Quinto Sertório

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde Agosto de 2011). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Quinto Sertório
Nome nativo Quintus Sertorius
Nascimento 126 a.C.
Nórcia
Morte 72 a.C. (54 anos)
Huesca
Cidadania Roma Antiga
Ocupação político, militar

Quinto Sertório (em latim Quintus Sertorius, Nórcia, ca. 122 a.C.Huesca, 72 a.C.) foi um general e político romano. Tomou o lado de Caio Mário na guerra civil que opôs o partido deste ao de Lúcio Cornélio Sula.

Sua família era importante em Nussa, uma cidade dos sabinos.[1] Seu pai morreu cedo, e ele foi criado pela sua mãe viúva, de nome Rhea.[1]

Em 83 a.C. foi enviado como procônsul para a Península Ibérica, onde assumiu o governo tanto da Hispânia Ulterior como da Citerior. Após a vitória de Sula em Itália, este enviou contra Sertório um exército sob o comando de Caio Ânio que o expulsou das suas províncias, forçando-o a levar uma vida de salteador em terras africanas.

Sertório iniciou em 80 a.C. uma campanha na Península Ibérica para recuperar as suas províncias, após os lusitanos lhe terem prometido o seu apoio e o terem convidado a ser seu líder.

General hábil, derrotou então sucessivos exércitos romanos enviados contra si. Por outro lado, tido também como político e sábio administrador, logrou insinuar-se, pouco a pouco, entre as diferentes tribos, introduzindo vários elementos dos costumes romanos. Fez com que as crianças, filhas dos chefes tribais, fossem à escola em Osca, onde recebiam uma educação romana e adoptavam as vestes dos jovens romanos. Depois de uma revolta das tribos, Sertório executou diversas destas crianças, filhos dos chefes tribais que ele tinha enviado para a escola em Osca, e vendeu as sobreviventes como escravas.[2]

"Sertório colocou de lado sua antiga clemência e mansidão e forjou injustiça contra os filhos dos ibéricos que estavam a ser educados em Osca, matando alguns, e vendendo outros para a escravatura."

Sertório dominou grande parte da Península Ibérica até à sua morte, derrotando sucessivamente os exércitos, comandados pelos generais romanos com mais reputação na época, como Cneu Pompeio ou Quinto Cecílio Metelo Pio, enviados contra si. O seu sucesso levou também a que os seus domínios na Península Ibérica servissem de refúgio a vários romanos fugidos de Roma em virtude dos sobressaltos políticos lá vividos. Um reforço substancial que recebeu terá sido aquele levado por Marco Perperna Ventão em 77 a.C. após a derrota em Itália da revolta conduzida por Lépido.

Sertório foi assassinado num banquete pelo seu lugar-tenente Perperna e por outros dos seus oficiais. A sua morte significou o rápido colapso da resistência contra o poder estabelecido em Roma.

A política de assimilação, adoptada pelo governo de Roma em relação às suas conquistas, acabou por transformar o território numa província romana, facto para que até certo ponto concorrera a administração de Sertório ao tentar implantar entre os lusitanos os usos e os costumes da civilização romana.

O nome de Sertório está ligado à lenda da fundação da Sertã.

Plutarco dedicou-lhe uma biografia das suas Vidas Paralelas, em que o comparou a Filipe II da Macedónia, Antígono Monoftalmo e Aníbal, que, como ele, também tinham perdido um olho.[3] A sua vida é escrita em paralelo à de Euménio de Cárdia, um general de Alexandre Magno: "Ambos nasceram para liderar e eram dotados de grande talento para a guerra e de habilidade para frustrarem os seus inimigos; ambos estavam exilados dos seus países, comandavam soldados estrangeiros e, nas suas mortes, sofreram uma Fortuna que lhes foi dura e injusta, pois ambos foram vítimas de conspirações e foram mortos pelos mesmos homens com quem tinham vencido os seus inimigos."[4]

Referências

  1. a b Plutarco, Sertório, 2.1
  2. Plutarco, Sertorius (em inglês)
  3. Plutarco, Sertório, 1.4
  4. Plutarco, Sertório, 1.6

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.