Remos (povo)

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Mapa da distribuição das tribos da Gália no fim do século I a.C.
Moedas do remos da primeira metade do século I a.C.

Os remos (em latim: Remi) foram um povo belga do nordeste da Gália (Gália Bélgica).[1] Detinham considerável poder político na Gália e os romanos consideravam-nos uma civitas,[2] a segunda mais importante da Gália a seguir aos Éduos, segundo Júlio César.[3] Viviam no que são atualmente os departamentos franceses de Ardenas e Marne.[4] a parte norte da planície de Champanha, nos limites meridionais da floresta das Ardenas, entre os rios Mosa e Matrona (atual Marna), ao longo do vale do Aisne e dos seus afluentes Aire e Vesle.

A capital dos remos era Durocortoro (Reims),[5] o segundo maior ópido da Gália.[carece de fontes?] Aliados de tribos germânicas do leste, envolveram-se várias vezes em guerra com os parísios e com os sénones.[carece de fontes?] Eram conhecidos pelos seus cavalos e cavalaria.[carece de fontes?] A capital dos remos era Durocortoro (Reims), o segundo maior ópido da Gália.[carece de fontes?] Aliados de tribos germânicas do leste, envolveram-se várias vezes em guerra com os parísios e com os sénones. Eram conhecidos pelos seus cavalos e cavalaria.[carece de fontes?]

Durante as Guerras da Gália em meados do século I a.C., aliaram-se a Júlio César[6] sob a liderança de Ício e Andecombógio. Mantiveram-se leais a Roma durante toda a guerra, tendo sido uma das únicas tribos gaulesas que não se juntaram à rebelião de Vercingetórix. Essa fidelidade foi recompensada colocando os suessiões sob a sua tutela.[6][7]

Segundo uma lenda, registada ou inventada pelo cronista do século X Flodoardo de Reims, coloca Remo, irmão de Rómulo, como fundador epónimo dos remos, tendo escapado à rivalidade do irmão em vez de ter morrido no Lácio.[8]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em inglês, cujo título é «Remi», especificamente desta versão.
  1. Roussel, Guillaume. «Rèmes» (em francês). L'Arbre Celtique. www.arbre-celtique.com. Consultado em 22 de julho de 2015 
  2. Júlio César designa os remi como uma civitas em De Bello Gallico (2.3.1), e não como pagis, a designação aplicada às comunidades tribais consideradas menos importantes, como por exemplo as enumeradas por César que estavam subordinadas à civitas dos helvécios.
  3. Júlio César, De Bello Gallico, livro VI.12
  4. Kruta, Venceslas (2000), Les Celtes: histoire et dictionnaire : des origines à la romanisation et au christianisme, ISBN 9782221056905 (em francês), Robert Laffont 
  5. Estrabão, Geografia, Livro IV, Capítulo 3, 5 [fr] [en] [en]
  6. a b Júlio César, De Bello Gallico, livro II.3
  7. Júlio César, De Bello Gallico, livro II.12–13
  8. Sot, Michel (1993), «Les temps mythiques: les origines païennes et chrétiennes de Reims. I. Les origines païennes», Un historien et son Église au Xe siècle: Flodoard de Reims (em francês), Paris: Fayard 
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