Teatro Municipal Severino Cabral

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Vista frontal do teatro.
Teatro Municipal Severino Cabral durante o Encontro da Nova Consciência.

O Teatro Municipal Severino Cabral está localizado na cidade brasileira de Campina Grande, estado da Paraíba. É considerado um ícone cultural, e um dos símbolos da cidade de Campina Grande, sendo sede de diversos eventos e palestras na cidade.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O Teatro foi inaugurado no dia 30 de novembro de 1963,[1] às 10 horas da manhã. Foi construído por Severino Bezerra Cabral, prefeito de Campina que lhe deu nome.Teve Austro de França Costa como engenheiro que projetou junto com seus colaboradores essa grande obra.No mesmo dia, apresentou-se o ator e humorista José Vasconcelos, bastante conhecido no rádio e da TV brasileira. Com a inauguração do Teatro Municipal, a região ganhou uma importante casa de espetáculos.

Durante suas quatro décadas, o teatro serviu a produções artísticas tanto da Paraíba, quanto da própria Campina Grande. O teatro se encontra no centro da cidade, na Avenida Floriano Peixoto, a principal avenida do Centro. Sua arquitetura moderna tem inegável importância história, artística e patrimonial, tendo sido palco de eventos nacionais e regionais.

Idealização[editar | editar código-fonte]

Vista frontal do Teatro Severino Cabral, que possui formato de um apito.

Nos anos sessenta, durante o regime ditatorial, as manifestações artísticas enfrentaram a censura. Nesse período, em Campina Grande, um grupo de artistas amadores reivindicaram a construção de um teatro, para expor o trabalho dos artistas. Até então, todas as apresentações teatrais na cidade eram realizadas nas salas do Capitólio e do Babilônia, os cineteatros. E foi ai que o então prefeito da época Severino Cabral designou o engenheiro campinense Austro França para que ele projetasse para cidade um teatro. Austro de França Costa diretor de planejamento e urbanismo da prefeitura convocou uma grande equipe para desempenhar junto a ele essa missão para que Campina Grande saísse de referência mais uma vez.

Arquitetura e infraestrutura[editar | editar código-fonte]

O Engenheiro Austro de França Costa diretor de planejamento e urbanismo da prefeitura da cidade de Campina Grande na época, projetou, planejou, calculou e construiu junto com seus colaboradores entre eles o (assessor técnico desenhista Geraldino Duda) que desenhou o teatro. A estrutura do prédio simboliza a entrada de Campina Grande na era da cultura de alto nível através do teatro.[1] possui uma área edificada de 4.816 , bar social, camarotes com 58 lugares, 10 camarins, galeria de arte, palco de 400 m² de profundidade e sanitários públicos, com 14 unidades individuais em cada. Em 1988, a parte central ampliada para 586 lugares.

O Teatro Municipal Severino Cabral tem uma central de ar-condicionado, um sistema de combate a incêndio (33 extintores, alarmes, mangueiras para hidrantes), um elevador social (capacidade para 8 pessoas) e uma subestação elétrica.

O prédio já passou por duas reformas, a primeira delas foi em 1975, durante a administração do prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz. A segunda durou em 24 de setembro de 1986 a 20 de abril de 1988, na gestão de Ronaldo Cunha Lima.

Design[editar | editar código-fonte]

Primeiramente, o teatro estava planejado para cobrir apenas o centro do terreno onde hoje se encontra. No entanto, teve a ideia de fazer um instrumento musical, pois no teatro há música e música inspira arte. Com isso,segundo o engenheiro Austro França o teatro foi inspirado em um apito ou bico de flauta, ao mesmo tempo, no seu projeto. Sua arquitetura moderna tem inegável importância história, artística e patrimonial para a cidade e região.

Miniteatro Paulo Pontes[editar | editar código-fonte]

Além do teatro municipal, não havia um lugar para apresentação de espetáculos mais tímidos, de âmbito menor. Os artistas que fossem apresentar pequenas peças, se sentiam intimidados com o espaço gigante do teatro. Daí, no final da década de 1970 e início da década de 1980, foi construído, dentro do teatro municipal, o miniteatro Paulo Pontes, que possui 80 lugares.

Organização do teatro[editar | editar código-fonte]

Em sua área anterior (nos fundos do teatro), encontra-se a administração, o miniteatro Paulo Pontes (que tem 80 lugares), a Galeria de Artes Irene Medeiros, 2 camarins individuais, 5 sanitários, um hall e dois depósitos.

O térreo : contém um corredor que às vezes mantém uma miniexposição de artes e escadarias para os demais pavimentos.

O primeiro andar : pode-se encontrar 2 camarins coletivos, 4 sanitários e hall.

O segundo andar : também 2 camarins coletivos, 4 sanitários e hall.

O terceiro andar : conta com sala de ensaios, vestiário, 2 copas, 6 sanitários e hall.

O quarto andar : possui 2 alojamento, 3 copas, 6 sanitários e hall.

Escola de dança do Municipal[editar | editar código-fonte]

Para atender crianças carentes e instigar o espírito artístico de cada uma delas, foi criado na década de 1990 uma escola de dança no teatro municipal, durante a Gestão do ator Gilmar Albuquerque por Cláudia Saboya. Atualmente, ela atende a 50 crianças carentes que estejam na rede municipal de ensino, ensinando-as o balé clássico.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c PB Agora (29 de novembro de 2011). «Teatro Municipal Severino Cabral vai completar quase meio século». Consultado em 5 de Março de 2013 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]