Pillow Talk
| Pillow Talk | |
|---|---|
| No Brasil | Confidências à Meia-Noite[1] |
| Em Portugal | Conversa de Travesseiro[2] |
| Estados Unidos 1959 • cor • 102 min | |
| Gênero | comédia romântica |
| Direção | Michael Gordon |
| Produção | Ross Hunter Martin Melcher |
| Roteiro | Russell Rouse Maurice Richlin Stanley Shapiro Clarence Greene |
| Elenco | Rock Hudson Doris Day Tony Randall Thelma Ritter |
| Música | Frank De Vol |
| Cinematografia | Arthur E. Arling |
| Edição | Milton Carruth |
| Companhia produtora | Arwin Productions |
| Distribuição | Universal Studios |
| Lançamento | 7 de outubro de 1959[3] |
| Idioma | inglês |
| Orçamento | US$ 1.6 milhão[4] |
| Receita | US$ 7.6 milhões (EUA e Canadá)[5] $18,750,000 (mídia doméstica) |
Pillow Talk (br: Confidências à Meia-Noite / pt: Conversa de Travesseiro) é um filme de comédia romântica americano de 1959 em CinemaScope, dirigido por Michael Gordon e estrelado por Rock Hudson e Doris Day com roteiro escrito por Russell Rouse, Maurice Richlin, Stanley Shapiro e Clarence Greene. O longa-metragem segue a história de Jan Morrow (Doris Day), uma decoradora de interiores e Brad Allen (Rock Hudson), um compositor mulherengo e solteirão que compartilham uma linha telefônica. Quando ela tenta, sem sucesso, denunciá-lo por usar constantemente a linha para cortejar suas conquistas amorosas, Brad descobre que ela é bonita e decide enganá-la, fingindo ser um fazendeiro do Texas. O plano parece funcionar até que o amigo em comum, Jonathan Forbes (Tony Randall), descobre tudo e desmascara Brad.
Após seu lançamento, Pillow Talk arrecadou a então impressionante quantia de US$ 18.750.000 com críticos impressionados com sua direção de arte refinada e edição estilizada para uma comédia romântica. Na cerimônia do Oscar de 1960, o longa-metragem foi indicado a cinco prêmios levando a estatueta de Melhor Roteiro Original.[6] O sucesso de Pillow Talk fez com que Rock Hudson e Doris Day atuasse novamente juntos em Lover Come Back (1961) e Não Me Mandem Flores (1964). Em 2009, foi incluído no National Film Registry da Biblioteca do Congresso por ser "culturalmente, historicamente ou esteticamente".[7][8][9]
Enredo
[editar | editar código]Jan Morrow (Doris Day) é uma decoradora de interiores que mora na cidade de Nova York cujo único incômodo é ter que dividir a linha telefônica com Brad Allen (Rock Hudson), um compositor da Broadway e playboy que mora em um prédio próximo. Ela não consegue obter uma linha telefônica privada para seu negócio, que administra de casa, porque a companhia telefônica está sobrecarregada com a recente demanda por novas linhas.
Jan e Brad, que só se "conheceram" por telefone, desenvolvem uma rixa por causa do uso da linha telefônica compartilhada. Brad usa o telefone constantemente para conversar com uma jovem após a outra, cantando para cada uma delas uma canção de amor "original", supostamente escrita especialmente para ela, embora ele apenas mude o nome ou o idioma da música. Jan precisa da linha para o trabalho e tenta fazer com que ele seja mais atencioso. Brad sugere que Jan, solteira, está com ciúmes de sua popularidade e tem um problema "na cama". Ele conquista o inspetor de telefonia que é enviado para investigar a reclamação de Jan. Mais tarde, Brad e Jan concordam em compartilhar a linha telefônica em turnos alternados de meia hora.
