Redes neurais biológicas

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Para redes neurais em computação, ver Redes neurais artificiais.
Anatomia de um Neurônio multipolar

Em Neurociência, uma rede neural biológica é uma série de Neurónios interconectados cuja ativação define uma via linear.[carece de fontes?]A interface através da qual neurônios interagem com seus vizinhos normalmente consiste de vários terminais axônicos conectados via Sinapses à Dendritos de outros neurônios. Se a somatória de sinais de entrada ultrapassa um certo nível crítico, o neurônio transmite um Potencial de ação (PA) para o "Axon hillock" que retransmite o sinal elétrico ao longo do axônio.

Redes neurais biológicas inspiraram a conceito de rede neural artificial.

Primeiros estudos[editar | editar código-fonte]

De "Texture of the Nervous System of Man and the Vertebrates" Por Santiago Ramón y Cajal. A figura ilustra a diversidade das morfologias neuronais no cortex auditivo.
Ver também: Conexionismo

As primeiras descrições de redes neurais podem ser encontradas em Herbert Spencer's Principles of Psychology, 3rd edition (1872),[1] Theodor Meynert's Psychiatry (1884), William James' Principles of Psychology (1890),[2] e o projeto de Sigmund Freud para a psicologia científica (1895).[3] As primeira descrição de aprendizagem neuronal foi formulada por Hebb em 1949, Teoria hebbiana. De acordo com a qual, se diz que Pareamento hebbiano de atividade pré-sináptica e pós-sináptica pode afetar substancialmente a característica dinâmica da conexão sináptica e portanto facilitar ou inibir a transmissão de sinal. Os neurocientistas Warren Sturgis McCulloch e Walter Pitts publicaram os primeiros trabalhos sobre processamento de redes neurais.[4] Eles mostraram que, teóricamente, redes de neurônios artificiais poderiam implementar

funções lógicas, aritméticas e simbólicas. Modelos de neurônios simplificados foram criados, agora usualmente chamados de perceptrons ou neurônios artificiais. Estes modelos simples explicaram bem a neural summation (potenciais na membrana pós-sináptica irão se somar no corpo celular, e.g.). Modelos mais modernos também explicam transmissões sinápticas excitatórias e inibitórias.

Connections between neurons[editar | editar código-fonte]

Ver também: Sinapse
Exemplo de rede neural em cérebro humano.

As conexões entre neurônios são muito mais complexas do que aquelas implementadas em arquiteturas de redes neurais artificiais. Os tipos básicos de conexões entre neurônios são as sinapses químicas e as junções comunicantes em nervos ou sinapse elétrica.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências[editar | editar código-fonte]

  1. SPENCER, HERBERT (1855). The Principles of Psychology. London: Longman 
  2. James, William (1890). The Principles of Psychology. United States: Henry Holt and Company. pp. xviii, 1393 
  3. Michael S. C. Thomas; James L. McClelland. «Connectionist models of cognition» (PDF). Stanford University 
  4. J. Y. Lettvin; H. R. Maturana; W. S. McCulloch; W. H. Pitts (1959), «What the frog's eye tells the frog's brain.», Proc. Inst. Radio Engr. (47), pp. 1940–1951