Saxifraga stellaris

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Como ler uma infocaixa de taxonomiaSaxifraga stellaris
Saxifraga stellaris 001.jpg
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Ordem: Rosales
Família: Saxifragaceae
Género: Saxifraga
Espécie: S. stellaris
Nome binomial
Saxifraga stellaris
L.

Saxifraga stellaris , comummente conhecida como saxífraga-da-estrela[1], é uma espécie de planta com flor, do tipo fisiológico dos caméfitos e dos hemocriptófitos, pertencente à família Saxifragaceae.

Floresce de Junho a Agosto.[2]

A autoridade científica da espécie é L., tendo sido publicada em Species Plantarum 1: 400. 1753.


Distribuição[editar | editar código-fonte]

Habitat da Saxifraga stellaris: nas pedras madeficadas, junto aos cachões de uma montanha

A Saxifraga stellaris tem uma distribuição árctico–alpina.[3]Encontra-se da Ilha de Baffin, Labrador e na Gronelândia até à Rússia árctica, includindo a Islândia, a Escandinávia e as Ilhas Britânicas.[4][5] Mais a Sul, encontra-se na Serra da Estrela em Portugal, na Serra Nevada e no Leste dos Cárpatos,[6][7] incluindo certos serros baixos como o Maciço Central.[8]

Portugal[editar | editar código-fonte]

Trata-se de uma espécie presente no território português, nomeadamente em Portugal Continental. Mais concretamente, na zona do centro-leste Montanhoso, nas serras da Estrela e do Caramulo.[1][2]

Em termos de naturalidade é nativa da região atrás indicada.

Ecologia[editar | editar código-fonte]

A saxífraga-da-estrela prefere ambientes higrófilos, entre comunidades de plantas herbáceas, junto à margem de arroios, corgos, em rochas ressumantes, na escarpa de cascatas e cachões, privilegiando os solos de substracto ácido.[5][9][10]

Protecção[editar | editar código-fonte]

Não se encontra protegida por legislação portuguesa ou da Comunidade Europeia, porém, encontra-se sinalizada pela legislação portuguesa, mais concretamente, pelo IUCN, que a subsume à Categoria de ameaça de: Planta Vulnerável.[1][11][12]

A avaliação enquanto «Vulnerável», resulta da sua reduzida população, que é inferior a mil indivíduos maturos. Ademais, trata-se duma planta que preenche uma área de ocupação muito diminuta, na ordem de uns míseros 20 km2 , pelo que se antecipa que, futuramente, o seu habitat venha a cingir-se ainda mais.[1][12]

Os factores que mais ameaçam esta espécie são o aquecimento global e o uso humano do sal-gema para tornar as estradas, em cujas bermas esta planta cresce, transitáveis. [1]

Referências

  1. a b c d e Carapeto, André (2020). Lista Vermelha Flora Vascular Portugal Continental 2020. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda. p. 143. 374 páginas 
  2. a b «Saxifraga stellaris». Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Consultado em 17 de março de 2020 
  3. Manfred A. Fischer, Wolfgang Adler & Karl Oswald (2005). «Steinbrechblütige / Saxifraganae». Exkursionsflora für Österreich, Liechtenstein und Südtirol (em alemão). Linz: Oberösterreichische Landesmuseen. p. 397. ISBN 978-3-85474-140-4 
  4. Heather Pardoe (1995). Mountain Plants of the British Isles. Col: British Plant Life. 4. Cardiff: National Museums and Galleries of Wales. p. 44. ISBN 978-0-7200-0423-6 
  5. a b Luc Brouillet & Patrick E. Elvander (2009). «Micranthes stellaris (Linnaeus) Galasso, Banfi & Soldano, Atti Soc. Ital. Sci. Nat. Mus. Civico Storia Nat. Milano. 146: 231. 2005». Magnoliophyta: Paeoniaceae to Ericaceae. Col: Flora of North America. 8. [S.l.]: Oxford University Press. p. 57. ISBN 978-0-19-534026-6 
  6. Vít Bojňanský & Agáta Fargašová (2007). Atlas of Seeds and Fruits of Central and East-European Flora: The Carpathian Mountains Region. [S.l.]: Springer. p. 239. ISBN 978-1-4020-5361-0 
  7. Matthias Kropf, Hans P. Comes & Joachim W. Kadereit (2008). «Causes of the genetic architecture of south-west European high mountain disjuncts». Plant Ecology & Diversity. 1 (2): 217–228. doi:10.1080/17550870802331938 
  8. Matthias Kropf, Hans P. Comes & Joachim W. Kadereit (2008). «Causes of the genetic architecture of south-west European high mountain disjuncts». Plant Ecology & Diversity. 1 (2): 217–228. doi:10.1080/17550870802331938 
  9. James Ferguson-Lees & Bruce Campbell, ed. (1978). Mountains and Moorlands. Col: The Natural History of Britain and Northern Europe. [S.l.]: George Rainbird. p. 104. ISBN 978-0-340-22615-5 
  10. Christopher David Preston, D. Pearman & Trevor D. Dines (2002). «Saxifraga stellaris (starry saxifrage)». New Atlas of the British & Irish Flora: an Atlas of the Vascular Plants of Britain, Ireland, the Isle of Man and the Channel Islands. 1. [S.l.]: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-851067-3 
  11. «Flora Single». Lista Vermelha da Flora (em inglês). 11 de julho de 2017. Consultado em 5 de dezembro de 2020 
  12. a b «Flora-On | Flora de Portugal interactiva». flora-on.pt. Consultado em 8 de dezembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre plantas é um esboço relacionado ao Projeto Plantas. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.