Um dos clientes de Jan é o milionário Jonathan Forbes (Tony Randall), que repetidamente a pede em casamento mas a protagonista sempre recusa. Sem que Jan saiba, Jonathan também é um antigo colega de faculdade de Brad e seu atual benfeitor na Broadway. Jonathan revela a Brad seu novo interesse amoroso e Brad percebe que deve se tratar de seu antigo sócio. Ele fica intrigado.
Numa noite na discoteca, Brad vê Jan a dançar e descobre quem ela é. Atraído por ela, finge um sotaque e inventa uma nova persona: Rex Stetson, um rico rancheiro texano. Ele consegue conquistar Jan, em parte porque faz insinuações que ele pode usar a seu favor. Por exemplo, o protagonista sugere que Rex passe no seu quarto de hotel no encontro e tente seduzi-la; quando Rex o faz, mas apenas mostra a vista a Jan, ela pensa que ele é um perfeito cavalheiro. Quando Jan se gaba disso a Brad, ele sugere que Rex pode ser gay. Isto a leva a questionar Rex sobre a sua atração por ela, permitindo assim que ele a beije.
Jonathan contrata um detetive particular para descobrir com quem Jan está saindo. Depois de descobrir a verdade sobre a farsa de Brad, ele o obriga a colocar ela em um táxi e mandá-la para casa. Brad deve sair de Nova York e ir para a cabana de Jonathan em Connecticut para terminar suas novas músicas. No entanto, Brad o trai convidando Jan para ir com ele. Lá, eles se beijam até que Rex sai para buscar lenha para a lareira e Jan encontra uma cópia da partitura de Rex. Ela toca a melodia no piano próximo e reconhece a música que "inspirou" Brad. Ela confronta Brad e pede para ser levada para casa por Jonathan, que acaba de chegar à cabana.
Em Nova York, Jonathan está menos apaixonado por Jan porque ela chora muito por causa de Brad. Ele fica feliz ao saber que o playboy se apaixonou, enquanto Jan, por outro lado, não quer nada com Brad. Brad pede conselhos a Alma (Thelma Ritter), feliz por conhecer Brad depois de ouvir as conversas da festa por tanto tempo, sugere que ele contrate Jan para decorar seu apartamento, assim eles serão obrigados a colaborar. Jan só concorda para que seu patrão não perca a encomenda. Brad deixa todas as decisões de design a cargo de Jan, dizendo-lhe apenas para projetar um lugar onde ela mesma gostaria de morar.
Ainda ressentida, Jan decora o apartamento de Brad com a decoração mais extravagante que consegue encontrar. Horrorizado com o que vê, Brad invade o apartamento de Jan e a carrega de pijama pela rua até o seu apartamento para se explicar. Brad menciona todas as mudanças que fez para acabar com a vida de solteiro, pois achava que eles iriam se casar. O rosto dela se ilumina e, enquanto ele sai furioso, ela usa um dos controles remotos "de playboy" dele para trancar a porta. Ela aciona outro interruptor e o piano mecânico toca uma versão country da canção de amor favorita de Brad. Ele se vira, seus olhares se encontram e eles se abraçam.
