Terminal Rodoviário de Belo Horizonte

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Terminal Rodoviário de Belo Horizonte
Governador Israel Pinheiro
Interior do terminal
Uso atual Terminal rodoviário
Administração Prefeitura de Belo Horizonte
Linhas Metroviárias
1-Azul
Rodoviárias
-Nacionais
Minas Gerais
Região Sudeste
Região Nordeste
Parte da região Norte, Centro-Oeste e Sul.
Serviços ÔnibusTáxiRestauranteEstacionamentoAcesso à deficiente físicoEscada rolanteElevadorFarmáciaBiblioteca ou banca de livros
Informações históricas
Inauguração 9 de março de 1971 (45 anos)
Localização
Localização Praça Rio Branco, 100, Centro - Belo Horizonte, MG

O Terminal Rodoviário de Belo Horizonte (oficialmente Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro), inaugurado em 1971 como o maior e mais moderno terminal rodoviário da América Latina, antes de ser inaugurado o Terminal Tietê em São Paulo. Situa-se na Praça Rio Branco, no Centro da Cidade. O acesso pode ser feito pela Estação Lagoinha do Metrô.

Na década de 40, os jornais anunciaram que BH seria a primeira capital do País a ter uma estação rodoviária com a centralização de todo o serviço rodoviário.

A primeira Estação Rodoviária do Brasil foi inaugurada, em junho de 1941, atrás da Feira de Amostras, de frente para a avenida do Contorno, no Governo Benedito Valadares .

Sua construção foi realizada pela Secretaria de Agricultura, tendo como secretário Israel Pinheiro, futuro governador do Estado que construiria a Rodoviária atual.

A Estação Rodoviária era um prédio de dois andares com uma pista coberta por marquise, onde havia espaço para dez ônibus.

A partir dessa construção, ocorreram outras mudanças no serviço de transporte rodoviário, como a numeração das poltronas e maior rigor no cumprimento de horários, na vistoria dos ônibus e passagens vendidas .

Meados da década de 50, a estação antiga já não tinha condições mínimas de atendimento para a elevada movimentação de passageiros. Eram 500 auto-ônibus, 160 linhas de menor percurso, sendo necessário improvisar uma plataforma em área cedida pela Central, na rua Aarão Reis. Não comportava, portanto, o alto volume de ônibus e passageiros. Para amenizar o problema até a construção da nova Rodoviária, em 1965, o DER construiu à rua Curitiba, entre as avenidas Oiapoque e Contorno, uma estação provisória de embarque de passageiros.

A construção do TERGIP[editar | editar código-fonte]

Placa na rodoviária.

Pela necessidade de solução a curto prazo, a obra de instalação do novo Terminal foi colocada como prioritária no plano do Governo Israel Pinheiro. A decisão de construí-lo no centro da cidade foi tomada em conjunto pelo governador e os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer com obras a cargo do DER-MG.

A Feira de Amostras foi demolida em 1965 para a ampliação e modernização da estação, com "objetivo de tornar mais perfeito possível o sistema rodoviário mineiro".

O projeto arquitetônico contou com modernistas como Walter Machado, Fernando Graça, Francisco G. Santos, Luciano Passini, entre outros. A equipe era composta por engenheiros do DER, agrupada na CEORBEL (Comissão Especial de Obras da Estação Rodoviária de Belo Horizonte), sob a direção inicial do engenheiro Geraldo Martins Guerra e, depois, Maurício Bizzoto . Os serviços foram empreitados à firma SERGEN S.A., vencedora da concorrência pública , com administração e fiscalização da CEORBEL.

As obras foram concluídas em menos de dois anos com início em agosto de 69 e término no início de 71. A inauguração do novo Terminal Rodoviário de BH se deu em 9 de março de 1971, sendo considerado o maior e mais moderno da América Latina, atendendo a uma demanda de até 17.134.000 passageiros por ano.

A área de 28.000 m² possibilitou a construção de oito plataformas de embarque com capacidade para 64 partidas simultâneas.

A ousadia e magnitude da obra com estrutura de cobertura em concreto armado lhe conferiram prêmio da 1a Bienal de Arquitetura de 1971, dando fama à cidade. "O Terminal é como se fosse uma testemunha das mudanças que tiraram da cidade os ares provincianos dos anos 50, desenhando o perfil nervoso e palpitante da BH de agora."

Sob nova administração[editar | editar código-fonte]

Motivado pelo convênio assinado entre o Governo do Estado e do Município, em 26 de junho de 2003, a administração do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro passa para o Município com a finalidade de atender o interesse público no que se refere à prestação dos serviços de infraestrutura para os usuários do TERGIP.

É desta maneira que em 27 de junho de 2003, iniciam-se os trabalhos da Prefeitura com vistas a promover uma administração em que os direitos e deveres dos cidadãos são respeitados. Organiza -se uma estrutura administrativa que estabelece a criação do Regimento Interno, o qual direciona todas as ações implementadas.

Em 2005, com as mudanças promovidas pela atual gestão no organograma da Prefeitura, o Terminal apresenta-se como uma gerência da Secretaria de Administração Regional Municipal Centro-Sul.

Fontes: Arquivo Público de Belo Horizonte, Biblioteca Pública, Gerência de Patrimônio Histórico e Urbano de Belo Horizonte, Imprensa Oficial.

Novo terminal[editar | editar código-fonte]

O prefeito Márcio Lacerda anunciou em 2009 um novo terminal, com 80 boxes para ônibus, próximo do Anel Rodoviário, onde estão acessos para as principais rodovias[1] [2] [3] , a construção será feita na Avenida Cristiano Machado, Próximo a estação de Metrô São Gabriel, não há previsão para o início das obras.

O novo terminal começou a ser construído no final de 2012, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2014.[4]

Empresas e destinos[editar | editar código-fonte]

As seguintes empresas atuam no terminal. Entre parênteses constam os principais destinos.

Destinos[editar | editar código-fonte]

  • Transmoreira: Cláudio, Itapecerica, São Tiago, Itaguara, Itapecerica da Serra, Cláudio, Itatiaiuçu, Igarapé, Carmo Da Mata.
  • Empresa Gontijo de

Transportes Governador Valadares, Ituiutaba, Almenara, Araçuaí, Patos de Minas, São Paulo, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia, Curitiba, João Monlevade, Goiânia, Campo Grande, Salvador, Cuiaba, Itaobim, João Monlevade, Campinas, Diamantina, Curvelo, Rubelita, Pedra Azul, Mantena, Malacaxeta.

Destinos Internacionais[editar | editar código-fonte]

  • Pluma (Chile, Uruguai, Paraguai )

Referências