Pedro VI do Congo
Pedro IV Elelo | |
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Marquês de Catende Manicongo | |
O rei Pedro VI em um fotografia tirada em 1885, por Cunha Moraes. | |
Rei do Congo | |
Reinado | 1859 - 1891 |
Consorte | Maria José Quinta Ana Kuluki |
Coroação | 7 de agosto de 1859 |
Antecessor(a) | Álvaro XIII |
Sucessor(a) | Álvaro XIV |
Nome completo | Pedro Lefula |
Descendência | Álvaro de Água Rosada Manuel de Água Rosada Álvaro Tangi Henrique de Água Rosada Pedro de Água Rosada António de Água Rosada |
Mãe | Dona Isabel |
Pedro VI Elelo (Falecido em 1891) foi o manicongo (rei) do Reino do Congo entre 1859 até 1891. Este foi o último rei independente do Congo.[1]
Biografia
[editar | editar código-fonte]Pedro Elelo ou Lefula, foi o marquês de Catende, da casa de Água Rosada, foi filho de Dona Isabel, irmã do rei Henrique III. Pedro se opôs ao governo de seu primo, Álvaro XIII em 1857. Devido a intervenção portuguesa, ele é colocado ao trono em 7 de agosto de 1859 sob o nome de Pedro VI Elelo, a quem se submeteu logo depois. Pedro é denominado como "VI", mas em sua época foi numerado como "V" em referência ao rei Pedro V de Portugal. Em fevereiro de 1860, mandou assassinar seu primo Nicolau de Água Rosada, em Quissembo, já que este se opusera ao domínio português na região.[2]
O reinado de Pedro VI Elelo nunca foi exercido de forma independente e soberana, já que este temia ataques de outras facções, incluindo os Quivuzi. Com a morte de Álvaro XIII em 1875, seu sobrinho Rafael continua a reclamar o trono na região de Incunga. Da mesma forma, o sucessor de André II da facção Quitumba Amvemba, Dom Garcia Umbumba, defende os direitos de sua linhagem em Mapanza Puto.
Neste contexto, Pedro VI renovou sua aliança com Portugal em 1883 após anular outro tratado com o Estado Livre do Congo, propriedade do rei Leopoldo II da Bélgica. Em 1888 aceitou um tratado de vassalagem, jurando total fidelidade a Portugal. Este ato findou com a pouca independência e soberania que o reino ainda gozava e abriu caminho para a colonização total de Angola. Com o passar dos anos a monarquia congolesa perderia status e relevância, além de ter tido que ceder terras a Angola Portuguesa e ao Congo Belga (Atual República Democrática do Congo).
Faleceu vitima de AVC em 14 de fevereiro de 1891 e enterrado em setembro daquele ano. Foi sucedido por Álvaro XIV.
Casamentos e Descendentes
[editar | editar código-fonte]O rei se casou duas vezes; pela primeira vez com Dona Maria José Quinta em 12 de agosto de 1861. Maria José faleceu em 1872.
- Dom António, morreu no mesmo ano que sua mãe, possivelmente de varíola
Casou-se pela segunda vez com Ana Kuluki. Nunca abandonou a poligamia, se casando com um número indeterminado de mulheres e tendo mais de onze filhos. Alguns dos filhos documentados foram;
- Dom Álvaro de Água Rosada, educado em Luanda, agente de uma casa tradicional de Daumas e professor em Madimba, em 1883.
- Dom Manuel de Água Rosada, sucede ao irmão como comerciante.
- Dom Álvaro de Água Rosada Tangi (1871-1942) marido de Dona Isabel Undundo Mubungo, candidato ao trono em 1901.
- Dom Henrique de Água Rosada de Cavalheiro
- Dom Pedro de Água Rosada
Referências
- ↑ Truhart, Peter. (1984). Regents of nations : systematic chronology of states and their political representatives in past and present : a biographical reference book = Regenten der Nationen : systematische Chronologie der Staaten und ihrer politischen Repräsentanten in Vergangenheit und Gegenwart : ein biographisches Nachschlagewerk. München: Saur. OCLC 12162315
- ↑ «Africa – Rivista Trimestriale di Studi e Documentazione dell'Istituto Italiano per l'Africa e l'Oriente». African Studies Companion Online. Consultado em 11 de junho de 2021