Algum tempo depois, Brad vai contar a Jonathan que vai ser pai, mas é chamado à força pelo obstetra Dr. Maxwell (Alex Gerry) e pela enfermeira Resnick (Mary McCarty) para um exame no consultório, quando diz que vai ter um bebê.[10]
Elenco
[editar | editar código]- Rock Hudson como Brad Allen
- Doris Day como Jan Morrow
- Tony Randall como Jonathan Forbes
- Thelma Ritter como Alma
- Nick Adams como Tony Walters
- Julia Meade como Marie
- Allen Jenkins como Harry
- Marcel Dalio como Mr. Pierot
- Lee Patrick como Mrs. Walters
- Mary McCarty como Nurse Resnick
- Alex Gerry como Dr. Maxwell
- Hayden Rorke como Mr. Conrad
- Valerie Allen como Eileen
- Jacqueline Beer como Yvette
- Arlen Stuart como Tilda
- Perry Blackwell como Perry
- Karen Norris como Miss Dickenson
Produção
[editar | editar código]Desenvolvimento
[editar | editar código]O roteiro do filme foi recusado e readquirido pela RKO algumas vezes no final da década de 1940 e início da década de 1950, até que Martin Melcher (então marido de Doris Day) e seu selo Arwin Productions compraram o roteiro e o levaram à Universal.[3][11][12] De acordo com Day na biografia de A. E. Hotchner Doris Day: Her Own Story, o filme recebeu o título de Pillow Talk, mas o nome desagradou à Código Hays (PCA). Melcher tentou convencer o coprodutor Ross Hunter a mudar o título para Any Way the Wind Blows, nome de uma canção que ele estava prestes a publicar, mas Hunter manteve o título original.[13][12] O final originalmente planejado para o filme mostraria Jan, após usar o interruptor falso para trancar a porta e então sorrir para Brad, apagar a luz e dizer: “Todos os apartamentos parecem iguais no escuro.” Esse final em aberto foi alterado na versão final do filme para mostrar que Jan e Brad se casaram e agora estão esperando um bebê.[14]
O diretor Michael Gordon havia sido incluído na lista negra e estava trabalhando na Broadway. Ele disse que o produtor Ross Hunter assistiu à peça The Tender Trap na Broadway, dirigida por Gordon, e “sentiu que a peça demonstrava o temperamento geral e o espírito que ele queria” para Pillow Talk.[15] Gordon recordou que era conhecido “como aquele judeu intelectual e intenso vindo do Group Theater, e eu não estava associado a comédias. Mas sempre gostei de comédia e apreciava trabalhar com comédia.”[16] Gordon afirmou: “Fiquei muito feliz por voltar a trabalhar remuneradamente em Hollywood, embora deva dizer honestamente que, no fundo do meu coração, tinha algumas reservas quanto ao chauvinismo desenfreado de Pillow Talk. Mas foi divertido de fazer, e gostei muito de trabalhar com Doris Day.”[17]
Elenco
[editar | editar código]O filme é notável por reinventar as imagens de Rock Hudson e, particularmente, de Doris Day na tela. Hunter identificou o potencial de Day para ser sensual e recrutou o lendário figurinista Jean Louis, que desenhou 18 ou 24 figurinos para que ela usasse no filme.[3][11] Hunter disse a Day: “Você é sensual, Doris, e já está na hora de lidar com isso... se você me permitir chamar Jean Louis para fazer suas roupas, quero dizer um guarda-roupa realmente sensacional que destaque esse seu traseiro exuberante, colocar uma maquiagem maravilhosa em você, dar-lhe um ar elegante e um penteado magnífico que a valorize; assim, toda secretária e toda dona de casa dirá: ‘Olhe só isso — veja o que Doris fez consigo mesma. Talvez eu possa fazer a mesma coisa’”.[18] A atriz reconheceu que o filme transformou sua imagem de “a garota da casa ao lado” em um símbolo sexual elegante, descrevendo que a trama, para a época, era muito sensual, envolvendo uma cena culminante na qual o protagonista a carrega para fora da cama em seu pijama e a leva para a rua.[19] Além disso, a joalheria Laykin et Cie emprestou joias avaliadas em US$ 500.000 para que Day usasse no filme.[3][11]
