Paulo César Saraceni
Paulo César Saraceni
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Saraceni no filme Amor, Carnaval e Sonhos
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| Nascimento | 5 de novembro de 1932 Rio de Janeiro, Distrito Federal |
| Morte | 14 de abril de 2012 (79 anos) Rio de Janeiro, RJ |
| Ocupação | roteirista, produtor e diretor |
| Cônjuge | Ana Maria Nascimento e Silva |
Paulo César Saraceni (Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1932 – Rio de Janeiro, 14 de abril de 2012) foi um roteirista, produtor de cinema, ator e cineasta brasileiro. Foi um dos mentores do movimento cinematográfico brasileiro Cinema Novo.
Carreira
[editar | editar código]De ascendência patrilinear italiana,[1] jogou no Fluminense, onde foi descoberto pelo escritor Otávio de Faria para o cinema. Influenciado pelo intimismo literário do mestre,[2] foi um dos mentores do movimento Cinema Novo, ao lado de Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, entre outros.
Nos anos 1950, foi crítico de cinema e assistente de direção teatral. Começou a dirigir curta-metragens em 1957. Estudou no Centro Experimental de Cinema, em Roma. O Festival do Rio BR 2000 apresentou uma retrospectiva de sua obra e em 2001 Saraceni realizou três filmes para a televisão italiana RAI: Fórum Mundial de Porto Alegre, Movimento dos sem-terra e Garrincha.
Pai de João Paulo Saraceni e avô de Amora Farah Saraceni.
Foi internado em outubro de 2011 após sofrer um acidente vascular cerebral, morrendo em abril de 2012 em decorrência de falência múltipla dos órgãos.[3]
Filmografia
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- 2011 - O Gerente - direção e roteiro
- 2003 - Banda de Ipanema - Folia de Albino — direção e roteiro
- 2003 - O General — interpretação
- 1998 - O Viajante — direção e roteiro
- 1996 - Bahia de todos os sambas — direção
- 1988 - Natal da Portela — direção, interpretação
- 1983 - Quadro a quadro, Newton Cavalcanti
- 1981 - Ao sul do meu corpo — direção e roteiro
- 1977 - Anchieta, José do Brasil — direção, produção e roteiro
- 1972 - Amor, Carnaval e Sonhos — direção, interpretação e roteiro
- 1970 - A Casa Assassinada — direção, produção e roteiro
- 1967 - Capitu — direção, produção e roteiro
- 1965 - O desafio — direção, produção e roteiro
- 1964 - Integração racial — direção
- 1962 - Porto das Caixas — direção e roteiro
- 1960 - Arraial do Cabo (curta-metragem) — direção
- 1957 - Caminhos (curta-metragem)
Premiações
[editar | editar código]- Candango de Melhor Filme, no Festival de Brasília, por A Casa Assassinada (1970).
- Candango de Melhor Diretor, no Festival de Brasília, por A Casa Assassinada (1970).
- Prêmio Especial do Júri, no Festival de Brasília, por O Viajante (1998).
- Candango de Melhor Roteiro, no Festival de Brasília, por Capitu (1967).
- Prêmio Especial do Júri, no Festival de Cinema Brasileiro de Miami, por O Viajante (1998).
- Prêmio FIPRESCI, no Festival de Moscou, por O Viajante (1998).
Referências
- ↑ Moon, Scarlet (16 de novembro de 1972). «Nasci para bailar, para quê negar?» (PDF). Correio da Manhã (Rio de Janeiro) (Nº24418): 17. Consultado em 24 de março de 2022
- ↑ «Opinião - João Carlos Rodrigues : Octavio de Faria foi reacionário que demoliu família e narrou amor gay». Folha de S.Paulo. 10 de agosto de 2024. Consultado em 10 de outubro de 2025
- ↑ "Morre no Rio, aos 79 anos, o cineasta Paulo Cezar Saraceni". G1, 14 de abril de 2012
