The Princeton Review
| The Princeton Review | |
|---|---|
| Empresa de capital fechado | |
| Atividade | Educação |
| Fundação | 1981 |
| Fundador(es) | John Katzman Adam Robinson |
| Sede | Nova Iorque |
| Proprietário(s) | Primavera Capital Group |
| Pessoas-chave | Robert Batten, diretor executivo[1] |
| Divisões | Graduação, escolas de negócios, faculdades de direito, pós-graduação e faculdades de medicina |
| Subsidiárias | Tutor.com |
| Website | princetonreview.com |
The Princeton Review é uma empresa de serviços educacionais que oferece aulas particulares, preparação para exames e recursos de orientação para processos de admissão. Foi fundada em 1981[2] e, desde então, atendeu mais de 400 milhões de estudantes. Seus serviços são prestados por mais de 4.000 tutores e professores nos Estados Unidos, no Canadá e em escritórios internacionais em 21 países.[3] A empresa também oferece recursos on-line, mais de 150 livros impressos e digitais publicados pela Penguin Random House e classificações de instituições de ensino em dezenas de categorias.[4][5][6][7][8][9][10] A Tutor.com, divisão vinculada à The Princeton Review, oferece aulas particulares on-line.[11] A The Princeton Review tem sede em Nova Iorque e é uma empresa de capital fechado. Não tem vínculo com a Universidade de Princeton.[12]
História da empresa
[editar | editar código]A The Princeton Review foi fundada em 1981 por John Katzman, que, pouco depois de se formar na Universidade de Princeton, começou a dar aulas particulares de preparação para o SAT em seu apartamento no Upper West Side.[13] Pouco depois, Katzman se uniu a Adam Robinson, professor de preparação para o SAT formado em Oxford, que havia desenvolvido técnicas para "decifrar o sistema". Katzman expandiu as atividades da Princeton Review para todo o país e, depois, para o exterior. Foi diretor executivo até 2007, quando Michael Perik o substituiu.[14]
Em março de 2010, Perik renunciou e foi substituído por John M. Connolly. Em abril de 2010, a empresa vendeu US$ 48 milhões em ações, a US$ 3 por ação. Pouco depois, foi acusada de fraude em uma ação coletiva movida por um fundo de aposentadoria de Michigan. O fundo alegou que a direção da The Princeton Review havia exagerado os lucros para elevar o preço das ações.[15] Em 2012, a empresa foi adquirida por US$ 33 milhões pelo Charlesbank Capital, um fundo de investimento em participações empresariais.[16] Em 1 de agosto de 2014, a marca e as operações da Princeton Review foram compradas, por um valor não divulgado, pela Tutor.com, empresa da IAC, e Mandy Ginsburg assumiu o cargo de diretora executiva. A empresa deixou de ter vínculo com sua antiga controladora, a Education Holdings 1, Inc., após esta solicitar proteção judicial sob o Capítulo 11 da legislação de falências dos Estados Unidos, em 2013.[17] Em 31 de março de 2017, a ST Unitas[18] adquiriu a The Princeton Review por um valor não divulgado.[19] Em janeiro de 2022, o Primavera Capital Group adquiriu a The Princeton Review e a Tutor.com da ST Unitas.[20]
Preparação para exames
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A The Princeton Review oferece, por meio de seu site, cursos preparatórios, aulas particulares ou livros de preparação para os seguintes exames.[21]
- ACT
- Exames Advanced Placement, ou exames AP
- Chartered Financial Analyst, CFA® nível I
- Chartered Financial Analyst, CFA® nível II
- Dental Admission Test, DAT
- GED
- Graduate Management Admission Test, GMAT
- Graduate Record Examination, GRE
- ISEE
- Law School Admission Test, LSAT
- Medical College Admission Test, MCAT
- NCLEX-RN
- Optometry Admission Test, OAT
- PSAT
- SAT
- Secondary School Admission Test
- SHSAT
- TOEFL
- United States Medical Licensing Examination
A empresa oferece cursos em todo o mundo por meio de unidades próprias e franquias de terceiros. A Princeton Review tem franquias no Azerbaijão, no Bahrein, no Egito, em Hong Kong, na Índia, na Indonésia, na Jordânia, no Cazaquistão, no Kuwait, no Líbano, na Malásia, no México, em Omã, nas Filipinas, no Catar, na Arábia Saudita, na Coreia do Sul, na Suíça, na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos e no Vietnã.[22]
Questões judiciais
[editar | editar código]Acordo relativo à False Claims Act em 2012
[editar | editar código]Em dezembro de 2012, a Education Holdings, Inc., que havia administrado a The Princeton Review de 2002 a 2012, fez um acordo para encerrar uma ação movida pelo governo dos Estados Unidos com base na False Claims Act.[23] A ação acusava a empresa de apresentar cobranças falsas por aulas de reforço financiadas pelo governo federal, destinadas a alunos de escolas públicas de Nova Iorque com baixo desempenho, por meio do programa Supplemental Educational Services, SES. A Education Holdings admitiu que seus funcionários haviam falsificado listas de presença entre 2006 e 2010 para receber pagamentos por serviços que não haviam sido prestados.[24]
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmou que os gerentes das unidades falsificavam assinaturas de estudantes com frequência e sofriam pressão dos supervisores para cumprir metas de frequência. Os diretores recebiam bônus calculados com base em taxas de presença infladas, o que criava incentivos à fraude em toda a operação. O governo aderiu a uma ação que um denunciante já havia movido com base na False Claims Act e chegou a um acordo que exigia da Education Holdings o pagamento de até US$ 10 milhões em indenizações e multas. A Education Holdings também aceitou voluntariamente ficar excluída de todos os programas federais de financiamento da educação por três anos. Quando o acordo foi firmado, a empresa já havia vendido a marca e o nome The Princeton Review a um terceiro sem vínculo com ela, em maio de 2012.[24]
Processos criminais e cíveis em 2013
[editar | editar código]Após o acordo de 2012, a Procuradoria Federal do Distrito Sul de Nova Iorque anunciou ações cíveis e criminais contra pessoas envolvidas no esquema de reembolsos fraudulentos do SES. Ana Azocar e Zorayma Azocar, que haviam sido gerentes de unidades e depois diretoras do programa SES da The Princeton Review em Nova Iorque, declararam-se culpadas das acusações de fraude e fizeram acordos nas ações cíveis movidas contra elas. Zorayma Azocar declarou-se culpada em 11 de janeiro de 2013, e Ana Azocar, em 15 de janeiro de 2013. Robert Stephen Green, ex-diretor e ex-vice-presidente da The Princeton Review, também fez um acordo nas ações cíveis relativas ao mesmo esquema.[25]
Ação por vazamento de dados de estudantes
[editar | editar código]A The Princeton Review também foi alvo de uma ação coletiva depois que dados pessoais de estudantes, inclusive números de seguridade social, ficaram inadvertidamente acessíveis ao público em seu site. O escritório Shapiro Haber & Urmy LLP representou um grupo de estudantes afetados e apresentou alegações de negligência, descumprimento de contrato e práticas comerciais desleais. Em um acordo, a empresa se comprometeu a oferecer serviços de proteção de identidade por até três anos, incluindo monitoramento de crédito e seguro contra roubo de identidade.[26]
Críticas
[editar | editar código]Classificações de instituições de ensino
[editar | editar código]As classificações de instituições de ensino superior, entre elas as publicadas pela Princeton Review, receberam críticas por falta de precisão ou abrangência, ao estabelecer posições objetivas a partir de opiniões subjetivas.[27] Os representantes da Princeton Review responderam que suas classificações se distinguem por levar em conta a opinião dos estudantes, além dos dados estatísticos.[28][29]
Em 2002, o programa A Matter of Degree, da Associação Médica Americana,[30] financiado pela Fundação Robert Wood Johnson, criticou a lista da Princeton Review das melhores instituições para festas universitárias.[31] Em agosto de 2002, o jornal USA Today publicou o editorial "Sobering Statistics",[32] no qual afirmou que "o grupo de médicos vai longe demais ao sugerir que as classificações agravam o problema do consumo de álcool nos campi". O editorial observou que, entre as instituições financiadas pelo programa da associação em sua campanha contra o consumo de álcool nos campi, seis das dez que pediam à Princeton Review que "deixasse de publicar a classificação anual" já haviam entrado nas listas anteriores de instituições com mais festas, algumas delas muitas vezes. "Isso não é coincidência", afirmou o jornal. O editorial elogiou a Princeton Review por divulgar a lista e chamou a publicação de "um serviço público" para "os candidatos a vagas e seus pais".[32]
Em 2010, um concorrente que também elaborava classificações criticou, na revista The Advocate, as listas da Princeton Review relativas à população LGBT, por considerá-las imprecisas e baseadas em métodos desatualizados.[33] A Princeton Review sempre baseou suas listas de vinte instituições mais acolhedoras e menos acolhedoras para pessoas LGBTQ, intituladas "LGBTQ-Friendly" e "LGBTQ-Unfriendly",[34] em questionários aplicados a cada três anos aos estudantes das instituições apresentadas em seu livro Best Colleges. Os questionários perguntam aos alunos de graduação: "Os estudantes, professores e administradores de sua instituição tratam todas as pessoas de maneira igual, independentemente de sua orientação sexual e de sua identidade ou expressão de gênero?" A Princeton Review também publica The Gay & Lesbian Guide to College Life, de 2007, disponível como livro digital desde 2011.[35][36]
Preocupações com a privacidade
[editar | editar código]Em 2016, a empresa recebeu críticas de defensores do direito à privacidade. Eles temiam que uma empresa proprietária de serviços de encontros on-line e de preparação para ingresso no ensino superior pudesse acumular dados e explorá-los para se aproveitar de consumidores desavisados, sobretudo os mais jovens.[37] A colunista Linda Chavez questionou: "Os pais sabem que, quando seus filhos menores de idade se matriculam em cursos preparatórios ou aulas particulares, suas informações pessoais podem ser compartilhadas com sites de encontros, que poderiam então abordá-los para transformá-los em clientes?" Chavez concluiu que a empresa "não oferece garantia de que o compartilhamento de dados entre suas empresas excluirá os clientes cujo único objetivo é melhorar suas notas e seu desempenho em exames".[38] Um artigo do The Huffington Post citou a política da The Princeton Review, que afirmava: "Podemos coletar determinadas informações de seu computador sempre que você visitar nosso site", incluindo dados "sobre suas atividades e interesses acadêmicos e extracurriculares". Essas informações poderiam ser usadas para "enviar avisos e ofertas por e-mail", realizar pesquisas e análises sobre o uso ou o interesse nos produtos e serviços da empresa ou de terceiros e "desenvolver e exibir conteúdo e publicidade adaptados aos seus interesses em nosso site e em outros sites".[39]
Nunca foram apresentadas provas de que a IAC, proprietária da The Princeton Review quando essas críticas foram feitas, tenha usado dados coletados pela The Princeton Review para promover seus serviços de encontros entre pessoas mais jovens.[40]
Ver também
[editar | editar código]- Educação nos Estados Unidos, sistema educacional no qual a empresa oferece parte de seus serviços
- Ensino superior, nível de ensino ao qual se destinam os recursos de orientação para admissão da empresa
Referências
- ↑ «CEO Robert Batten». princetonreview.com (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 3 de março de 2025
- ↑ «The Princeton Review Has Turned 40: Company's 40th Anniversary Celebration Includes a Giveaway of $40,000 in Sweepstakes Cash Prizes». Yahoo! Finance (em inglês). 30 de novembro de 2021
- ↑ «International Locations | The Princeton Review» (em inglês). The Princeton Review
- ↑ «These are the top public and private colleges with the most generous financial aid packages». CNBC (em inglês). 31 de agosto de 2021
- ↑ «CCNY features on The Princeton Review Guide to Green Colleges 2022 rankings» (em inglês). The City College of New York. 26 de outubro de 2021
- ↑ «The Princeton Review & Entrepreneur Magazine Name the Top Undergrad & Grad Schools for Entrepreneurship Studies for 2022». Yahoo! Finance (em inglês). 16 de novembro de 2021
- ↑ «Penn State Dickinson Law Named a Best Law School by The Princeton Review» (em inglês). Penn State Dickinson Law. 16 de dezembro de 2021
- ↑ «E. J. Ourso College Named a 2022 Best Business School by The Princeton Review» (em inglês). Louisiana State University. 15 de dezembro de 2021
- ↑ «The best game design programs, ranked by the Princeton Review». GamingOutput.com (em inglês). 24 de março de 2022
- ↑ «The private and public colleges that top the list for financial aid». CNBC (em inglês). 26 de abril de 2022
- ↑ «Parents rush to hire tutors and create learning pods. But not everyone has options». Los Angeles Times (em inglês). 22 de julho de 2020
- ↑ «About The Princeton Review» (em inglês). The Princeton Review
- ↑ Schonfeld, Zach (16 de abril de 2014). «Princeton Review Founder Blasts the SAT: 'These Tests Measure Nothing of Value'». Newsweek (em inglês). Consultado em 6 de setembro de 2019.
Fundada em 1981 por Katzman e Adam Robinson, a Princeton Review oferece aulas particulares de preparação para exames, livros e cursos on-line, com franquias em 14 países.
- ↑ «Leadership Change At Princeton Review». Worcester Business Journal (em inglês). Consultado em 8 de março de 2024
- ↑ «Investor Accuses Princeton Review Of Fraud». Law360 (em inglês). 29 de julho de 2011. Consultado em 9 de agosto de 2016
- ↑ «Tutor.com Acquires Princeton Review». EdSurge (em inglês). 29 de julho de 2014. Consultado em 9 de agosto de 2016
- ↑ «IAC/InterActive Unit Agrees to Buy Princeton Review». The Wall Street Journal (em inglês). 29 de julho de 2014. Consultado em 29 de julho de 2014
- ↑ «ST Unitas» (em inglês). ST Unitas
- ↑ Lee Hyo-sik (14 de fevereiro de 2017). «ST Unitas Acquires The Princeton Review». The Korea Times (em inglês). Consultado em 10 de maio de 2018
- ↑ Korn, Melissa (8 de maio de 2023). «WSJ News Exclusive | Chinese Company Now Owns Tutoring Firm Contracted by Military and Schools in U.S.». The Wall Street Journal (em inglês). ISSN 0099-9660. Consultado em 22 de junho de 2023
- ↑ «Official website» (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 9 de outubro de 2014
- ↑ «International Offices of The Princeton Review» (em inglês). The Princeton Review
- ↑ Raymond, Nate (20 de dezembro de 2012). «Former Princeton Review Owner Settles U.S. Fraud Case». Reuters (em inglês)
- 1 2 «UNITED STATES and STATE OF NEW YORK ex rel. Jane Doe, v. Education holdings 1, INC., f/k/a The Princeton review, Inc., and Stephen Green» (PDF) (em inglês). Cópia arquivada (PDF) em 27 de fevereiro de 2017
- ↑ «Southern District of New York | Manhattan U.S. Attorney Sues TestQuest, Criminally Charges One Former TestQuest Manager, And Announces Guilty Pleas Of Two Former Directors At Princeton Review For Defrauding Federal Government Into Paying For Tutoring Services That Were Never Provided | United States Department of Justice» (em inglês). United States Department of Justice. 13 de maio de 2015. Consultado em 14 de agosto de 2025
- ↑ «Princeton Review, Inc. Data Breach - Shapiro Haber & Urmy LLP» (em inglês). Shapiro Haber & Urmy LLP. Consultado em 14 de agosto de 2025
- ↑ Valerie Strauss (17 de agosto de 2007). «U.S. News's College Rankings Face Competition and Criticism». The Washington Post (em inglês)
- ↑ «Robert Franek – author of The Best 377 Colleges» (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 9 de outubro de 2014
- ↑ «Best 380 Colleges Videos - The Princeton Review» (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 29 de março de 2016
- ↑ «A Matter of Degree: Reducing High-Risk Drinking Among College Students» (PDF) (em inglês). Robert Wood Johnson Foundation. 23 de março de 2009
- ↑ «End of Top Party School's Ranking?». The Early Show (em inglês). CBS News. 27 de agosto de 2002. Consultado em 30 de outubro de 2009
- 1 2 «Sobering Statistics» (PDF). USA Today (em inglês). 20 de agosto de 2002. Arquivado do original (PDF) em 11 de setembro de 2017
- ↑ Windmeyer, Shane L. (13 de agosto de 2009). «Princeton Review's Approach is Outdated». The Advocate (em inglês). Consultado em 29 de março de 2016
- ↑ «LGBTQ-Friendly» (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 9 de outubro de 2014
- ↑ «The Gay and Lesbian Guide to College Life». The Princeton Review Bookstore (em inglês). Random House. Consultado em 9 de outubro de 2014. Arquivado do original em 15 de outubro de 2014
- ↑ «Guide to College for LGBT Students» (em inglês). The Princeton Review. Consultado em 2 de agosto de 2013
- ↑ Ken McEldowney (15 de abril de 2016). «Consumer data online needs to be protected». The Mercury News (Editorial) (em inglês)
- ↑ «Violating Privacy Is Bad Business». Townhall (em inglês). 8 de janeiro de 2016. Consultado em 8 de junho de 2016
- ↑ «Recent Online Dating Company IPO Raises Questions About Privacy». The Huffington Post (em inglês). 24 de fevereiro de 2016. Consultado em 16 de agosto de 2016
- ↑ «Federal Register, Volume 88 Issue 214 (Tuesday, November 7, 2023)». GovInfo (em inglês). Consultado em 8 de março de 2024
Ligações externas
[editar | editar código]- Site oficial, em inglês