Período Yamato

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O Período Yamato (japonês: 大和時代-Yamato-jidai) foi uma etapa da história do Japão colocada entre a segunda metade do século III d.C. e o ano de 710 (estabelecido como o início da era Nara). Durante esse período, surge no Japão o primeiro governo centralizado na atual região da planície de Nara responsável pela adoção de conhecimentos avançados das sociedades asiáticas vizinhas, por construções grandiosas e pela unificação de grande parte do arquipélago do Japão. O Período Yamato é normalmente divido em dois períodos menores: o período Kofun (250 a 538) e o chamado iluminismo Asuka (538 a 710). O primeiro é assim chamado em razão do grande número de túmulos antigos encontrados por todo o Japão, atribuídos a essa época (Kofun significa “túmulo antigo”), enquanto o segundo se refere a uma região na qual se fixou a corte japonesa. Por muito tempo a época Yamato foi tida como o momento de surgimento de uma dinastia milenar: de acordo com a tradição mítica, o primeiro Mikado japonês teria sido Jimmu Tenno, fundador da dinastia sagrada em 660 a.C.[1] Após a Segunda Guerra Mundial, contudo, as asserções tradicionais foram revistas e os documentos históricos foram submetidos a uma severa crítica historiográfica. As fontes utilizadas para reconstituir o período Yamato da História do Japão são, principalmente, as crônicas históricas do século VIII (Nihon Shoki e o Kojiki), descrições estrangeiras (fontes coreanas e chinesas), as inscrições antigas (epigrafia e iconografia) e os achados arqueológicos, sobretudo no que diz respeito aos túmulos pré-históricos.[2]

Estabelecimento dos Yamato[editar | editar código-fonte]

Estatueta haniwa do século VI.

O reino de Yamato parece ter surgido na região da planície de Nara no sul de Honchu entre 250 e 300 d.C. Seus soberanos eram, muito provavelmente, chamados pelo título de ōkimi (“Grandes Reis”), como nos permitem entrever as antigas inscrições em espadas do século V.[3] A ascensão deste reino é paralela ao desenvolvimento do cultivo de arroz e sua expansão pelo território japonês. As largas construções funerárias nas quais os ōkimi eram enterrados continuam sendo os principais testemunhos do surgimento de um governo centralizado nesta época.[4] De acordo com as fontes chinesas (Wei Zhi), o Japão era, até meados do século III, um conjunto de pequenas comunidades desarticuladas. A existência do reino de Yamato (Yamatai nas fontes chinesas) é atestada; viajantes chineses descreveram a famosa rainha Himiko, que teria governado o Japão no século III, considerada uma espécie de xamã dotada de poderes mágicos.[5]

Túmulos Antigos[editar | editar código-fonte]

Kofun japonês antigo

O contato japonês com a península coreana foi responsável por introduzir no país uma série de práticas inovadoras como alguns rituais sagrados, certas formas de artesanato e antigas formas de práticas funerárias.[6] Os grandes túmulos reais japoneses, ainda hoje a principal fonte de informação sobre a Era Yamato, eram herdeiros de uma tradição chinesa e coreana, realizada já há algum tempo. Esses túmulos podiam ter de 40 a 80 metros de largura, tinham formato de fechaduras e normalmente eram cercados por estatuetas de argila chamados de “haniwa”. Sua construção é geralmente relacionada à necessidade de afirmação do poder dos sucessores reais.

Área Shiki[editar | editar código-fonte]

Monte Miwa

Durante o primeiro século do período Yamato, a corte provavelmente se encontrava instalada na região de Shiki, no pé do Monte Miwa, uma vez que nessa região foi encontrada uma grande concentração de construções funerárias. A dimensão dessas construções não deixa dúvidas de que se tratavam de construções efetuadas sob um governo forte e centralizado. Esse desenvolvimento é relacionado por muitos autores à ampliação da produção rural por meio de novas tecnologias (introdução do metal, técnicas de irrigação, etc.). Os primeiros reis Yamato eram profundamente relacionados aos deuses (kami), e detinham funções tanto seculares como religiosas (no antigo Japão, a palavra governo – matsurigoto – era relacionada ao culto religioso). Com efeito, como afirma o nihon shoki, acreditava-se que a dinastia real era descendente direta da divindade do Sol (Amaterasu Omikami). O Mt. Miwa, próximo da região Shiki, foi uma região de veneração sagrada que estava vinculada ao governo dos primeiros Yamato. O Nihon Shoki fala de um rei desse período, Sujin, que teria dado importância para os rituais sagrados e os kami. O rei Sujin também teria sido responsável por salvar o reino Yamato de inúmeras calamidades ao apelar aos deuses locais (do Mt. Miwa), de acordo com os relatos míticos do Nihon Shoki. Todas essas observações apontam para o papel fundamental da religião na legitimação dos primeiros reis yamatai.[7]