Este foi o primeiro filme de comédia de Hudson, após uma série de dramas que ele realizou ao longo da década de 1950, incluindo All That Heaven Allows (1956) e Adeus às Armas (1957). Foi Hunter quem percebeu o potencial de Hudson para a comédia. O conselho que ele recebeu do diretor Michael Gordon foi: “A comédia é a tragédia mais séria do mundo. Interprete-a dessa forma e você não errará. Se algum dia você se achar engraçado, não terá a menor chance.” Em 2 de fevereiro de 1959, Thelma Ritter foi escalada como Alma, a governanta de Jan, enquanto Lee Patrick foi escalada como Sra. Walters no mês seguinte.[20][12] Hope Emerson foi recrutada por Hunter para interpretar uma princesa indígena chamada “Dessert Flower” no filme.[3][11][12] Ela não aparece na versão final. Uma participação especial da amiga de Day e atriz Miriam Nelson ocorre na cena em que Brad entra rapidamente no consultório do Dr. Maxwell (o obstetra) para evitar encontrar Jan.[3][11] Nelson recebeu o pequeno papel de uma paciente na sala de espera para que pudesse almoçar com Day no refeitório do estúdio.[21]
Gordon disse que teve “problemas” com o produtor Marty Melcher, marido e empresário de Day, “porque ele não conseguia entender por que eu dizia que Doris não teria um número musical para cantar. Ela canta no filme, mas informalmente. Eu disse: ‘Ela é decoradora de interiores neste filme, não cantora’. A própria Doris estava disposta a aceitar isso".[22]
Filmagem
[editar | editar código]De acordo com Hudson, a cena final, na qual Brad invade o apartamento de Jan, a puxa da cama e a carrega pelas ruas de Manhattan até seu apartamento redecorado, foi na verdade filmada primeiro. Devido a problemas nas costas, Hudson carregou Day em uma prateleira, com seus lençóis e cobertores sobre ela, para conseguir suportar as muitas tomadas. Segundo Hudson, “eu teria conseguido se apenas uma tomada tivesse sido necessária, mas continuamos interminavelmente, principalmente porque havia um ator coadjuvante que interpretava um policial na rua e, quando passávamos por ele, a fala de Doris era ‘Oficial, prenda este homem’, e o policial deveria dizer para mim ‘Como vai, Brad?’, mas aquele ator idiota continuava me chamando de Rock (01:39:36). Então voltávamos às nossas marcas para outra tomada e mais outra e outra. Aposto que fizemos aquela cena vinte vezes. Foi por isso que havia a prateleira para Doris se sentar.” Além disso, Hudson relatou que, quando puxou Doris Day da cama, esqueceu de soltar seus tornozelos “…com o resultado de que minha protagonista caiu no chão.”[23]
Day e Hudson desenvolveram química durante as filmagens, e o elenco e a equipe agiam como se fossem uma família. Hudson recordou que, conforme um artigo da Modern Screen, “eles tiveram que acrescentar uma semana ao cronograma de filmagens porque não conseguíamos parar de rir”.[24] Day esclareceu isso durante entrevistas que concedeu a Merv Griffin no The Merv Griffin Show e a Johnny Carson no The Tonight Show (1976), durante sua turnê de imprensa de 1976 para promover sua biografia Doris Day: Her Own Story, de A. E. Hotchner. “Cada dia no set era um piquenique — às vezes um piquenique demais, no sentido de que revezávamos em fazer o outro cair na risada.”[13] Segundo um artigo da edição de outubro de 1959 da Saturday Review, Jean Louis desenhou 24 figurinos para Doris Day e a Laykin et Cie emprestou à produção joias avaliadas em 500 mil dólares.[3][11] O filme é notável pelo uso de tela dividida, durante a qual Jan e Brad/Rex mantêm conversas telefônicas. Telas divididas triplas aparecem no início do filme, quando Brad está usando a linha compartilhada para flertar com Eileen e Yvette.
