Pedro Boticário

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Pedro Boticário
Nome completo Pedro José de Almeida
Nascimento 1799
Porto Alegre, Brasil
Morte 8 de abril de 1850 (51 anos)
Porto Alegre, Brasil
Ocupação Boticário, jornalista, advogado, juiz de paz

Pedro José de Almeida, o Pedro Boticário (Porto Alegre, 1799Porto Alegre, 8 de abril de 1850 ) foi um boticário, jornalista, advogado, juiz de paz brasileiro.

Filho de pais incógnitos, segundo seu certificado de batismo, era homônimo de um outro boticário da cidade, falecido em 1807.

Em 7 de dezembro de 1831 tornou-se vereador em Porto Alegre. Como vereador, apresentou projeto para construção de uma casa de correção para substituir a cadeia então existente. Também denunciou a Silvestre de Sousa Teles, por tentar tomar uma área da Praça da Alfândega.

Jornalista, colaborou com o Constitucional Rio-Grandense em Porto Alegre, onde defendia a reforma federativa. Depois fundou em 1833 o Idade de Pau, adversário do A Idade D'Ouro. Como advogado, participou do processo que enviou o Visconde de Camamu à prisão comum. Era apelidado de Vaca Braba, por seus adversários políticos, por causa de seu discursos exaltados.

Assumiu como juiz de paz, eleito, em 22 de janeiro de 1834, depois escolhido, em 16 de junho de 1835, pela Câmara Municipal, como juiz municipal, em substituição a Vicente Ferreira Gomes, afastado por motivo de doença.

Participou da reunião que decidiu pelo início da Revolução Farroupilha em 18 de setembro de 1835, na loja Maçônica Philantropia e Liberdade.

Iniciada a revolução, Pedro Boticário foi, junto com Domingos José de Almeida, um dos mais intransigentes defensores da deposição de Fernandes Braga e da tentativa de impedir a posse de José de Araújo Ribeiro. Também radical inimigo dos portugueses, chegou a propor aos farrapos a deportação dos lusitanos suspeitos à causa liberal, listando mais de 400 nomes.

Em 2 de outubro de 1836, foi preso no combate da ilha do Fanfa, junto com outros líderes farrapos. Foi então enviado à barca Presiganga e depois enviado para a prisão de Santa Cruz e mais tarde para o Forte da Laje, no Rio de Janeiro. Em 15 de março de 1837, tentou fugir da prisão, mas por ser muito gordo, não conseguiu passar por uma janela. Em solidariedade, Bento Gonçalves também desistiu da fuga, na qual escaparam Onofre Pires e o coronel Corte Real. Depois desta tentativa de fuga, foi transferido para uma fortaleza do Brum no Recife.

Depois de anistiado, retornou a Porto Alegre, onde faleceu logo em seguida.

Referência[editar | editar código-fonte]

  • HARTMAN, Ivar. Aspectos da Guerra dos Farrapos. Feevale, Novo Hamburgo, 2002. Edição eletrônica
  • KLAFKE, Álvaro Antônio. O Império na Província: construção do Estado Nacional nas páginas de O Propagador da Indústria Rio-Grandense. UFRGS, Porto Alegre, 2006.
  • JUNG, Roberto Rossi. A gaúcha Maria Josefa, primeira jornalista brasileira. Martins Livreiro, Porto Alegre, 2004.
  • FRANCO, Sérgio da Costa. Guia Histórico de Porto Alegre, 4a edição, Editora da Universidade (UFRGS), Porto Alegre, 2006.