Área Saki[editar | editar código-fonte]

Armadura militar encontrada em um kofun

A partir de meados do século IV, os ōkimi yamato passaram a ser enterrados na região de Saki, a noroeste da atual cidade de Nara. Nessa época, os yamato principiavam um movimento de expansão militar e reafirmação religiosa.[8] O santuário de Isonokami substituiu o Mt. Miwa como centro religioso do reino, e as práticas religiosas e militares se tornam cada vez mais dependentes. O uso de armas de metal e sua presença como oferenda aos deuses nos santuários Saki, além de mitos do Nihon Shoki (como um referente aos filhos da rainha Suinin) indicam essa relação cada vez mais profunda estabelecida entre essas duas esferas.

Kanji[editar | editar código-fonte]

A Escrita chinesa foi introduzida no Japão durante o século IV[9] Ainda hoje a escrita japonesa combina a escrita chinesa (Kanji) com os seus dois outros alfabetos silábicos, o hiragana e katakana.[10]

Hegemonia dos Yamato[editar | editar código-fonte]

Durante o século V o reino Yamato alcança seu maior poderio e atinge seu desenvolvimento máximo. Nessa época foram construídos os principais Kofun, além de sistemas complexos de irrigação e o estabelecimento de formas complexas de controle político.

A área Kawachi-Izumi[editar | editar código-fonte]

Elmo encontrado em Kofun

A partir do começo do século V os grandes túmulos reais passam a ser construídos nas regiões do sul de Kawachi e do norte de Izumi. Os maiores túmulos atingiram entre 365 (tumba de Richu) e 486 metros de largura (tumba de Nintoku). O deslocamento do centro político do reino é relacionado pela maior parte dos historiadores à influência exercida sobre a corte por clãs senhoriais do Japão antigo, atuando como ministros do governo ou se unindo à dinastia reinante por meio de uniões matrimoniais.[11][12]

Nessa época aumenta também o número de haniwa (estatuetas de argila) em torno túmulos e de bens enterrados junto dos reis. Entre esses bens se encontravam armas, jóias e espelhos, o que indica um maior grau de riqueza no século V. Os itens cerimoniais se tornaram mais raros, o que indica uma supremacia da esfera militar sobre a religiosa. O Nihon Shoki apresenta duas figuras importantes da monarquia Yamato nesta época, os ōkimi Ojin e Nintoku, que são essencialmente relacionados às guerras no exterior e às conquistas territoriais. Pouco se fala das divindades, e um destaque especial é dado às campanhas na Coreia.

Alguns autores acreditam que a ascensão de Ojin ao trono foi um momento de quebra na sucessão dinástica dos Yamato. Essas afirmações são baseadas em interpretações do Nihon Shoki e no estudo dos nomes dos reis.

Estrutura do Governo[editar | editar código-fonte]

O governo dos Yamato se baseava em duas unidades comunitárias: os Uji e os Be. Os primeiros eram clãs senhoriais ligados aos Yamato por questões de sangue, religiosas ou políticas, e que governavam províncias em nome da dinastia reinante. Um título real (kabane) era atribuído às famílias Uji mais importantes (normalmente em razão de questões estratégicas) para destacá-las em relação às outras. Os Be eram comunidades de trabalhadores geridas pelo governo Yamato como mão-de-obra para realizar tarefas importantes para a sobrevivência da monarquia, como a fundição de metais e desenvolvimento de armas, construção de túmulos, colonização e proteção do palácio. Essas duas unidades comunitárias sustentavam o governo Yamato e permitiam que ele pudesse se expandir para regiões mais distantes, por meio da delegação de poder (onde os Yamato não podiam gerir os negócios diretamente).

Decadência Yamato[editar | editar código-fonte]

O século VI é, grosso modo, o período da decadência Yamato, marcada pela rebelião de Iwai (527) e a perda de Mimana no exterior para o reino coreano de Silla (531). Enquanto os reis do século dourado Yamato (como Ojin, Nintoku e Yuryaku) haviam interferido significativamente nos assuntos coreanos, o rei Buretsu, que assumiu após a morte de Yuryaku, preferiu permanecer alheio aos assuntos do além-mar. O rei Keitai, que assumiu em 507, sofreu duras derrotas para o reino coreano de Silla que, por ocasião de sua morte, havia conquistado o território de Mimana (531). Além disso, teve de deslocar tropas reunidas para a Guerra contra a Coreia para suprimirem uma rebelião ocorrida em Kyushu.