Lançamento e Recepção
[editar | editar código]Marketing
[editar | editar código]Os esforços da Universal para promover o filme foram significativos. O estúdio patrocinou turnês de imprensa com o elenco, o diretor e os produtores por todo os Estados Unidos durante o final do verão e início do outono de 1959. O material promocional incluiu fotografias originais da produção e material de imprensa (uma cópia do qual está disponível na Biblioteca Pública de Nova Iorque para as Artes Cênicas no Lincoln Center), anúncios impressos e gravações enviadas a estações de rádio com Day e Hudson narrando introduções para clipes de áudio do filme.[25] Além disso, Hudson gravou uma mensagem de voz que era reproduzida quando as pessoas ligavam para um número fornecido pelo K-B's Ontario Theatre em anúncios locais de jornais e revistas para o filme. Embora se esperasse que o número recebesse apenas cerca de 60 000 ligações diárias, ele fez tanto sucesso que acabou recebendo o dobro disso, ou 120 000 ligações por dia.[26]
Estreias
[editar | editar código]O produtor Ross Hunter convenceu Sol Schwartz, proprietário do Palace Theatre na Broadway, a exibir Pillow Talk por duas semanas após sua estreia em 6 de outubro de 1959.[27][28] Os membros do elenco Hudson e Day compareceram ao evento junto com celebridades, incluindo Gloria Swanson e Tallulah Bankhead. Uma segunda estreia também ocorreu ao mesmo tempo no reaberto Murray Hill Theatre, na 34th Street, como forma de beneficiar a United Nations International School, onde Tony Randall esteve presente.[28][29] Um lançamento internacional nos teatros de estilo egípcio em Hollywood também ocorreu em 13 de outubro, com a presença de Hudson, Day, Esther Williams e Jeff Chandler.[30][25]
Bilheteria
[editar | editar código]O filme foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 18.750.000 no mercado doméstico. Permaneceu em primeiro lugar nas bilheterias dos Estados Unidos por sete semanas consecutivas.[31]
Recepção
[editar | editar código]O filme recebeu críticas majoritariamente positivas após o seu lançamento. Bosley Crowther, do The New York Times, escreveu: “Um recurso agradável e antigo do teatro, a linha telefônica compartilhada, serve como uma curiosa conveniência para reunir Rock Hudson e Doris Day no que deve ser alegremente reconhecido como uma das comédias românticas mais vivas e atualizadas do ano”.[32] A Variety descreveu o filme como “repleto de elementos de glamour. A premissa é duvidosa, mas um elenco atraente, liderado por Rock Hudson e Doris Day, dá às boas falas a força necessária para superar essa deficiência. Funciona.”[33] O extinto Harrison's Reports concordou, escrevendo: “Embora a premissa básica da trama seja ligeiramente inverossímil e o enredo em si bastante superficial, toda a produção é dotada de valores de produção soberbos que mais do que compensam as deficiências do roteiro". [34] Paul V. Beckley, do New York Herald Tribune, escreveu: “Pillow Talk é uma mistura de pernas, travesseiros, anáguas, vestidos e decoração e é tão leve quanto poderia ser sem sair flutuando, mas possui uma textura elegante e brilhante, e aquela parte do público que provavelmente ficará encantada ao ver um bem-apessoado Rock Hudson sendo irresistível para uma Doris Day de cabelos prateados provavelmente irá apreciá-lo.”[35]John McCarten, do The New Yorker, foi mais crítico, chamando o filme de “uma tentativa de farsa que dificilmente eu chamaria de farsesca”.[36]
The Monthly Film Bulletin escreveu que o diretor Michael Gordon “mantém um ritmo animado e dirige seus atores com um senso especializado de tempo e ênfase. Doris Day oferece possivelmente sua melhor atuação cômica até então; Tony Randall apresenta várias outras variações de seu já cansado papel de diletante; e o charme galanteador de Rock Hudson possui todos os ingredientes físicos necessários para o sucesso”.[37]
