Professor Unrat

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Professor Unrat (O Anjo Azul ou O fim de um tirano)
O anjo azul, ou, O fim de um tirano (BR)
Professor Unrat Titel.JPG
Autor (es) Heinrich Mann
Idioma alemão
País  Alemanha
Editora Albert Langen
Lançamento 1905
Edição portuguesa
Edição brasileira
Tradução Flavio R. Kothe
Editora Paz e Terra
Lançamento 1985
Páginas 210

Professor Unrat que significa literalmente “Professor Lixo” (mas que na versão portuguesa recebe o nome de Professor Bagunça), é uma das mais importantes obras de Heinrich Mann e se tornou famosa através das adaptações cinematográficas, mais notadamente O Anjo Azul com Marlene Dietrich. O livro caricaturiza o sistema educacional das classes média e alta na Alemanha no tempo do último imperador da Alemanha, Guilherme II.

Resumo da trama[editar | editar código-fonte]

Livro e filme compartilham um ponto de partida em comum — o professor ultraconservador, objeto de zombarias dos alunos e que por isso os odeia (ou será vice-versa?). Ao descobrir que um aluno escreveu versos para uma artista de cabaré, Rosa Fröhlich no livro, Lola Lola no filme, o professor vai atrás dela no cabaré Anjo Azul, acaba se envolvendo sentimentalmente com a artista e por isso perde o emprego no colégio — mas a trama subsequente segue rumos totalmente diferentes (e os finais, ambos dramáticos, também diferem). No filme o professor Immanuel Rath (que todos chamam de Unrat, "sujeira", respectivamente "Bragança" e "Bagunça" na tradução brasileira) passa a integrar a trupe a que pertence a artista, segue com a trupe em suas turnês país afora, e acaba se tornando uma espécie de “serviçal” da trupe, traído e humilhado. No livro a artista abandona a vida de cabaré, vai morar junto com o marido, e quando as economias do desempregado Unrat/Bagunça acabam, o jeito é transformar o lar deles em um verdadeiro “cabaré” onde rola a jogatina e cavaleiros "respeitáveis" vão ao encontro de damas de moral duvidosa. Ao final, o professor flagra seu ex-aluno mais odiado, Lohmann, em sua casa com sua mulher, tenta esganar a mulher, rouba a carteira de Lohmann, e tanto Unrat/Bagunça como Rosa acabam presos, sob o olhar hipocritamente reprovador dos moradores da cidade.

"Impressionante [...] a evolução da artista Fröhlich. Da chanteuse do Anjo Azul à semimundana de alto quilate".[1]
"'O Anjo Azul é um romance da Alemanha dos Junkers e do Kaiser Guilherme II, que o cinema tornou mundialmente conhecido com o filme de mesmo nome, estrelado por Marlene Dietrich. É o retrato de um tiranete — de um professor de ginásio, de uma pequena cidade alemã, o qual os alunos chamam de Unrat: lixo (na tradução brasileira, Bagunça). Ele acaba na sarjeta, arrastado pela paixão por uma cantora de cabaré. Cai a máscara do farisaísmo que dominava a sociedade prussiana.'"[2]

Adaptações cinematográficas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Heinrich Mann, O Anjo Azul, tradução de Flávio R. Kothe, p. 199 da edição de 1985.
  2. Quarta capa da edição brasileira de 1985 pela Paz e Terra.
  3. «The German Connection». Indian Express. Jan 15, 2006. Consultado em 3 August 2013. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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