A Questão Coreana[editar | editar código-fonte]

Na época em que o Japão começou a interferir intensamente nos assuntos coreanos, a região da península coreana vivia sob o domínio de três grandes reinos: Koguryo, Silla e Paekche. O governo Yamato passou a pesar nas relações internacionais do extremo oriente a partir do momento em que compôs alianças com o reino de Paekche contra Koguryo e Silla. O rei Yuryaku também procurou estabelecer uma aliança com o reino chinês de Sung contra os adversários coreanos, mas os chineses preferiram não interferir nos assuntos coreanos. Em 455 Paekche eKoguryo entraram em guerra, e em 461 o rei de Paekche enviou sua mãe como refém para o Japão pedindo reforços militares. Em 475 Koguryo invadiu o reino de Paekche e em 479 o rei de Paekche morreu. No mesmo ano, Yuryaku adoeceu gravemente, e morreu pouco depois, sem poder completar seu plano de vingança contra o reino de Koguryo. Os governantes posteriores sofreram sérias derrotas na Coreia e perderam muitos territórios para o reino de Silla.[13]

Rebelião em Kyushu[editar | editar código-fonte]

Na época das campanhas japonesas na Coreia, um líder de clã no norte de Kyushu e governador da província de Tsukushi, Iwan, se negou a reunir tropas para o rei. O Nihon Shoki afirma que o governador era um traidor e aliado de Silla, de forma que o governo Yamato foi obrigado a enviar tropas para combater no Sul. Iwan foi derrotado e assassinado pelas forças do Mikado. Após a rebelião, o governo reforçou o controle sobre as províncias.

A Área de Yagi[editar | editar código-fonte]

Durante o século VI a corte deslocou-se novamente para a região próxima do Mt. Miwa, para perto da cidade de Yagi. Essa era uma região de influência dos clãs Soga e, ao que tudo indica, a corte estava se tornando cada vez mais dependente deste clã. A nova situação em que vivia a monarquia Yamato era de perda gradual de autoridade diante dos poderosos clãs em ascensão.[14]

Xintoísmo no Japão Antigo[editar | editar código-fonte]

Torii na ilha de Miyajima em Itsukushima, Hiroshima

O xintoísmo (kami no michi, ou os caminhos dos Deuses) é uma religião animista instituída no Japão antigo baseada no culto à natureza e cujo panteão abriga uma diversidade enorme de deuses (kami). Não possuí fundador nem escrituras. Ela foi influenciada sobretudo pela visão de mundo dos povos agricultores e, durante o período Yamato, se desenvolveu intensamente. Os reis eram considerados descendentes diretos dos deuses xintoístas e intercediam em favor das populações agricultoras para manter a “ordem cósmica” e as boas colheitas. O papel da religião tradicional para a instituição da monarquia é essencial, explicando porque os reis eram tidos em tão alta conta pelas populações do Japão Antigo. O Xintoísmo enfatizava as práticas de purificação e limpeza. As construções xintoístas, como os torii, se difundiram pelo Japão Yamato e eram tidas como lugares de proteção sobrenatural. Os próprios túmulos antigos (kofun) tinham uma ligação profunda com as crenças místicas do xintoísmo.

A introdução do Budismo (538)[editar | editar código-fonte]

Atualmente aceita-se como data da introdução do Budismo no Japão a partir da península coreana o ano de 538 d.C. De acordo com o Nihon Shoki, um rei coreano teria enviado uma missão diplomática em 552 d.C. com imagens douradas Buda, defendendo sua doutrina como uma das mais “maravilhosas” que ele já havia conhecido, incitando os reis Yamato a adotarem o budismo. A questão budista no Japão teria gerado grandes controvérsias, lançando importantes clãs num confronto militar, encerrado com a vitória dos Soga, defensores do budismo. A partir de então, as práticas budistas teriam se popularizado pelo Japão, com o apoio do governo central.

