Simplício Dias da Silva

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Simplício Dias da Silva (Vila São João da Parnaíba, 2 de março de 1773 - Vila São João da Parnaíba, 17 de setembro de 1829), foi um rico fazendeiro que dominou a vida política e econômica da Vila de São João da Parnaíba, presidente da província do Piauí, figurando entre os ilustres maçons brasileiros, citado no Livro Maçônico do Centenário de 1922.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho legítimo do Capitão Domingos Dias da Silva e Josefa Claudina, foi criado dentro dos padrões de riqueza de seu pai. Possuía cerca de 1.800 escravos, organizados militarmente com armas, educados e preparados em sua maioria em Lisboa e Rio de Janeiro. Estudou nas melhores escolas de São Luís, estudou Leis em Coimbra. Viajou pela Itália, Inglaterra e França onde entrou em contato com as idéias iluministas.

Casarão onde morou Simplício Dias, conhecido como "Casa Grande"

Henry Koster, viajante português hóspede da Casa Grande relatou em seu livro "Viagens ao Nordeste do Brasil", em 1811:

“Fui introduzido nas casas dos primeiros negociantes e plantadores. O Coronel Simplício Dias, Governador da Parnaíba, onde possui magnífico solar, é rico e tem caráter independente. Conta entre seus escravos, uma banda de músicos, que fizeram aprendizado em Lisboa e no Rio. A homens, como o coronel Simplício, pode-se atribuir o progresso do País” (Santos, In Almanaque da Parnaíba, 1997, p.120).

O francês Louis François de Tollenare que também foi hóspede na casa de Simplício Dias escreveu no seu livro "Notas Dominicais Tomadas Durante uma Residência em Portugal e no Brasil":

“O Sr. Simplício Dias viajou na França e na Inglaterra, e aí aprendeu a conhecer o respeito devido à civilização; ocupa-se das belas artes, vive com luxo asiático, mantem músicos com grande dispêndio, acolhe os estrangeiros, gosta dos franceses, vive em seus domínios como um homem poderosamente rico” (Santos, In Almanaque da Parnaíba, 19997, p.120)

Em 1793, Simplício Dias foi nomeado Alferes de Cavalaria da Ordenança da Vila São João da Parnaíba, no mesmo ano foi promovido Capitão e o destino da vila começaram a passar pelas suas mãos.

Alfândega de Parnaíba[editar | editar código-fonte]

Em 1803 Simplício Dias da Silva solicita as autoridades portuguesas que fossem concedidos a ele, os mesmos direitos de comércio direto com Lisboa, que antes seu falecido pai desfrutara. O pedido lhe é negado. Em 30 de março de 1804, Simplício Dias da Silva e Antonio da Silva Henrique, oficiam ao governador da capitania, Pedro Cesar de Meneses, e este ao Príncipe Regente D. João, solicitando o estabelecimento de uma alfândega na vila da Parnaíba. O príncipe D. João só atenderia o pedido em 22 de agosto de 1817, quando por ato Régio foi criada a Alfândega de Parnaíba

Independência de Parnaíba[editar | editar código-fonte]

Em 19 de outubro de 1822 foi proclamada, em Parnaíba, por Simplício Dias da Silva, João Cândido de Deus e Silva, Domingos Dias, entre outros, a independência do Piauí, e D. Pedro I aclamado imperador constitucional, por ter sido a primeira vila do norte do Brasil a proclamar a Independência foi agraciada pelo Imperador Dom Pedro I, com o título " A Metrópole da Províncias do Norte" e Simplício Dias convidado a ser o primeiro presidente da província do Piauí, mas ele recusa assumir o Governo por não querer servir à monarquia autoritária de Dom Pedro. Nesta data, comemora-se o Dia do Piauí.

Era dignitário da imperial ordem dos cruzeiros.

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Uma curiosidade sobre a casa de simplício Dias é que nos fundos existe um túnel onde ele passava para ir até a igreja, sem precisar passar pelos escravos. Algumas pessoas falavam que Simplícios Dias era muito ruim para com os outros e que não era de gastar dinheiro facilmente. No dia 11/11/2011, durante trabalhos de restauração, foi descoberto pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) um poço de cerca de 8 metros de profundidade no interior do casarão.

Lendas parnaíbanas[editar | editar código-fonte]

Há muitas histórias, lendas que envolvem o próprio, uma delas é a história mais conhecida, Simplício Dias era "tiçado" por uma escrava que o chamava sempre que passava, ele, com muita raiva, sempre dizia que ia matá-la. Diz a lenda que ele a colocou em um porão com um leão e ela o matou [leão] com suas próprias mãos. Mas claro, são só histórias contadas por moradores da cidade de Parnaíba, e não se sabe se são fatos verídicos.

Morte[editar | editar código-fonte]

Faleceu aos 56 anos e foi sepultado no interior da Igreja de Nossa Senhora da Graça, na capela do Santíssimo junto ao pai, Domingo Dias da Silva e seu irmão Raimundo Dias da Silva.