Rui Maria de Araújo

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Disambig grey.svg Nota: Para o jornalista português, veja Rui Araújo. Para o político brasileiro, veja Rui Araújo (político brasileiro). Para o escritor português, veja Rui Ângelo Araújo.
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Rui Maria de Araújo
Rui Maria de Araújo
Primeiro-ministro de Timor-Leste Timor-Leste
Período 16 de fevereiro de 2015 - 15 de setembro de 2017
Antecessor(a) José Alexandre "Kay Rala Xanana" Gusmão
Sucessor(a) Mari Alkatiri
Dados pessoais
Nascimento 21 de maio de 1964 (54 anos)
Suai, Portugal Timor português
Partido FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente)
Profissão político e médico

Rui Maria de Araújo (n. Suai, 21 de maio de 1964) é um médico e político timorense. Foi o primeiro-ministro de Timor-Leste de 16 de fevereiro de 2015 a 15 de setembro de 2017.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural do suco de Mape, na região de Zumalai, no distrito de Covalima, Rui Maria Araújo nasceu a 21 de maio de 1964, tem dois filhos, é licenciado em Medicina pela Universidade de Bali, com mestrado em Saúde Pública pela Universidade Otago, em Dunedin, na Nova Zelândia.

Completou a escolaridade primária em Suai e em 1974 veio para Díli onde estudou no Externato de São José Operário, no bairro de Lahane. É durante a sua vinda para Díli que Rui Maria Araújo primeiro se interessa pela política, tornando-se militante da Associação Social Democrata Timorense (ASDT) e, posteriormente, da Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente), influenciado na altura pelo catequista José de Araújo.

Termina o 7.º liceu em 1985, em Díli, e consegue uma bolsa de estudo do Governo provincial indonésio para estudar literatura inglesa na Universidade Católica Satya Wacana, em Salatiga, Java Central. Durante o período em que estudou na Indonésia amplia o seu trabalho na clandestinidade, enviando informação regular para a comunidade timorense na Austrália, nomeadamente em Darwin.

Em 1986 muda-se para a Faculdade de Medicina da Universidade Islaun Sultan Agung, em Semarang (Java Central), mantendo-se sempre ativo como "caixa" ou estafeta, levando informação entre Bali, Surabaya e Jacarta. Três anos depois transfere-se para a Faculdade de Medicina da Universidade Udayana, em Bali, onde termina o curso de Medicina Geral em 1994.

Rui Maria de Araújo assume-se, então, formalmente como membro da RENETIL (Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste), incluindo entre as suas atividades a redação e edição do boletim informativo Neon Metin.

Entre 1990 e 1992 Rui Araújo torna-se um dos elos de comunicação principais entre Xanana Gusmão, então no comando das Forças Armadas de Libertação e Independência de Timor-Leste (Falintil), e a rede externa, incluindo em Macau e em Portugal.

Fez parte da equipa que, em 1991, preparou a visita de receção à delegação parlamentar portuguesa, que nunca se chegou a realizar, apoiando ainda Kirsty Sword Gusmão, futura mulher do primeiro-ministro, e o jornalista Max Stahl.

Entre 1994 e 1998 Rui Araújo exerce como médico de clínica geral no Hospital de Díli, tendo colaborado na altura com a organização Cáritas em programas de combate à tuberculose.

Paralelamente ao seu trabalho mais público, Rui Maria de Araújo dedica parte do seu tempo ao cuidado clandestino, apoiando no tratamento a elementos da guerrilha incluindo, em abril de 1996, ao então chefe de Estado Maior das Falintil, o comandante David Alex Daitula. Esta atividade vale-lhe, em fevereiro de 1998, uma carta anónima, de denúncia, apresentada ao então governador de Timor-Leste, Abílio Osório Soares. Nesse ano, em setembro, Rui Araújo é um dos colaboradores que apoia o então administrador apostólico de Díli, Ximenes Belo, na organização da ronda de diálogo conhecida como Dare I.

Um mês depois obtém uma bolsa de estudo do Governo neozelandês - o seu filho também acabaria por estudar naquele país - para completar um mestrado em Saúde Pública na Universidade Otago, em Dunedin.

Depois do referendo, em 1999, Rui Araújo volta ao seu trabalho em Timor-Leste. No II Governo Transitório, é integrado na Autoridade Interina de Saúde, o embrião do futuro Ministério de Saúde, então pertencente à Administração Transitória das Nações Unidas (UNTAET).

A sua tese de mestrado - "Um sistema de saúde adequado para Timor-Leste pela perspetiva dos timorenses" - é aceite em junho de 2001, sendo recrutado no mês seguinte como Diretor dos Serviços de Saúde da UNTAET.

Finalmente, a 2 de maio de 2002 inicia funções como ministro da Saúde no 1.º Governo Constitucional, cargo que mantém depois da reestruturação levada a cabo a 26 de julho de 2005, terminando o cargo em agosto de 2007.

Nos dois anos seguintes mantém-se como assessor de política e gestão de saúde no mesmo Ministério ocupando entre agosto de 2009 e o cargo de assessor de gestão e política pública no Ministério das Finanças.

Simpatizante da Fretilin desde 1975 registou-se oficialmente como militante a 9 de dezembro de 2010, com o número 0177/DL/102551/003920.

Em 2011 funda a organização Profissionais de Saúde Militante Fretilin (PSMF) e a 11 de setembro desse ano é eleito como membro do Comité Central do partido, a que ainda pertence.

Participa na Conferência Nacional da Fretilin, em abril de 2014, durante a qual é aprovada uma resolução que permite a entrada de elementos do partido, se convidados de forma individual, no Governo nacional.

Condecorações[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Xanana Gusmão
Primeiro ministro de Timor-Leste
20152017
Sucedido por
Mari Alkatiri

Referências