Sandra Kogut

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Sandra Kogut (Rio de Janeiro, 1965) é uma cineasta brasileira.[1] Estudou filosofia e comunicações na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Especializada em video-arte e documentários, seu trabalho é caracterizado por experimentos de edição não-linear, abordando temas que visam criar alguma intervenção no espectador, em relação a questões sociais.

É irmã da jornalista Patrícia Kogut.

Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Campo Grande (2016)

Apresenta a história de duas crianças que são deixadas em frente à portaria de um prédio em Ipanema, com um pedaço de papel escrito o nome da dona da casa.

Mutum (2007)

Longa-metragem inspirado no livro “Campo Geral” de João Guimarães Rosa.

Um Passaporte Húngaro (2001)

Documentário que questiona o que é uma nacionalidade, para que serve um passaporte, e o que herdamos. Baseado na própria experiência de Sandra Kogut, que é judia. Ela entrou em contato com a Embaixada da Hungria na França para um pedido de passaporte, visando procurar a família.

Adieu Monde (or Pierre and Claire's Story) (1997)

Vídeo sobre a fábula de um jovem pastor que havia desaparecido e da garota que o seguiu na floresta, contado por aldeões franceses nos Pirineus. Cada versão contada revela a fascinação universal do romance e do inatingível. Este vídeo brinca com o gosto que alguns turistas têm em procurar lendas em locais míticos, criticando a autenticidade dos fatos conforme vão sendo contados.

Lá e Cá (1995)

Vídeo de 6 minutos rodado na periferia do Rio com questionamentos sobre o sentimento de estar aqui e longe daqui. A história é sobre uma garota do subúrbio, interpretada pela Regina Casé, que está na dúvida em continuar a morar onde está ou ir se juntar à irmã que foi embora.

    • Prêmio: Seleção Oficial do Festival de Clermont-Ferrand na França, em 1996.
En français (1993)

Vídeo de 17 minutos com cenas cotidianas gravadas quase em tempo real, editadas para formar uma história de amor. Sandra Kogut gravou, durante um ano, várias cenas do cotidiano, juntando os diálogos das pessoas para compor uma história.

Parabolic People (1991)

Vídeo em que pessoas de vários países ficavam a sós dentro de uma cabine com uma câmera durante 30 segundos. A autora instalou uma câmera numa cabine e convidou pessoas de vários países. As cenas vão se acumulando na tela conforme vão se encerrando, entrando em loop assim que terminam. Além dos vídeos simultâneos, também são exibidos alguns quadros com texto em movimento. A autora aproveita a miscelânea para fazer questionamentos acerca da veracidade do que se vê na televisão; e se o que está sendo transmitido faz parte do universo dos telespectadores. Em outros quadros se discute o bairrismo, o racismo e a globalização.

Este formato foi utilizado mais tarde para dois programas da Rede Globo.

What do You Think People Think Brazil Is? (1990)

Vídeo de cinco minutos com imagens comuns ao cotidiano brasileiro e discursos delirantes de turistas estrangeiros sobre esse país exótico do Hemisfério Sul. Este vídeo possui a função de anti-retrato do Brasil, fazendo uma crítica da imagem divulgada do nosso país.

Videocabines são Caixas Pretas (1990)

Vídeo de cinco minutos com uma coleção de depoimentos, mensagens ou performances de pessoas comuns, em cabines fechadas, instaladas em locais públicos do Rio de Janeiro, com liberdade para fazer qualquer coisa.

MAM/Rio Hoje (1989)

Documentário de nove minutos com depoimentos sobre o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e sua história durante a reinauguração, após a reforma do incêncio que o teria destruido em 1978.

Andréia Andróide (1988)

Vídeo para a canção escrita pelo poeta Chacal e musicada pelo ex-guitarrista da banda Blitz, Ricardo Barreto. No vídeo, o vocalista (que interpreta um mecânico) narra a história de uma andróide com roupa sadomasoquista perdida nas ruas do Rio de Janeiro. Cada quadro do vídeo é ele contando os lugares em que ela passou e as "bocas" que freqüenta para se divertir.

Esse vídeo é muito parecido com o clip Juliette (1988) produzido para uma música de Fausto Fawcett e Laufer, com imagens sobrepostas, tentando referenciar o mundo pop.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Melhor Roteiro - Videobrasil 1988
  • Melhor Edição (U-Matic) - Videobrasil 1988

Outros trabalhos[editar | editar código-fonte]

  • Lecy e Humberto nos Campos Neutrais - Chuí - Chuy (1999)
  • Angola (1991)
  • Paralamas do Sucesso (1988)
  • Juliette (Fausto Fawcett e Laufer) (1988)
  • Projeto Teleeyes (instalações artísticas na Internet)
  • Brasil Legal (Rede Globo)

Referências

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