Omni Aviação SGPS

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A Omni Aviação SGPS ou simplesmente OMNI é uma empresa portuguesa de táxi aéreo. Suas atividades abrangem vários mercados, tanto em aviões como em helicópteros, operações regulares e não regulares, manutenção, treino, handling, consultoria e vendas envolvendo vinte e quatro aeronaves, um staff de 150 colaboradores e um volume de negócios anual superior a quinze 15 milhões de Euros. A OMNI já realizou diversas operações em países como o Brasil, Timor-Leste, Moçambique e Iêmen.

A OMNI é atualmente o representante de construtores aeroespaciais como a Bombardier Amphibious Division, Bombardier Flexjet Europe e a New Piper Aircraft. A OMNI opera para terceiros, tanto no setor público como no privado.

Frota[editar | editar código-fonte]

A frota é mantida em operação através da Aeromec, uma subsidiária propriedade da mesma estrutura acionista e licenciada pelo ANAC. O mercado do charter executivo é servido através de uma frota de aeronaves que vão desde o Learjet 31-60, ao Airbus A319 CJ para além de diversos helicópteros Bell. Conta ainda com uma empresa do mesmo grupo que assegura o handling executivo de aeronaves, a Omni Handling , tanto a nível nacional, como internacional (cabo-verde).

A OMNI é, igualmente, um Operador Preferencial Flexjet, prestando um serviço de charter, em exclusividade, na Europa, com um Learjet 31A.

História[editar | editar código-fonte]

Fundada em 1988 por dois pilotos, é grupo de cinco empresas e um operador-chave na aviação nacional, abrangendo vários mercados e uma frota relativamente grande. A OMNI conseguiu prestígio por meio de grandes investimentos, possíveis graças às instituições que atuam no setor - como a Flight Safety International e outros centros especializados da Europa e dos Estados Unidos da América.

A OMNI também já foi contratada pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que levou à criação de uma subsidiária independente, orientada para o mercado privado: a EMI (Emergência Médica Internacional), em parceria com a MRI (Medical Rescue International), uma subsidiária da SOS International.

Em 2002 a Helisul apresentou uma queixa na representação portuguesa da Comissão Europeia por alegada inobservância do Direito Comunitário relativamente a concursos públicos internacionais num concurso ganho pela Omni. Segundo Luís Tavares, director gerente da Helisul, existem "fortes indícios de corrupção e favorecimento económico" à Omni, o que motivou a Helisul a apresentar uma queixa na Procuradoria-Geral da República por "suspeita de corrupção contra incertos".[1]

Em 2004 o Ministério da Administração Interna do XVI Governo Constitucional de Portugal firmou um negócio com a Omni com um valor total de 150 milhões de euros para a compra de aviões Canadair destinados ao combate aos incêndio florestal. O negócio esteve envolto em polémica devido ao ministro da administração interna que aprovou o negócio, Daniel Sanches, ter estado ligado como administrador de várias empresas do Banco Português de Negócios, detentor da Omni.[2]

Operação no Brasil[editar | editar código-fonte]

A operação no Brasil levou à criação da OMNI – Taxi Aéreo, uma empresa subsidiária da OMNI – Aviação e Tecnologia, dedicada ao mercado do petróleo off-shore, operando seis helicópteros EC-135, quatro AS365 N3, um AS365N, quatro BO 10, quatro Sikorsky S76A, oito Sikorsky S76 C++, dois Sikorsky S61, cinco EC-155 B1, seis AW-139 e um EC-225.

A OMNISERVISAIR, uma joint venture entre a OMNI – Aviação e Tecnologia e a Servisair, é uma empresa de assistência em escala no Aeródromo de Cascais com conceito FBO (Fixed Base Operator). Os seus serviços incluem transporte de passageiros e tripulações, recepção de passageiros VIP, fornecimento de catering, planejamento de vôo, serviço de placa, limpeza e manutenção de aeronaves.

Em 2000 a OMNI – Aviação e Tecnologia, obteve o certificado de Transporte Aéreo Regular (JAR-OPS 1) com o início do serviço aéreo regional de ligação da capital às cidades de Vila Real e Bragança utilizando-se de um avião Beechcraft King Air B200.

Operação em outros países[editar | editar código-fonte]

Em Junho de 2001 um novo projeto foi contratado pela Portugália Airlines para operar regularmente na Península Ibérica dois aviões Beechcraft 1900D ligando Lisboa a Valência, Málaga, Bilbao e Corunha. As duas unidades são operadas através do sistema wet lease (aeronave, tripulação, manutenção e seguro da responsabilidade do operador). Atualmente esta operação é assegurada por duas aeronaves turbo-hélice ATR 42-600.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. "Helisul queixa-se à CE por concurso de helicópteros para o INEM", RTP, 20 Setembro 2002. Página visitada em 21 de Junho de 2015.
  2. Martim Silva. "Negócio de 150 milhões envolve nomes do PSD", Diário de Notícias, 22 dezembro 2004. Página visitada em 21 de Junho de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]