San Francesco a Ripa

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Igreja de São Francisco a Ripa
San Francesco a Ripa
Fachada e a coluna jônica de Pio IX
Estilo dominante Barroco
Arquiteto Onorio Longhi
Mattia de Rossi (fachada)
Início da construção século XII
Fim da construção 1681–1701
Religião Igreja Católica
Diocese Diocese de Roma
Geografia
País Itália
Região Roma
Local Trastevere
Coordenadas 41° 53' 6.46" N 12° 28' 23.47" E

San Francesco a Ripa ou Igreja de São Francisco a Ripa é uma igreja de Roma, Itália, dedicada a São Francisco de Assis, que viveu no convento adjacente. O termo "a Ripa" é uma referência à margem (ripa) do rio Tibre nas proximidades.

O atual cardeal-presbítero do título de São Francisco de Assis na Ripa Grande é Norberto Rivera Carrera, arcebispo da Cidade do México.

História[editar | editar código-fonte]

A origem da igreja está intimamente ligada ao convento franciscano que existia no bairro de Trastevere desde o século XII e que tinha uma igreja anexa, de 1231, dedicada a São Brás (em italiano: San Biagio). Ela estava decorada com um ciclo de afrescos sobre a "Vida de São Francisco" (perdido) de Pietro Cavallini e que, provavelmente, serviu como protótipo do famoso ciclo "A Lenda de São Francisco", atribuído a Giotto, que está hoje na Basílica de São Francisco de Assis em Assis. A construção da igreja atual começou em 1603 e estava a cargo de Onorio Longhi, que começou pela abside. A fachada foi terminada entre 1681 e 1701 e foi baseada num projeto de Mattia de Rossi. Entre 1873 e 1943, a igreja foi utilizada como barracão pelos Bersaglieri.

Interior[editar | editar código-fonte]

Na primeira capela da direita estão afrescos de Fra Emanuele da Como e um monumento ao cardeal Michelangelo Ricci de Domenico Guidi. Na segunda, Domenico Maria Muratori pintou em afresco eventos da vida de "São João de Capistrano" (1725). Na terceira está uma peça-de-altar sobre "São Pedro de Alcântara e São Pascoal da Babilônia", de Tommaso Chiaro, os monumentos funerários de Stefano e Lazzaro Pallavicini, Maria Camilla e Giambattista Rospigliosi, todos projetados por Michetti. O altar-mor foi completado em 1746 e a peça principal, "São Francisco", é atribuída a Fra Diego da Careri e a "Trindade à Paris Nogari.

No braço esquerdo transepto está a Capela Paluzzi-Albertoni, projeto de Giacomo Mola (1622–1625). Nela está uma das obras-primas de Bernini, sua "Beata Ludovica Albertoni" (1671–1675), uma obra que lembra imediatamente "O Êxtase de Santa Teresa", em Santa Maria della Vittoria. Atrás dela está uma "Santa Ana e a Virgem", de Giovanni Battista Gaulli. Na terceira capela à esquerda está um busto de Laura Frangipani esculpido por Andrea Bolgi (1637). Na segunda capela estão afrescos de Giovanni Battista Ricci e, no centro, uma "Anunciação" (1534) de Francesco Salviati. O túmulo de Giuseppe Paravicini, um ancestral do imperador Napoleão I da França, é obra de Camillo Rusconi. Na primeira capela está uma pintura de Marten de Vos (1555) ladeada à direita por uma "Assunção" de Antonio della Corna e à esquerda por um "Nascimento da Virgem (1620) de Simon Vouet.

Notável também é uma cópia do suposto retrato de São Francisco feito pelo frade Margaritone d'Arezzo: se confirmado, seria o único retrato verdadeiro na história da arte italiana (o original está na Pinacoteca Vaticana). A igreja abriga ainda, na cela onde viveu São Francisco, uma pedra negra que ele utilizava como travesseiro e, no jardim do claustro, uma laranjeira que, segundo a tradição, foi plantada por ele.

Na praça em frente da igreja está uma coluna jônica retirada das ruínas de Veios e colocada ali por ordem do papa Pio IX.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Federico Gizzi, Le chiese barocche di Roma

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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