Rio Abunã

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Rio Abunã
Rio Abuna (esquerda) desembocando no rio Madeira
Comprimento 375 km
Nascente Confluência do rio Chipamanu e o rio Caramanu
Altitude da nascente 130 m
Foz Rio Madeira
País(es)  Bolívia
 Brasil
País(es) da
bacia hidrográfica
 Bolívia
 Brasil

O rio Abunã (Abuná, na parte boliviana) é um curto e caudaloso curso de água amazônico, um dos afluentes do alto Madeira, que forma quase toda a fronteira norte entre Bolívia (departamento de Pando) e Brasil (estados de Acre e Rondônia).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Há duas versões para o significado em língua tupi do termo ab'una ou abu'nã: alguns tupinólogos dizem que quer dizer “água escura que desliza sem ruido” (ou “rio escuro e silencioso”);[1] já outros, sugerem que o termo signifique “homem de preto” ou “sacerdote de preto”, que era o nome que os índios das Missões davam aos jesuítas, aludindo à sua roupeta.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

O rio Abunã nasce na Cordilheira Oriental dos Andes bolivianos da confluência de dois pequenos rios, o Chipamanu (ou Xipamanu) e o Caramanu, no departamento de Pando. Tem como principais afluentes os rios Rapirrán, o Mapim, o Mamo-Manu e o Negro (e seu afluente, o Pacahuaras).

Apresenta comprimento aproximado de 375 km.[nota 1] Em alguns setores, o rio é cruzado por aflorações do Escudo Brasileiro, formação geológica que origina as cachoeiras ou zonas de rápidas e pequenas cataratas.

Tem como povoações de importância em suas margens: Plácido de Castro (Acre), Santa Rosa del Abuná, capital da província Rosa del Abuná, e o antigo vilarejo de Montevideo atual Puerto Evo Morales, que é uma vila comercial. Atravessa as pequenas localidades de Santa Lourdes, Puerto Rico, Santos Mercado, Bom Comércio, Fortaleza e Abuná, na confluência com o Madeira, que se localiza na ribeira oposta a localidade boliviana de Manoa.

O rio é navegável em um tramo de 320 km em seu curso inferior, sobre o qual passa a ponte sobre o rio Abunã.

Notas

  1. Outras fontes referem 500 km, como a publicação da FAO: As águas continentais da América Latina.[3]

Referências

  1. Octaviano Mello (2003). Dicionário tupi-português, português-tupi: grandes temas em pequenos formatos. [S.l.]: Edições Governo do Estado. 117 páginas 
  2. João Severiano da Fonseca (1880). Viagem ao redor do Brasil, 1875-1878, Volumes 1-2. [S.l.]: Typographica de Pinheiro 
  3. R. Ziesler e G.D. Ardizzone (1979). «As águas continentais da América Latina». FAO/ONU. Consultado em 20 de junho de 2020