Período Asuka[editar | editar código-fonte]

Mononobe no Arakabi

O final da Era Kofun foi marcado por forte instabilidade palaciana. Com a morte do rei Keitai em 531 (provavelmente assassinado), iniciou-se um longo período de disputa pela sucessão, para cuja decisão iriam influir os líderes de clãs Otomo no Kanamura e Soga no Iname. Os candidatos ao trono eram Ankan, filho de Keitai (protegido pelos partidários de Otomo no Kanamura) e Kimmei (suportado pelos partidários de Soga no Iname). Dois anos foram necessários para que Ankan assumisse o trono que havia herdado do pai, graças à oposição dos Soga. Após o reinado de Ankan e Senka, contudo, Keitai assumiu o governo (540). O problema da sucessão estava intimamente ligado à questão coreana (os filhos de Keitai defendiam um novo ataque contra Silla, enquanto Keitai preferia não mais enviar tropas para a Coreia). Aclamado rei, Keitai afastou a família de Otomo no Kanamura dos negócios políticos e decidiu não mais combater Silla.

O sucesso de Soga no Iname durante esse conflito palacial fez com ele conseguisse casar duas de suas filhas com o rei Kimmei e assumisse o título de “grande chefe real”. O sucessor do rei Kimmei foi o rei Bidatsu, e o sucessor de Iname como “grande chefe real” foi seu filho, Soga no Umako. Bidatsu casou com uma das filhas de Iname, Suiko, posteriormente imperatriz do Japão (593).

Com a morte de Bidatsu em 585, a corte de Yamato enfrentou uma grande crise dinástica. Os candidatos ao trono eram Oshisaka, filho de Bidatsu com a primeira rainha, Takeda, filho de Bidatsu com a segunda rainha, e Anahobe, o quarto filho de Kimmeie descendente dos Soga. Os partidários desses três diferentes candidatos se enfrentaram, o que culminou numa guerra civil. Após o combate entre as forças dos poderosos clãs de Soga, Mononobe e Nakatomi, Sogano Umako sai vitorioso e entrona Anahobe como príncipe Yōmei em 587. De acordo com o Nihon Shoki, o conflito que levou à supremacia dos Soga estava envolvido na questão de aceitação oficial do Budismo: os Sogas seriam defensores do budismo, enquanto os Nakatomie Mononobe teriam se oposto a esse culto estrangeiro, que consideravam responsável por algumas calamidades pelas quais havia passado o reino.

A vitória dos Soga contra os Mononobe em 587 d.C. é vista por muitos historiadores como a vitória da burocracia sobre o senhorialismo, uma vez que os Soga se apropriaram de vários princípios confucianos e legalistas visando reorganizar o governo Yamato.De qualquer forma, a vitória dos Soga abriu caminho para a construção do templo de Hōkōji, e o budismo pode se difundir, tendo também sido um passo essencial para o sucesso das reformas Taika no Período Nara.

Após terminar a construção do templo de Hōkōji, Umako assassinou o príncipe reinante e colocou o príncipe Shōtoku no poder.

Príncipe Shōtoku[editar | editar código-fonte]

O Príncipe regente Shōtoku governou o reino Yamato entre 593 e 622, e foi responsável por grandes feitos, como a construção do templo budista de Hōryū-ji (607) e a redação da Constituição dos Dezessete Artigos. Sua filosofia política era fortemente influenciada pelos clássicos chineses, sobretudo o confucionismo, e pelas ideias budistas. É descrito pelo Nihon Shoki como um “bom governante”, e de fato muito das ideias publicadas pelo rei foram posteriormente adotadas pelos reformadores da era Taika. Durante o seu governo o termo Tenno (“imperador”) parece ter sido empregado pela primeira vez,e foram construídos os primeiros monastérios budistas.

A Constituição dos Dezessete Artigos[editar | editar código-fonte]

Em 604 d.C. o príncipe Shōtoku promulgou a chamada “Constituição dos Dezessete Artigos”, composta por uma série de preceitos morais influenciados pelas ideias confucianas e budistas.[15]

