Subsidência

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Subsidência.

Em geologia, geografia e topografia subsidência refere-se ao movimento de uma superfície (geralmente a superfície da Terra) à medida que ela se desloca para baixo relativamente a um nível de referência, como seja o nível médio do mar. O oposto de subsidência é o levantamento tectónico, que resulta num aumento da elevação. Em meteorologia e climatologia o termo é aplicado ao movimento descendente de massas de ar.

Tipos de subsidência na superfície terrestre.[editar | editar código-fonte]

Subsidência por colapso[editar | editar código-fonte]

Ocorre comumente em cavidades feitas pelo Homem, como túneis, poços e pedreiras subterrâneas. Também é frequente em terrenos de karst, em que a dissolução do calcário causada pelo fluxo de água subterrânea leva à formação de grutas. Se a resistência da rocha que constitui as paredes destas cavidades diminui substancialmente, pode ocorrer o seu colapso com consequente movimento dos materiais que se encontram por cima em direcção à cavidade, causando subsidência à superfície. Este tipo de subsidência pode resultar na formação de algares que podem ter centenas de metros de profundidade, criando áreas de isolamento ecológico onde podem eventualmente evoluir novas espécies de plantas e animais.

Subsidência por falhamento[editar | editar código-fonte]

Quando existem tensões diferenciais na Terra, esta podem ser libertadas por falhamento geológico da crusta frágil, ou por fluxo dúctil no manto, mais quente e fluido. Em zonas de falhamento, pode ocorrer subsidência absoluta no bloco do muro de falhas normais. De igual modo, em falhas inversas, pode ocorrer subsidência relativa no bloco de tecto.

Subsidência por contracção térmica da litosfera[editar | editar código-fonte]

  • Quando ocorre estiramento da litosfera, talvez devido a fenómenos de slab-pull, a litosfera adelgaça e o espaço assim criado é preenchido por astenosfera quente. Este facto, por seu lado, causa o aquecimento da crusta e a dilatação térmica dos materias seus constituintes. Com o tempo, o calor dissipa-se por radiação a partir da superfície terrestre e o gradiente térmico diminui. À medida que a temperatura baixa, a litosfera contrai-se, muitas vezes causando subsidência à superfície.

À escala da litosfera (~100 km), os efeitos isostáticos têm que ser levados em conta, uma vez que a astenosfera quente, tende a comportar-se como um fluido à escala do tempo geológico.

Subsidência por ressalto isostático[editar | editar código-fonte]

A crusta flutua sobre a astenosfera, com uma parte do seu volume imersa que é proporcional ao quociente de densidades da crusta e da astenosfera. Se for adicionada massa à crusta (por exemplo, por deposição de sedimentos), pensa-se que a crusta sofre subsidência minúscula de compensação, mantendo-se o equilíbrio isostático.

Subsidência causada pela extracção de fluidos ou gases[editar | editar código-fonte]

Se for extraído gás natural de um campo de gás, a pressão inicial (de até 600 bar) no campo, diminuirá com o tempo. Esta pressão de gás é também responsável pelo suporte do solo acima do campo de extracção, e se essa pressão diminui, a pressão do solo aumenta e inevitavelmente ocorre subsidência à superfície. Desde o início da exploração do campo de gás de Slochteren, Países Baixos em finais da década de 1960, o nível do solo baixou até ao momento cerca de 30 cm, numa área de cerca de 250 km2[1].

Este tipo de subsidência pode também ocorrer por extracção de outros recursos como o petróleo e água subterrânea. Exemplos de subsidência por diminuição da quantidade de água no solo são a subsidência de grande parte da Cidade do México e de zonas situadas à superfíce sobre o Aquífero de Ogallala, nos Estados Unidos.

Subsidência em meteorologia[editar | editar código-fonte]

A causa mais comum de subsidência na atmosfera terrestre são as baixas temperaturas: à medida que o ar arrefece, torna-se mais denso e move-se em direcção ao solo, do mesmo modo que o ar quente é menos denso e portanto sobe. A subsidência geralmente provoca alta pressão barométrica à medida que mais ar vai ocupando um mesmo espaço: por exemplo, as altas pressões polares são áreas de subsidência quase contínua; estas áreas de subsidência são a causa de grande parte dos ventos dominantes. A subsidência pode também causar fenómenos meteorológicos de menor escala, como a neblina matinal. Um exemplo de subsidência extrema é o das rajadas descendentes, que podem provocar danos semelhantes aos de tornados. Uma forma menos extrema de subsidência designa-se por corrente descendente.