O longa-metragem possui uma classificação de 94% no Rotten Tomatoes, com base em 31 avaliações, e uma nota média de 7,2/10.[38] Pillow Talk está em nonagésimo lugar na lista da American Film Institute das 100 maiores histórias de amor.[39] A comédia romântica Down with Love (2003) foi concebida como uma homenagem a Pillow Talk tendo inclusive uma participação especial de Tony Randall.[40][41] O neto de Michael Gordon, Joseph Gordon-Levitt, decidiu que sua primeira produção cinematográfica seria uma comédia romântica, influenciado pela filmografia de seu avô, especialmente Pillow Talk.[42]
Prêmios e indicações
[editar | editar código]Sequências canceladas
[editar | editar código]Em 1960, Baby Talk, uma sequência estrelada por Hudson e Day, fora anunciada porém descartaram a ideia e preferiram criar um filme original.[47] Em 1980, uma sequência do filme foi planejada, ambientada 20 anos após o término de Pillow Talk.[48] A história envolveria Jan e Brad tendo sua primeira filha (que teria sido interpretada por Kristy McNichol) e se divorciando, o que permitiria a Jonathan (que teria sido novamente interpretado por Tony Randall) ter outra chance de pedir Jan em casamento. Ela elaboraria um plano para reconquistar Brad, enquanto Brad realizaria seu próprio golpe. De acordo com a biografia de David Kaufman, Doris Day: The Untold Story of the Girl Next Door, Day mostrou-se entusiasmada com o projeto e queria estar envolvida. Hudson também expressou interesse em retornar. Ross Hunter estava escalado para produzir novamente, com Delbert Mann (que dirigiu Day e Hudson em Lover Come Back) com o roteiro escrito por Bruce Kane. Apesar de terem sido feitas mudanças de acordo com os desejos de Day e de ter sido obtida a aprovação da Universal para produzir a sequência, o projeto não se concretizou; a aposentadoria de Day foi uma das razões.[49]
Referências
- ↑ Confidências à Meia-Noite no AdoroCinema
- ↑ «Conversa de Travesseiro». no CineCartaz (Portugal)
- 1 2 3 4 5 6 7 «Pillow Talk - Details». AFI Catalog of Feature Films. Consultado em 15 de Março de 2026
- ↑ Archer, Eugene (16 de Outubro de 1960). «HUNTER OF LOVE, LADIES, SUCCESS». New York Times. p. X9
- ↑ Cohn, Lawrence (15 de Outubro de 1990). «All-Time Film Rental Champs». Variety. p. M178
- ↑ «"NY Times: Pillow Talk"». The New York Times. Consultado em 14 de Março de 2026. Cópia arquivada em 18 de Outubro de 2012
- ↑ «25 new titles added to National Film Registry». Yahoo! News. Yahoo!. 30 de Dezembro de 2009. Consultado em 14 de Março de 2026. Cópia arquivada em 2 de Janeiro de 2010
- ↑ «Complete National Film Registry Listing». Library of Congress. Consultado em 14 de Março de 2026
- ↑ «Michael Jackson, the Muppets and Early Cinema Tapped for Preservation in 2009 Library of Congress National Film Registry». Library of Congress. Consultado em 14 de Março de 2026
- ↑ Cohan, Steven (1997). Masked men: masculinity and the movies in the fifties. Col: Arts and politics of the everyday. Bloomington: Indiana University Pres. p. 296–300. ISBN 978-0-253-33297-4
- 1 2 3 4 5 6 «Pillow Talk». Cópia arquivada em 28 de julho de 2011
- 1 2 3 4 Connolly, Mike (28 de agosto de 1959). «Rambling Reporter». Hollywood Reporter. p. 2
- 1 2 Day, Doris; Hotchner, A.E. (1976). Doris Day: Her Own Story
. New York: Morrow. p. 195 - ↑ Pillow Talk Production Notes
- ↑ Davis, Ronald L. (2005). Just making movies. [S.l.]: University Press of Mississippi. p. 118
- ↑ Davis p 119
- ↑ Gordon p 119
- ↑ (Day & Hotchner 1976, p. . 200).
- ↑ (Day & Hotchner 1976).[falta página]
- ↑ «Lee Patrick in 'Wind'». The Hollywood Reporter. 2 de abril de 1959. p. 2
- ↑ Kaufman, David (2008). Doris Day: The Untold Story of the Girl Next Door. New York: Virgin USA. p. 257
- ↑ David p 119
- ↑ (Kaufman 2008, p. 256).