  • I. No primeiro artigo, o príncipe defende a “harmonia” e criticava o que chamava de “oposição pela oposição”. Nesse sentido, criticava as divisões dentro do reino e privilegiava a centralização. Provavelmente pensava nas guerras civis ao escrever este artigo.
  • II. No segundo artigo, o príncipe afirma o valor dos “três tesouros”, Buda, a Doutrina e a Ordem monástica.
  • III. No terceiro artigo, o príncipe diz que as ordens imperiais devem ser obedecidas com reverência. Defende a submissão do inferior ao superior, que deveria escutar o que lhe era ordenado e cumprir com diligência.
  • IV. O Príncipe pede que os Ministros ajam com “decoro” (respeito) em relação aos outros.
  • V. O Príncipe critica o apego às coisas materiais.
  • VI. O sexto artigo fala em “punir o que é ruim e recompensar o que é bom”, uma ideia muito semelhante à dos legalistas chineses.
  • VII. No sétimo artigo, Shotoku encoraja a contratação de homens sábios para o governo.
  • VIII. “Os negócios de Estado não devem ser exercidos com facilidade”. O Príncipe apresenta uma imagem rigorosa do serviço dos burocratas.
  • IX. O príncipe defende o que chama de “Boa-fé” e seu papel crucial nas relações sociais.
  • X. No artigo dez pede-se que os homens eliminem o ódio de seus corações.
  • XI. O décimo primeiro artigo é claramente meritocrático, defendendo a existência de um corpo burocrático baseado no mérito.
  • XII. “Um país não pode ter dois soberanos”. O Príncipe proíbe os nobres de submeterem o povo a sua autoridade, pois apenas a autoridade da monarquia é legítima.
  • XIII. De acordo com este artigo, todos os funcionários do governo deveriam atender igualmente a suas funções.
  • XIV. O príncipe pede que os ministros não invejem uns aos outros.
  • XV. O príncipe defende o “bem público” e critica a influência dos interesses privados na condução do governo.
  • XVI. O príncipe regula o recrutamento de trabalho forçado sobre a população, estabelecendo períodos adequados para esta prática.
  • XVII. O décimo sétimo artigo defende a tomada de decisões em conjunto, e não apenas por uma pessoa, na figura do rei. Desta forma, o príncipe amplia a esfera de tomada de decisões do governo.

Fim da Interferência Soga[editar | editar código-fonte]

Os adversários dos Soga conseguiram derrubar o governo deste clã no ano de 645 por meio de um golpe de Estado (aproximadamente 20 anos após a morte do príncipe Shotoku). O clã dos Nakatomi conseguiu derrotar o grande chefe Soga e impor o governo do chefe Kamatari e do príncipe Naka-no-Ôe. O governo dos Nakatomi colocou em prática uma série de reformas administrativas que reergueram o reino em um curto período de tempo.

As Reformas Taika[editar | editar código-fonte]

Taika, ou “Grande Mudança”, foi um subperíodo da História do Japão na qual foram implementadas algumas reformas administrativas visando a centralização do governo japonês. No ano de 646 o príncipe Naka-no-Ôe e Nakatomi Kamatari promulgaram um édito de reforma constituído de quatro artigos.

Os quatro artigos do Édito de Reforma Taika diziam que: 1. Todos os povos sob domínio dos antigos Ujis deveriam ser colocados sob controle direto da família imperial. 2. Uma cidade deveria ser criada como capital do Império. 3. Deveriam ser criadas leis sobre a terra e sobre o controle das populações 4. Um novo sistema de taxação era colocado em prática.

Em 701 d.C. o governo reformista promulgou um código penal chamao de Taihô. Todas essas novas leis permitiram que o governo obtivesse um maior controle de seus domínios, tornam-se cada vez mais burocrático e centralizado. Em 710 é fundada a capital de Nara como centro da monarquia.[16]

Referências

  1. «Jimmu Tenno» 
  2. «Imperial Japan» 
  3. «Emperor Yuryaku of Japan» (em inglês) 
  4. «A Country Study: Japan». Library of Congress 
  5. Fred S. Kleiner, Christin J. Mamiya (2005). Gardner's art through the ages. Belmont, CA: Thomson/Wadsworth. pp. 222. ISBN 0-534-64095-8.
  6. «The Complex of Koguryo Tombs» (em inglês) 
  7. «Nihon Shoki [姓氏類別大観]» (em japonês) 
  8. «japanology.cn» (em japonês) 
  9. Seeley, Christopher (2000). A history of writing in Japan. University of Hawai'i Press
  10. «Ancient Writing in Japan» (em inglês) 
  11. Imamura, Keiji (1996). Prehistoric Japan: New Perspectives on Insular East Asia. University of Hawaii Press.
  12. Lee, Kenneth B (1997). Korea and East Asia : the story of a Phoenix. Praeger.
  13. «Korea 1-500 d.C.» (em inglês) 
  14. Yamaguchi, Yoshinori; Kōnoshi Takamitsu (1997). Shinpen Nihon Koten Bungaku Zenshū 1: Kojiki. Shōgakukan. ISBN 4-09-658001-5.
  15. «The Cambridge History of Japan» 
  16. «Facts about Japan» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]