O Analista de Bagé

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
O Analista de Bagé
O analista de Bagé ao lado do seu divã, representado em monumento na Praça da Estação, em Bagé
Autor(es) Luis Fernando Verissimo
Idioma Português
País  Brasil
Editora LPM
Lançamento 1981

O Analista de Bagé é uma personagem de humor criado pelo escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo cuja publicação se iniciou, no Brasil, em 1981, ganhando, além da literatura, versões em quadrinhos e no teatro.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Publicado originalmente em forma de crônica, e editado em diversos jornais do país, as histórias de O Analista retratam o estereótipo da personalidade típica dos bageenses – ao menos assim é como o próprio autor o revela, na crônica inaugural[1]

O sucesso dos contos levou-o para as histórias em quadrinhos, com a publicação de um álbum pela editora gaúcha L&PM. Este, por sua vez, gerou uma nova série para a revista masculina Playboy, publicada em página inteira, entre os anos de 1983 e 1992. A versão em quadrinhos foi criada por Edgar Vasques em parceria com Veríssimo.

As histórias, adaptadas para o teatro, estiveram em cartaz por diversas temporadas no eixo Rio-São Paulo.

A personagem[editar | editar código-fonte]

A personagem representa um gaúcho, psicanalista supostamente freudiano de linha ortodoxa de palavras marcantes e ilustrativo da sabedoria popular do Rio Grande do Sul. Sua assistente, Lindaura, auxiliava-o na abordagem de casos mais difíceis.

Teve uma infância normal, onde o que não aprendeu no galpão, aprendeu atrás do galpão.[2]

O analista se diz "mais ortodoxo que pomada Minancora" ou que as "Pastilhas Valda". Sua técnica do joelhaço, no entanto, é bastante heterodoxa, a depender do ponto de vista. Ela está baseada no princípio da dor maior, isto é, quando o paciente vem se queixar de suas dores subjetivas, o joelhaço aplicado no local correto oferece ao sujeito a vivência de uma dor tão mais intensa que faz com que se esqueça das dores "menores".

O livro[editar | editar código-fonte]

O livro intitulado O Analista de Bagé é uma coletânea publicada por Veríssimo em 1981. Das 34 crônicas do livro, apenas algumas são de fato sobre o analista. O restante são crônicas sobre assuntos variados.[3]

Monumento[editar | editar código-fonte]

Um conjunto de monumentos retrata o analista de Bagé, que se encontram na Praça da Estação, em Bagé. Os monumentos, criados por Sérgio Coirolo, foram alvo de vandalismos ao longo do tempo.[4]

Notas

  1. O sítio Releituras traz a íntegra do texto (pesquisado em 18 de maio de 2007, às 13:30 h.)
  2. in: Outras do Analista de Bagé
  3. O Analista de Bagé. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/obra69870/o-analista-de-bage. Acesso em: 30 de Jun. 2020. Verbete da Enciclopédia.
  4. «Sérgio Coirolo manifesta preocupação com a obra do Analista de Bagé». Minuano. 22 de dezembro de 2018. Consultado em 5 de Junho de 2020 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • VERISSIMO, Luis Fernando. O Gigolô das Palavras. Porto Alegre: L&PM Editores, 1982.
  • VERISSIMO, Luis Fernando. Outras do Analista de Bagé (22ª ed.). Porto Alegre: L&PM Editores, 1982.
Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: O Analista de Bagé
Ícone de esboço Este artigo sobre literatura é um esboço relacionado ao Projeto Literatura. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.