- ↑ (Kaufman 2008, p. 258).
- 1 2 «PILLOW TALK Movie- Radio Spot Announcements 1959». YouTube. Consultado em 15 de Março de 2026
- ↑ «Phone Co: In Yelp at P.A. For Loading Calls; Taped Rock Hudson as Call-On». Variety. 7 de outubro de 1959. p. s.p.
- ↑ (Day & Hotchner 1976, pp. 200–201).
- 1 2 «Of Local Origin». The New York Times. 6 de outubro de 1959. p. 45
- ↑ «New First-Rim Film Theatre Opens Tonight». New York Herald Tribune. 6 de outubro de 1959. p. A5
- ↑ «'Pillow Talk' to Premiere». Los Angeles Times. 13 de outubro de 1959. p. A8
- ↑ «National Boxoffice Survey». Variety. 2 de dezembro de 1959. p. 13
- ↑ Erro de citação: Etiqueta
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as "refs" nomeadasNY Times - ↑ «Pillow Talk». Variety. 12 de agosto de 1959. p. 6
- ↑ «'Pillow Talk' with Rock Hudson, Doris Day, Tony Randall and Thelma Ritter». Harrison's Reports. 12 de setembro de 1959. p. 146
- ↑ Beckley, Paul V. "'Pillow Talk'" New York Herald Tribune 7 de outubro de 1959: s.p. Impressão.
- ↑ McCarten, John (17 de outubro de 1959). «The Current Cinema». The New Yorker. p. 197
- ↑ «Pillow Talk». The Monthly Film Bulletin. 27 (313). Fevereiro de 1960. p. 21
- ↑ «Pillow Talk». Rotten Tomatoes. Consultado em 15 de Março de 2026
- ↑ «"AFI's 100 Years...100 Passions"» (PDF). American Film Institute. Consultado em 15 de Março de 2026
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- ↑ Tugend, Alina (18 de maio de 2003). «First bananas». Los Angeles Times (em inglês). Consultado em 15 de março de 2026
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- ↑ «The 32nd Academy Awards (1960) Nominees and Winners». oscars.org. Consultado em 15 de Março de 2026. Cópia arquivada em 6 de Julho de 2011
- ↑ «Pillow Talk – Golden Globes». HFPA. Consultado em 15 de Março de 2026
- ↑ «Complete National Film Registry Listing». Library of Congress. Consultado em 15 de Março de 2026
- ↑ «Awards Winners». wga.org. Writers Guild of America. Consultado em 15 de Março de 2026. Cópia arquivada em 5 de dezembro de 2012
- ↑ «Universal Sequels Into New 'Talk,' 'Imitation'; 'Flower Drum' Also Set». Variety. 6 de julho de 1960. p. 3. Consultado em 15 de Março de 2026 – via Archive.org
- ↑ Martin, Jack (14 de julho de 1980). «Rock and Doris mull an update of Pillow Talk». New York Post. p. 7
- ↑ (Kaufman 2008, pp. 511–512).
Ligações externas
[editar | editar código]- Pillow Talk ensaio de Matthew Kennedy em National Film Registry
- Pillow Talk no IMDb
- Pillow Talk, ensaio de Daniel Eagan em America's Film Legacy, 2009-2010: A Viewer's Guide To The 50 Landmark Movies Added To The National Film Registry In 2009–10, Bloomsbury Publishing USA, 2011, ISBN 1441120025 páginas 99–102
- Filmes dos Estados Unidos de 1959
- Filmes com trilha sonora de Frank De Vol
- Filmes de comédia romântica dos Estados Unidos
- Filmes dirigidos por Michael Gordon
- Filmes ambientados na cidade de Nova Iorque
- Filmes premiados com o Oscar de melhor roteiro original
- Filmes da Universal Pictures
- Filmes em língua inglesa
- Filmes preservados no National Film Registry
- Telefonia na cultura popular
- Filmes CinemaScope
