Os Carvoeiros

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde junho de 2015). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Os Carvoeiros
Os Carvoeiros (BR)
 Brasil
1999 •  cor •  70 min 
Direção Nigel Noble
Produção José Padilha
Género Filme documentário
Música João Nabuco
Edição Ann Collins
Idioma Português
Página no IMDb (em inglês)

Os Carvoeiros é um filme documentário brasileiro de 1999, dirigido pelo inglês Nigel Noble, que tem um estilo realista, aos 56 anos ganhou o Oscar pelo documentário Close Harmony, sobre um coral de crianças e idosos, do ano de 1981.
Conhecido como “cinema de verdade”, por ter sido filmado sem um roteiro prévio e por tratar fielmente a vida dos carvoeiros, o documentário teve como inspiração o ensaio fotográfico “Os Carvoeiros” de Marcos Prado (cineasta). Diferentemente do filme, que as gravações duraram de abril a maio de 1998, Marcos Prado passou oito anos trabalhando em seu projeto.[1]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O documentário mostra a vida das famílias pobres, do interior de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, que são exploradas e ganham suas vidas extraindo carvão vegetal das matas brasileiras, acompanhando todo o processo de “carvoejar”. Traz depoimentos dos carvoeiros que contam suas histórias – desde a infância onde aprendiam com seus pais a pratica, até os dias atuais onde dependem disso para sobreviver.[2]

Com o apoio de grandes empresas como a Unicef e Conservation International, o longa traz informações sobre como é usado o carvão vegetal que são extraídos das matas.[3]

O diferencial deste documentário é que o assunto não é discutido por especialistas, o diretor tem um comprometimento social fazendo com que passe um retrato mais real da estrutura de vida das pessoas que vivem nessas condições. A partir dos relatos obtidos é feito uma denúncia as péssimas condições que vivem essas famílias, o trabalho semiescravo, até mesmo o trabalho infantil – coletam depoimentos de pessoas que tentam reverter a situação e levar as crianças para as escolas.[4]

A saúde dessa população acaba sendo afetada pela inalação dos gases tóxicos a partir da queima das madeiras. Além da intoxicação, esse tipo de trabalho pode causar: doenças respiratórias, envelhecimento precoce, hérnia, câncer, entre outros.

Produção[editar | editar código-fonte]

Foi a primeira grande produção cinematográfica da Zazen Produções, a produtora é conhecida também por ter realizado filmes como Tropa de Elite, Tropa de Elite 2, Paraísos Artificiais (filme), e os documentários Estamira, Ônibus 174, entre outras produções. Seus filmes além ganharem prêmios em diversos festivais nacionais, participam de muito festivais internacionais.[5]

Comentários e Análises[editar | editar código-fonte]

"Afinal, em Os Carvoeiros o espectador brasileiro não verá ou saberá nada de novo sobre o trabalho semi-escravo rural brasileiro pois os realizadores não se propõe a isso. O pouco de novo e surpreendente que sai do filme vem das palavras dos carvoeiros, e portanto de algo que o "diretor" não compreendeu!! Tem algo de muito errado nisso tudo. A palavra dos envolvidos é reduzida e pouco aproveitada e aprofundada, ficando no geral no nível do clichê-apresentação da situação." escreveu Eduardo Valente para a Revista ContraCampo.[6]

Ficha Técnica[editar | editar código-fonte]

  • Argumento – José Padilha, Marcos Prado, Pedro Nabuco
  • Fotografia – Flavio Zangrandi
  • Assistente de Fotografia – Marcela Bourseau
  • Pesquisa – Pedro Nabuco
  • Edição – Ann Collins
  • Edição Adicional – Felipe Lacerda
  • Assistente de Edição – Algernon Tunsil, Tamino de Castro, Gisela Werneck
  • Coprodução – Jozane Resende, Marcos Prado
  • Coordenação de Produção – José Claudio Padilha
  • Escrito e produzido – José Padilha
  • Produção Executiva – José Padilha
  • Assistente de Produção EUA – Catherine Tambini
  • Assistente de Produção Amazônia – Caio Martins, João Bosco
  • Direção – Nigel Noble
  • Assistente de Direção – Barbara Sotto
  • Entrevistas – Marcos Prado
  • Entrevista Gildean – Pedro Nabuco
  • Música Original – João Nabuco
  • Produção Musical Executiva – Carlos Padilha
  • Interpretes – Maestro Paulo Moura, Jovi, Márcio Mainhard, Marcos Suzano, João Nabuco
  • Gravação – Estúdio Copacabana
  • Som – Pedro Miller
  • Finalização de Som – Estúdios Mega
  • Edição de Som e Mixagem – Rodrigo Noronha
  • Assistente de Edição de Som – Fabiana Benchimol.

    Filmado originalmente em super 16mm Kodak.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria Resultado
2000 Los Angeles Latino Filme Festival Melhor Documentário Latino-Americano Venceu
2000 II Fica - Festival de Cinema e Video Ambiental Melhor Documentário Venceu
2000 Prêmio CCBB Melhor Documentário Brasileiro (escolha do público Venceu

[7]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências