Terra Sonâmbula

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Terra Sonâmbula
Autor (es) Mia Couto
Idioma Português
País Moçambique
Género Romance
Série Outras Margens, No 5
Editora Portugal Editorial Caminho
Lançamento 1992
Páginas 224
ISBN 978-972-21-0790-7
Cronologia
Último
Cronicando
Estórias Abensonhadas
Próximo

Terra Sonâmbula é um romance escrito por Mia Couto publicado em 1992.

Ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos (1995) e foi considerado um dos doze melhores livros africanos do século XX por um júri criado pela Feira do Livro do Zimbábue. Foi reeditado no Brasil pela Companhia das Letras – é um romance em abismo, escrito numa prosa poética que remete a Guimarães Rosa. Couto se vale também de recursos do realismo animista e da arte narrativa tradicional africana para compor esta bela fábula.

A obra foi publicada em Portugal pela Editorial Caminho em 2004. A UNICAMP acaba de incluir esse romance em sua lista de leituras obrigatórias para os estudantes que vão prestar seus exames vestibulares em 2016.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Um ônibus incendiado em uma estrada poeirenta serve de abrigo ao velho Tuahir e ao menino Muidinga, em fuga da guerra civil devastadora que grassa por toda parte em Moçambique. Como se sabe, depois de dez anos de guerra anticolonial (1965-1975), o país do sudeste africano viu-se às voltas com um longo e sangrento conflito interno que se estendeu de 1976 a 1992. O veículo está cheio de corpos carbonizados. Mas há também um outro corpo à beira da estrada, junto a uma mala que abriga os “cadernos de Kindzu”, o longo diário do morto em questão.
A partir daí, duas histórias são narradas paralelamente: a viagem de Tuahir e Muidinga e, em flashback,o percurso de Kindzu em busca dos naparamas, guerreiros tradicionais, abençoados pelos feiticeiros, que são, aos olhos do garoto, a única esperança contra os senhores da guerra.

Importância da obra[editar | editar código-fonte]

Ao explorar os efeitos devastadores da guerra civil em Terra Sonâmbula, Mia Couto revela que o colonialismo não desapareceu com a obtenção da independência, a persistência da relação colonial afeta ainda os espíritos dos moçambicanos.[1]
Nesta obra, Mia Couto explora o olhar de um negro de uma aldeia, Kindzu, que fala a língua portuguesa, reescrevendo o seu testemunho, de formar a reconstituir o seu passado ao valorizar os pontos de vista dos oprimidos que foram marginalizados pelo sistema de poder.[2]

Referências

  1. Silva, Filipa (2014). Percursos de memória: uma análise de A costa dos murmúrios de Lídia Jorge e Terra sonâmbula de Mia Couto, Centro de Artes e Humanidades, Universidade da Madeira.
  2. Silva, Filipa (2014). Percursos de memória: uma análise de A costa dos murmúrios de Lídia Jorge e Terra sonâmbula de Mia Couto, Centro de Artes e Humanidades, Universidade da Madeira.
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