Romain Lesage

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Jean Romain Lesage (Lyon, 22 de dezembro de 1924São Paulo, janeiro de 1996) foi um cineasta franco-brasileiro

Na França[editar | editar código-fonte]

Em 1942, cursou o Centre des Jeunes du Cinéma de Nice, onde foi aluno de René Clement e Alain Resnais. Em 1943-44, já em Paris, fez parte da primeira turma do IDHEC (Institute des Hautes Études Cinématographiques). Trabalhou como ator nos filmes "Lumière d'été" (Jean Grémillon, 1943) e "Les Cadets de l'ocean" (Jean Dreville, 1945). Trabalhou como repórter nas revistas Images du Monde (1944) e France Dimanche (1947).[1]

No Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Estabeleceu-se no Brasil em 1948, a princípio no Rio de Janeiro, onde se tornou amigo de escritores como Otto Lara Resende, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos.

Em 1949-50, realizou seu primeiro filme de longa-metragem, "A Beleza do diabo", que lançou a atriz Beatriz Segall (na época assinando Beatriz Toledo).[2] Pouco depois do lançamento, os negativos e as cópias do filme desapareceram num incêndio.

Ainda em 1950, começou a trabalhar em publicidade, como roteirista e montador da produtora Cine Castro. Em 1953, realizou seu primeiro documentário de média-metragem, "Bumba-meu-boi". Seu segundo longa, "Pluft, o fantasminha", foi um filme infantil, baseado na obra de Maria Clara Machado e com participações especiais de Tom Jobim e Vinícius de Moraes no elenco. Foi também o primeiro filme a cores totalmente processado em laboratórios brasileiros, e recebeu o prêmio de melhor filme no Festival de Cinema Infantil de Santa Barbara, na Califórnia.

Em 1964, criou sua própria produtora, a Romain Lesage Produções Cinematográficas.

Em São Paulo[editar | editar código-fonte]

Em 1966, mudou-se para São Paulo, onde sua produtora (que passou a se chamar Ciclo Filmes a partir de 1974) realizou mais de 100 documentários institucionais e técnicos. Destacam-se entre eles "A Pedra que canta", sobre a Itaipu binacional, que ganhou a Medalha de Prata no Festival Internacional de Nova York em 1987, e o curta-metragem "Mão Branca" (1988), sobre o cotidiano de um ermitão na região amazônica.[3]

Seu último longa, o drama existencial "P.S.: Post scriptum", com Ênio Gonçalves, Yara Lins, Zaira Bueno e Jean-Claude Bernardet, teve participação polêmica no Festival de Gramado de 1981.[4]

Em 1991 sofreu um enfarte, que terminou resultando no livro autobiográfico "De peito aberto",[5] publicado (pela Editora Ágora, São Paulo) poucos meses após sua morte, por câncer, em 1996.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

(longas-metragens, como diretor e roteirista)

Referências

  1. Principais dados biográficos retirados de: MIRANDA, Luiz F.A.: "Dicionário de cineastas brasileiros". São Paulo: Art Editors, 1990
  2. a b Cinemateca Brasileira A Beleza do Diabo [em linha]
  3. «Cópia do documentário "A pedra que canta" no sítio Territorio Scuola». Consultado em 11 de fevereiro de 2012. 
  4. «Crítica de Rubem Biáfora no Estadão de 08/05/1982». Consultado em 11 de fevereiro de 2012. 
  5. «"De peito aberto" no sítio "Comprar livro"». Consultado em 11 de fevereiro de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]