Praça de Touros do Campo Pequeno

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Monumental do Campo Pequeno
Nome completo Praça de Touros Monumental do Campo Pequeno
Categoria 1ª Categoria
Estilo Neo-árabe
Arquitecto José Dias da Silva
Inauguração 1892
Lotação 6.848 lugares (tauromaquia)
10.000 lugares (concertos)
Propriedade Casa Pia de Lisboa
Exploração Sociedade Campo Pequeno
Património
Classificação nacional Imóvel de Interesse Público
Data 24 de Janeiro de 1983
Geografia
País  Portugal
Localidade Lisboa
Província Estremadura
Praça de Touros do Campo Pequeno, Lisboa: panorâmica.
Praça de Touros do Campo Pequeno, Lisboa.

A Praça de Touros do Campo Pequeno é a actual Praça de Toiros da cidade de Lisboa, em Portugal. Está localizada na Avenida da República, em Lisboa. Classificada administrativamente como de 1ª Categoria, é considerada a primeira Praça de Toiros de Portugal.

É um recinto para corridas de touros, concertos musicais, feiras, exposições e outros eventos, com uma capacidade de cerca de 10.000 pessoas, sendo 6.848 lugares sentados.

O calendário tauromáquico decorre principalmente no Verão.

Historiografia[editar | editar código-fonte]

Foi o rei D. Sebastião que, corria o ano de 1578, mandou erigir em Xabregas a primeira praça de touros conhecida em Portugal. As restantes praças de touros que existiram em Lisboa foram construídas já durante o séc. XVIII — na Junqueira, em Belém; na Anunciada; no Salitre.

Posteriormente (1831) foi construída a Praça de Touros do Campo de Santana, destruída em 1889, após uma inspeção de segurança ter ditado o seu encerramento. Com efeito, a decisão de construir a Praça de Touros do Campo Pequeno, inaugurada em 1892, foi ditada pela falta de condições da praça de touros que funcionou de 1831 a 1891 no Campo de Santana.

O edifício está classificado como Imóvel de Interesse Público, por Decreto de 24 de Janeiro de 1983.[1]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Construída em tijolo maciço de face à vista, a praça do Campo Pequeno viria a ser alvo de profundas obras de restauro no início do século XXI. A praça ficou com o seu primeiro anel alterado estruturalmente, passando a ser de betão armado, em detrimento dos arcos de tijolo existentes inicialmente. O anel exterior manteve-se inalterado a nível estrutural, tendo sido executadas reparações e reforços. Foi criada uma galeria comercial no subsolo, hoje conhecida como Centro Comercial do Campo Pequeno, e alguns outros espaços comerciais no piso térreo, nomeadamente bares e restaurantes. A alteração mais significativa terá sido a cobertura amovível que torna a praça num espaço mais versátil, podendo ser utilizado durante todo o ano e para qualquer fim. Desde a reabertura da praça, em 2006, exerce a função de diretor de atividades tauromáquicas o antigo matador de toiros Rui Bento Vasques[2].

Em 2015 foi reaberto o Museu do Campo Pequeno, integrando parte do espólio do museu já existente, bem como do Grupo Tauromáquico Sector 1, a que se somam outras peças, entre elas doações de Francisco Mascarenhas, da viúva do cavaleiro José Mestre Batista ou de Joaquim Bastinhas. O espaço visa a criação de um espaço de memória da Tauromaquia Portuguesa, bem como divulgar a cultura tauromáquica em geral, mostrando-a ao grande público, valorizando o seu património imaterial[3]. Até fevereiro de 2016, segundo o Diário de Notícias, passaram pelo novo museu mais de 11 mil pessoas de 94 países, desde a inauguração do espaço, ocorrida em junho de 2015; sobretudo franceses e portugueses, seguindo-se alemães, brasileiros, italianos e espanhóis, registando-se ainda visitantes de países como o Iraque, Uganda e Nova Zelândia, com idades entre os 25 e os 45 anos. [4]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referência na Internet[editar | editar código-fonte]

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Referências

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