Suaquém

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Suaquém é uma cidade histórica do Sudão no litoral do Mar Vermelho. Há pouco além de ruínas e entulho.
Suaquém em 1928: um porto fervilhante do Sudão, cheio de construções históricas datando sobretudo dos séculos 17 e 18

Suaquém[1][2] (em árabe: سواكن Sauakin; em inglês: Suakin) é uma cidade e porto sudanês situado no Mar Vermelho.

História[editar | editar código-fonte]

Suaquém foi, até as primeiras décadas do século XX, o principal porto da região, mas a inauguração de Port Sudan, situada 45 quilômetros ao norte, e aparelhada para receber os grandes navios qua passaram a freqüentar a região após a abertura do Canal de Suez determinou sua inexorável decadência. Desde a antiguidade, o porto, mencionado pelos gregos e pelos romanos, foi um ativo centro de comércio, tendo como produtos de destaque, o incenso, a mirra, a goma arábica, o aloé e o elemi. Também conhecida pelo seu mercado de escravos que teria sido o último a ser extinto em todo o mundo. Há indícios de que teria sido até o século XIV, um núcleo importante do cristianismo, e ponto de partida para os peregrinos procedentes do reino da Núbia e da ilha de Socotorá, então povoados por cristãos, e da Etiópia. São conhecidos os contactos com comerciantes venezianos, além da passagem de Pero da Covilhã nos fins do século XV, enviado por Portugal, em missão destinada a contactar o reino cristão do Preste João. A cidade é citada nos Lusíadas de Luis de Camões e, apesar de ter sido invadida em 1517 pelo sultão Selim I, manteve intercâmbio comercial com os portugueses durante tudo o século XIX. Sob jugo otomano acabou sendo convertida definitivamente em residência do Paxá, com jurisdição sobre a província de Habes que incluía toda região costeira correspondente ao Sudão e a Eritreia, até sua ocupação pelos ingleses em 1888. No século XIX foi freqüentemente visitada por Rimbaud, depois que, abandonando a literatura, passou a se dedicar ao comércio. A bela cidade antiga, construída em uma ilha no interior de um braço de mar, e cujos edifícios eram constituídos de material coralíneo retirado dos recifes das proximidades, foi reduzida, no decurso dos últimos 50 anos a um monte de entulhos, mas há projetos sendo iniciados visando sua restauração.

Em 17 de janeiro de 2018, como parte de uma aproximação com o Sudão, a Turquia recebeu soberania provisória de 99 anos sobre a ilha de Suaquém, uma antiga possessão otomana no Mar Vermelho.[3][4]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Suaquém tem 29.659 habitantes (dados de 2007).

Desenvolvimento populacional:

Ano Habitantes[5]
1973 (censo) 5.895
1983 (censo) 18.030
2007 (estimativa) 29.659

Referências

  1. Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa
  2. «Os Lusíadas, de Camões» 
  3. «La Turquie de retour sur la mer Rouge» (em francês). Le Monde. Consultado em 5 de fevereiro de 2018. 
  4. «O Aumento das Tensões Entre a Turquia e o Egito, a Propósito da Ilha de Suakin». Jornal de Relações Internacionais. Consultado em 5 de fevereiro de 2018. 
  5. «World Gazetteer: Sudan - die wichtigsten Städte». bevoelkerungsstatistik.de. Consultado em 26 de junho de 2008. 
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