Tomás Preljubović

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Tomás Preljubović
Déspota de Epiro
Tomás e sua esposa, Maria
Reinado 13661384
Consorte Maria Paleóloga
Antecessor(a) Simeão Uresis
Sucessor(a) Maria Paleóloga
Dinastia Nemânica
Morte 23 de dezembro de 1384
  Joanina
Filho(s) Com uma amante:
Irene
Com Maria:
Gregório Prealimpo
Pai César Gregório Prealimpo
Mãe Irene

Tomás Preljubović (em sérvio: Тома Прељубовић; transl.: Toma Preljubović , "Tomás, filho de Prealimpo"; em grego: Θωμάς Κομνηνός Παλαιολόγος; transl.: Thōmas Komnēnos Palaiologos), chamado também de Tomás Comneno Prealimpo, foi um governante do Epiro em Joanina de 1366 até sua morte em 23 de dezembro de 1384. Em vida, recebeu o epíteto de "matador de albaneses" (Ἀλβανιτοκτόνος).[1]

Família[editar | editar código-fonte]

Tomás era o segundo filho do "césar" Gregório Prealimpo, o governador sérvio da Tessália que morreu no final de 1355 ou início de 1356. Sua mãe, Irene, era filha de Estêvão Duchan[2] com Helena da Bulgária.

Vida[editar | editar código-fonte]

Depois da morte violenta de seu pai, a reivindicação de Tomás à Tessália foi assegurada por Irene, mas ambos acabaram forçados a fugir para a Sérvia pelo avanço de Nicéforo II Orsini, um antigo déspota do Epiro, em 1356. Lá, Irene casou-se com Radolsau Hlapen, o governante de Edessa (Vodena), que adotou Tomás.

Durante uma ausência do novo governante da Tessália, Simeão Uresis Paleólogo, que estava em Epiro entre 1359 e 1360, Hlapen invadiu a região numa tentativa de conquistá-la para o enteado. Embora Simeão tenha conseguido repelir o ataque, se viu forçado a ceder Castória a Tomás e a casar sua filha Maria com ele. Nos anos seguintes, Simeão reconheceu que não conseguiria assumir um controle efetivo sobre a maior parte do Epiro e delegou o poder em Arta e Angelocastro a dois líderes tribais albaneses. Em 1366, os cidadãos de Joanina, a última grande fortaleza sob controle de Simeão na região enviaram-lhe uma petição para que ele nomeasse um governador local que pudesse protegê-los dos ataques dos albaneses, que dominavam completamente a zona rural.

Simeão respondeu nomeando Tomás como seu governador, já direcionando as embaixadas joanina e vagenécia (Tesprócia) para ele. Tomás chegou em Joanina em algum momento entre 1366 e 1367 e seu reinado no Epiro foi descrito em grandes detalhes na chamada "Crônica de Joanina", que é bastante preconceituosa[3] e hostil contra Tomás.[4] Nela, o novo governante aparece como um tirano cruel e caprichoso, que teria tomado as propriedades da igreja de Joanina e as presenteado aos seus cortesãos sérvios. Em 1382, um novo arcebispo nomeado para a diocese local, Mateus, foi enviado de Constantinopla e investiu Tomás com título de déspota em nome do imperador bizantino João V Paleólogo. Seja como for, depois Tomás discutiu com Mateus e o exilou de Joanina.

Tomás também foi acusado de perseguir a nobreza local, o que teria inspirado uma série de revoltas contra seu governo. Além das apropriações, Tomás criou novos impostos e monopólios sobre vários produtos, incluindo peixes e frutas. Para fazer valer suas ordens, Tomás utilizava seu exército, que também se manteve em constante estado de guerra contra os clãs albaneses e com os governantes de Arta e Angelocastro.

Logo depois de tomar posse de Joanina, Tomás foi cercado, sem sucesso, pelo déspota albanês Pedro Losha de Arta, um conflito que terminou com o casamento da filha de Tomás, Irene, com o filho de Pedro, João. Quando os Loshas perderam Arta para João Bua Espata de Angelocastro, a guerra reiniciou e terminou com um casamento planejado entre João e a meia-irmã de Tomás, Helena. O arranjo não durou muito e, em 1377, Tomás derrotou um ataque albanês a Joanina. Outro ataque, que quase conseguiu tomar a cidade, foi repelido em 1379. Continuamente sob pressão, Tomás buscou a ajuda de seus vizinhos angevinos e, depois, otomanos. Estes últimos se aproveitaram rapidamente da situação e despacharam uma força auxiliar em 1381, que Tomás logo colocou em uso para conquistar muitas fortalezas de seus inimigos até 1384. Seus impiedosos sucessos lhe valeram finalmente o epíteto de "matador de albaneses" (em grego: Αλβανοκτόνος; transl.: Albanoktonos , "matador de albaneses").

Porém, Tomás acabou se indispondo com sua esposa, Maria, que participou de um complô em seguida contra o marido. Em 23 de dezembro de 1384, Tomás foi assassinado pela sua guarda e a população de Joanina alegremente jurou fidelidade a Maria, que convidou seu irmão, João Uresis Ducas Paleólogo para vir ajudá-la.

Família[editar | editar código-fonte]

Com uma amante de nome desconhecido, Tomás teve pelo menos uma filha:

  • Irene, que se casou com João Losa de Arta e morreu em 1374/5.

Com sua esposa, Maria Angelina Ducena Paleóloga, Tomás possivelmente teve um filho:

  • Prealimpo (Prealoupes), que deve ter morrido cedo.

Referências

  1. «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 20 de outubro de 2014. Arquivado do original (PDF) em 24 de julho de 2011 
  2. J. V. A. Fine"The Late Medieval Balkans, A Critical Survey from the Late Twelfth Century to the Ottoman Conquest" (1994) p 346
  3. Nicol, Donald MacGillivray (1984). The Despotate of Epiros, 1267-1479: A Contribution to the History of Greece in the Middle Ages. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 143. ISBN 978-0-521-26190-6. The Chronicle of Ioannina is deeply prejudiced against Thomas Preljubovic. 
  4. Ellis, Steven G.; Klusáková, Lud'a (2007). Imagining Frontiers, Contesting Identities. [S.l.]: Edizioni Plus. p. 139. ISBN 978-88-8492-466-7 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Simeão Uresis
Monarca do Epiro
1367–1384
Sucedido por
Maria