Serasa Experian

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Serasa Experian
Subsidiária
Atividade Serviços financeiros
Fundação 1968 (1968)
Sede São Paulo, SP, Brasil
Área(s) servida(s) Em torno do Brasil (No mundo, representada pela sua dona, Experian)
Proprietário(s) Experian
Presidente José Luiz Rossi
Website oficial www.serasaexperian.com.br

A Serasa Experian é uma marca brasileira de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios. A detentora da marca é a empresa Serasa S/A.

História[editar | editar código-fonte]

A Serasa foi criada em 1968, por iniciativa da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), como ação cooperada entre diversos bancos, para padronizar relatórios e formulários, criando uma ficha cadastral única, para proporcionar rapidez nas decisões bancárias e melhor controle do sistema financeiro. Segundo o Diário Oficial de 13 de novembro de 1968, o objeto da sociedade era a prestação de serviços auxiliares para os bancos, como “concepção, organização e execução de um sistema central cadastro; concepção, organização e execução de um sistema central de computação eletrônica de serviços; concepção, organização e execução de um sistema central de entrega de correspondência e coleta de aceites; e elaboração de estudos e planos econômico-financeiros e de organização administrativa”[1]. O conceito da sociedade foi criado por Geraldo de Camargo Vidigal, consultor-geral da Febraban e professor de Direito Econômico da USP, que presidiu a Serasa de 1968 a 1980[2]. Não havia, na época da criação, intenção de formar um cadastro de maus pagadores.

Serasa é um acrônimo para "Serviços de Assessoria S.A.". Pouco tempo depois de sua criação, a empresa foi renomeada como Serasa-Centralização de Serviços Bancários.

Na década de 1990, passou a fornecer informações e análise de balanços para todos os segmentos da economia e para empresas de todos os portes. A ampliação resultou em redução do preço dos serviços, o que permitiu que pequenas e médias empresas tivessem acesso aos dados, antes restritos às grandes corporações e aos bancos.

Em 2001, a Serasa torna-se uma Autoridade Certificadora, única empresa de capital totalmente nacional a disponibilizar o serviço de Certificação Digital (evolução do e-comerce no Brasil).

Em 2007, o grupo irlandês Experian comprou o controle da Serasa, que passou a chamar-se Serasa Experian. A nova empresa, criada com a aquisição da Serasa pela Experian em 2007, nasce como uma empresa global e principal unidade de negócios da América Latina do Grupo Experian, empresa líder mundial que mais cresce no mundo no ramo de. fornecimento de serviços de informações e análises para pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de auxiliá-las a gerenciar riscos e obter benefícios em decisões comerciais e financeiras. E em 2012 o Experian comprometeu-se a comprar o resto da Serasa por US$ 1,5 bilhão.[3]

Possui uma sede na cidade de São Carlos, denomimada JK, e em 2019, a unidade de São Paulo situada no bairro Planalto Paulista foi transferida para um prédio mais moderno no complexo Parque da Cidade.

A empresa é líder na América Latina em serviços de informação há mais de 50 anos e parte da Experian - presente em 44 países e eleita uma das empresas mais inovadoras do mundo, pela Forbes, em 2018.

Serasa Experian[editar | editar código-fonte]

A Serasa Experian produz 22/2 indicadores econômicos que servem de referência para o comércio, a indústria e para o setor de serviços do ambiente de negócios do Brasil.[4] Em dezembro de 2010, a empresa foi incluída no ranking do Banco Central,[5] considerada a instituição que mais acertou as projeções sobre o Índice Geral de Preços (IGP - DI).[4][6][7]

Racismo Estrutural

Em 27 de junho de 2020 o Serasa anunciou um novo método de analise de crédito que analisa o endereço de uma pessoa pelo seu endereço.

Promoção do Racismo Estrutural[editar | editar código-fonte]

Em 27 de junho de 2020 o Serasa anunciou um novo método de analise de crédito que leva em consideração o endereço da residencia do analisado.[8] Como demonstra os estudos feitos pela doutora em ciências sociais Mariana Panta da Universidade Paulista, pessoas pretas e pardas estão segregadas por regiões, e ocupam sempre as áreas mais pobres devido a herança escravagista do Brasil.[9] O algorítimo usado pelo Serasa também analisa que tipo de trabalho a pessoa exerce e não somente suas dívidas, renda e histórico de pagamento,[8] pessoas pretas e pardas tem menos acesso a trabalhos em melhores empresas, pois tem menos acesso a área nobre urbana onde estão empresas de renome.[9] Mesmo sem este tipo de analise, o Serasa teve um crescimento em 2019 de 6% o que foi muito acima em comparação ao PIB do Brasil conforme demostra os dados do site da empresa.[10] Assim como também bancos e empresas financeiras cresceram 18% com lucro de R$81,5 bilhões em 2019.[11] Mesmo estudos e dados demonstrando que a melhor maneira de sair de uma crise, ou de fortalecer a economia é dar dinheiro as pessoas mais pobres,[12][13] as analises de créditos do Serasa promovem o racismo estrutural.[14][9][8] Apesar das declarações mais contundentes serem expressas em junho de 2020, já haviam inúmeros relatos de racismo estrutural praticado pela empresa.[14]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. Experian to Buy Rest of Brazilian Firm Serasa for $1.5 Billion, The New York Times, 23 de outubro de 2012
  4. a b «Top 5 Forecasting Institutions - December» (PDF). Bcb.gov.br. 7 de janeiro de 2011 
  5. «BCB - Focus». Bcb.gov.br 
  6. «Serasa Experian é Top Five do Banco Central em fevereiro». Colunistas.ig.com.br 
  7. «Serasa Experian lança aplicativo para iPad, iPhone e iPod touch». Cardnews.com.br 
  8. a b c «Novas regras podem te deixar sem crédito por seu trabalho, endereço e idade». economia.uol.com.br. Consultado em 27 de junho de 2020 
  9. a b c Panta, Mariana (4 de setembro de 2019). «População negra e o direito à cidade». Revista Arquivo Nacional. Consultado em 27 de junho de 2020 
  10. «Experian divulga resultados financeiros do primeiro semestre do ano fiscal». Serasa Experian. 13 de novembro de 2019. Consultado em 27 de junho de 2020 
  11. «Lucro dos maiores bancos do Brasil cresce 18% em 2019 e soma R$ 81,5 bilhões». G1. Consultado em 27 de junho de 2020 
  12. «Bilionários do setorde tecnologia embarcamno movimento da rendabásica universal». Época Negócios. Consultado em 27 de junho de 2020 
  13. Guimarães, Ligia (20 de março de 2020). «Pesquisador de Princeton sugere plano urgente para proteger trabalhadores mais pobres: 'Governo dá sinais de despreparo'». BBC News Brasil 
  14. a b «32% dos empreendedores negros já tiveram crédito negado sem explicação». Folha de S.Paulo. 20 de janeiro de 2020. Consultado em 27 de junho de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]