Simeão (Novo Testamento)
Simeão, o Recebedor de Deus
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| Simeão, o Receptor de Deus por Alexei Yegorov, 1830-40 | |
| Profeta | |
| Nascimento | Século I a.C. Provavelmente na Judeia |
| Morte | Século I Provavelmente em Jerusalém |
| Veneração por | Igreja Católica Igreja Ortodoxa |
| Principal templo | Santuário de São Simeão, Zadar Mosteiro de São Simeão, o Portador de Deus, Jerusalém[1] |
| Festa litúrgica | 3 de fevereiro na Igreja Ortodoxa 16 de fevereiro na Igreja Católica |
| Atribuições | Homem idoso com vestes judaico-sacerdotais segurando o Menino Jesus |
| Padroeiro | Zadar[2] |
Simeão é um homem idoso do Novo Testamento, mencionado no Evangelho segundo Lucas (em Lucas 2:25–35) e apresentado como justo e piedoso, que reconheceu no Menino Jesus o Messias prometido. O episódio ocorre durante a Apresentação do Senhor no Templo de Jerusalém, quando Maria e José levaram a criança para oferecê-la a Deus, conforme prescrito pela Lei de Moisés, quarenta dias após o seu nascimento.
Relato bíblico
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Segundo Lucas, Simeão vivia em Jerusalém e era conhecido por sua fidelidade à Lei e por sua profunda vida espiritual. O evangelista afirma que “o Espírito Santo estava nele” e que lhe havia sido revelado que não morreria antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão dirigiu-se ao Templo no momento exato em que o Menino Jesus ali era apresentado. Ao tomá-lo nos braços, pronunciou o cântico conhecido como Nunc dimittis (“Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz”), proclamando que Jesus era a salvação preparada por Deus “diante de todos os povos, luz para iluminar as nações e glória de Israel”.
Simeão também proferiu palavras proféticas de caráter dramático, anunciando que Jesus seria “sinal que provocará contradições” e que uma espada transpassaria a alma da Virgem Maria, referência tradicionalmente interpretada como o sofrimento que ela experimentaria na Paixão de Cristo. Durante esse acontecimento, encontrava-se igualmente presente Ana, profetisa e viúva avançada em idade, que louvava a Deus e falava do Menino a todos os que aguardavam a redenção de Jerusalém.
Veneração
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A Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas veneram Simeão e Ana como santos e os consideram, na tradição cristã, os últimos justos do Antigo Testamento, que fazem a ponte entre a Antiga Aliança e a Nova Aliança inaugurada em Cristo. Simeão é especialmente recordado como modelo de esperança perseverante e de reconhecimento messiânico inspirado pelo Espírito Santo. A sua memória litúrgica é celebrada em datas distintas conforme o rito: no rito bizantino, Simeão e Ana são comemorados em 3 de fevereiro, enquanto no calendário romano da Igreja Católica, a sua memória ocorre em 16 de fevereiro.[3][4]
Referências
- ↑ Parte das Relíquias de São Simeão, o Portador de Deus, entregues pelo Arcebispo de Zadar ao Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém, ByzCath.org, 19 de fevereiro de 2013
- ↑ Corpo do santo que segurou o menino Jesus nos braços está em Zadar, zadar.travel, 8 de outubro de 2021
- ↑ «Afterfeast of the Meeting of our Lord in the Temple». Orthodox Church of America. Consultado em 5 de setembro de 2007. Cópia arquivada em 30 de setembro de 2007
- ↑ February 3 is the feast day of the elder Simeon and the prophetess Anna Byzantine Catholic Archeparchy of Pittsburgh)
