 2012. Consultado em 28 de novembro de 2015 
  17. Medicine, Center for Veterinary. «Animals with Intentional Genomic Alterations - AquAdvantage Salmon Fact Sheet». www.fda.gov. Consultado em 6 de fevereiro de 2019 
  18. «Containing Genetically Modified Bacteria». National Institutes of Health (NIH). 9 de novembro de 2015. Consultado em 12 de setembro de 2018 
  19. «Genetic use restriction technologies: a review». Plant Biotechnology Journal. 12: 995–1005. Outubro de 2014. PMID 25185773. doi:10.1111/pbi.12242  Verifique o valor de |display-authors=Lombardo L (ajuda)
  20. Carpenter, Janet E. (1 de janeiro de 2011). «Impact of GM crops on biodiversity». GM Crops. 2: 7–23. PMID 21844695. doi:10.4161/gmcr.2.1.15086 
  21. «Insect resistance to Bt crops: lessons from the first billion acres». Nature Biotechnology. 31: 510–21. Junho de 2013. PMID 23752438. doi:10.1038/nbt.2597  Verifique o valor de |display-authors=Tabashnik BE, Brévault T, Carrière Y (ajuda)
  22. «GM crop use makes minor pests major problem». Nature News. 13 de maio de 2010. doi:10.1038/news.2010.242  Verifique o valor de |display-authors=Qiu J (ajuda)
  23. «Report in Brief – Genetically Engineered Crops» (em inglês). National Academy of Sciences. Consultado em 14 de fevereiro de 2019 
  24. «GM crops: Battlefield». Nature. 461: 27–32. Setembro de 2009. PMID 19727179. doi:10.1038/461027aAcessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda); Verifique o valor de |display-authors=Waltz E (ajuda)
  25. «Playing God? Synthetic biology as a theological and ethical challenge». Systems and Synthetic Biology. 3: 47–54. Dezembro de 2009. PMC 2759421Acessível livremente. PMID 19816799. doi:10.1007/s11693-009-9028-5  Verifique o valor de |display-authors=Dabrock P (ajuda)
  26. Sparrow, Robert; Cohen, Glenn (2015). «Genetically engineering humans: a step too far?». Pharmaceutical Journal (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2019 
  27. Hamzelou, Jessica. «Human genome editing shouldn't be used for enhancement – yet». New Scientist (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2019 
  28. Chartered Institute of Environmental Health (2006) "Proposals for managing the coexistence of GM, conventional and organic crops Response to the Department for Environment, Food and Rural Affairs consultation paper". October 2006
  29. «GMOs and organic agriculture: Six lessons from Australia». Agriculture & Forestry. 61: 7–14. 2015. doi:10.17707/AgricultForest.61.1.01Acessível livremente  Parâmetro desconhecido |doi-access= ignorado (ajuda); Verifique o valor de |display-authors=Paull J (ajuda)
  30. a b Irish Doctors' Environmental Association "IDEA Position on Genetically Modified Foods Arquivado 26 março 2014 no Wayback Machine". Retrieved 3/25/14
  31. American Medical Association (2012). "Report 2 of the Council on Science and Public Health: Labeling of Bioengineered Foods". "To better detect potential harms of bioengineered foods, the Council believes that pre-market safety assessment should shift from a voluntary notification process to a mandatory requirement." p. 7
  32. «GMOs Are Safe, But Don't Always Deliver on Promises, Top Scientists Say». NPR.org (em inglês). Consultado em 14 de fevereiro de 2019 
  33. «GMOs, Herbicides, and Public Health» (PDF). The New England Journal of Medicine. 373: 693–5. Agosto de 2015. PMID 26287848. doi:10.1056/NEJMp1505660  Verifique o valor de |display-authors=Landrigan PJ, Benbrook C (ajuda)
  34. «Patenting life: genetically altered mice an invention, court declares». CMAJ. 163: 867–8. Outubro de 2000. PMC 80518Acessível livremente. PMID 11033718  Verifique o valor de |display-authors=Brown C (ajuda)
  35. Zhou, Wen (10 de agosto de 2015). «The Patent Landscape of Genetically Modified Organisms». Science in the News. Consultado em 5 de maio de 2017 
  36. Lucht, Jan (30 de julho de 2015). «Public Acceptance of Plant Biotechnology and GM Crops». Viruses. 7: 4254–4281. PMC 4576180Acessível livremente. PMID 26264020. doi:10.3390/v7082819 
  37. Stapleton, Patricia A. (20 de janeiro de 2017). «From Mad Cows to GMOs: The Side Effects of Modernization». European Journal of Risk Regulation. 7: 517–531. doi:10.1017/S1867299X0000605X 
  38. Paarlberg, Robert (6 de novembro de 2014). «A dubious success: The NGO campaign against GMOs». GM Crops & Food. 5: 223–228. PMC 5033189Acessível livremente. PMID 25437241. doi:10.4161/21645698.2014.952204 
  39. Johnson, Nathanael (8 de julho de 2013). «The genetically modified food debate: Where do we begin?». Grist 
  40. Kloor, Keith (22 de agosto de 2014). «On Double Standards and the Union of Concerned Scientists». Discover Magazine's CollideAScape 
  41. Marden, Emily. «Risk and Regulation: U.S. Regulatory Policy on Genetically Modified Food and Agriculture». 44 B.C.L. Rev. 733 (2003). By the late 1990s, public awareness of GM foods reached a critical level and a number of public interest groups emerged to focus on the issue. One of the early groups to focus on the issue was Mothers for Natural Law ("MFNL"), an Iowa based organization that aimed to ban GM foods from the market.... The Union of Concerned Scientists ("UCS"), an alliance of 50,000 citizens and scientists, has been another prominent voice on the issue.... As the pace of GM products entering the market increased in the 1990s, UCS became a vocal critic of what it saw as the agency’s collusion with industry and failure to fully take account of allergenicity and other safety issues. 
  42. Knight, Andrew J. (14 de abril de 2016). Science, Risk, and Policy. [S.l.]: Routledge. 156 páginas. ISBN 978-1317280811 
  43. «Genetically modified food and health: A second interim statement» (PDF). British Medical Association Board of Science and Education. Março de 2004 
  44. «Genetically Modified Foods» (PDF). Public Health Association of Australia. 2007. Cópia arquivada (PDF) em 20 de janeiro de 2014 
  45. PR Newswire "Genetically Modified Maize: Doctors' Chamber Warns of 'Unpredictable Results' to Humans". 11 November 2013
  46. «OGM Autorizados para Plantio e Comercialização no Brasil». Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 14 de novembro de 2016 
  47. «Resumo Geral de Plantas Geneticamente modificadas aprovadas para Comercialização» (PDF). Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original (PDF) em 19 de fevereiro de 2015 
  48. «Plantas». Consultado em 19 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 19 de fevereiro de 2015 
  49. Um exame da segurança ambiental da proteína PAT

Notas

  1. O gene csr1-2 de Arabidopsis thaliana codifica a subunidade maior da enzima aceto-hidroxiácido sintase (AtAHASL) que confere o fenótipo de tolerância aos herbicidas do grupo químico das imidazolinonas.
  2. Proteína fosfinotricina acetil transferase (PAT) produzida em plantas geneticamente modificadas (GM) por genes isolados do Streptomyces viridochromogenes. [49]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Organismos geneticamente modificados