Tryton

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Tryton
Logótipo
Captura de tela
Uma tela do GNU Health, que se utiliza do Tryton
Desenvolvedor Cédric Krier e a comunidade Tryton
Versão estável 3.6
Idioma(s) múltiplos
Linguagem Python
Sistema operacional BSD, GNU Linux, Mac OS X, Windows
Gênero(s) Sistema integrado de gestão empresarial, Framework
Licença GPLv3
Estado do desenvolvimento Ativo
Página oficial www.tryton.org

Tryton é uma plataforma de aplicação de propósito geral, construída em três camadas, sobre a qual é construído um sistema de gestão empresarial por meio de um conjunto de módulos. A arquitetura em três camadas consiste no cliente Tryton, no servidor Tryton e em um sistema de gerenciamento de bancos de dados (destacadamente  PostgreSQL).

Licença[editar | editar código-fonte]

A plataforma, assim como os módulos oficiais, são software livre, licenciados de acordo com GPLv3.[1]

Módulos e funcionalidades[editar | editar código-fonte]

Os módulos oficiais abrangem as seguintes funcionalidades:

  • Contabilidade
  • Faturamento
  • Vendas
  • Compras
  • Contabilidade analítica
  • Inventário
  • Produção
  • Gerenciamento de projetos
  • Gerenciamento de leads e oportunidades de venda

Características Técnicas[editar | editar código-fonte]

O cliente e o servidor são desenvolvidos em Python. O cliente utiliza GTK+ como biblioteca gráfica. Tanto o cliente como o servidor estão disponíveis em Linux, OS X, e Windows.[2] Uma versão standalone, que inclui cliente e servidor, existe e é chamada de Neso.

O núcleo do sistema provê os fundamentos técnicos necessários à maior parte das aplicações de negócios. Entretanto, o Tryton não está adstrito a nenhum campo de funcionalidades particular. Constitui, portanto, uma plataforma de propósito geral.

  • Persistência de dados: garantida por objetos assessores chamados Models, permite a fácil criação, migração e acesso aos registros.
  • Gerenciamento de usuários: o núcleo possui as funcionalidades básicas para gerenciamento, tais como grupos, regras de acesso por modelos e por registros.
  • Workflow Engine: permite a criação de fluxos para qualquer modelo de negócios.
  • Relatórios: a geração de relatórios de baseia na biblioteca relatório, que se utiliza de arquivos ODT como modelos para gerar relatórios ODT ou PDF.
  • Internacionalização: Tryton está disponível em vários idiomas. Novas traduções podem ser adicionadas diretamente a partir da interface do cliente ou de um servidor de tradução.
  • Histórico: o histórico de dados pode ser habilitado para qualquer modelo de negócios o que permite, por exemplo, obter uma lista de todos os preços passados de um determinado produto.
  • Suporte a protocolos DAV: WebDAV, CalDAV, e CardDAV. Isso permite o gerenciamento direto de documentos e a sincronização de calendários e contatos.
  • Suporte aos protocolos XML-RPC e JSON-RPC.
  • A independência de bancos de dados é obtida por meio da biblioteca python-sql e é usada para testes com o backend SQLite.
  • Mecanismo de migração embutido: permite a atualização do banco de dados sem qualquer interferência humana. A migração é garantida de versão em versão (liberações menores dentro da mesma versão não requerem migração). Essa automação é possível porque o processo de migração é considerado e testado continuamente no processo de desenvolvimento.
  • Modularidade avançada: a modularidade permite uma abordagem progressiva dos conceitos de negócios, o que agiliza o processo de desenvolvimento.

Como se trata de uma plataforma, o Tryton pode ser usado para o desenvolvimento de quaisquer outras soluções, não se restringindo a ERPs. Um exemplo muito conhecido é o GNU Health, um sistema de gerenciamento de saúde e hospitalar baseado no Tryton.

Origem e história[editar | editar código-fonte]

O Tryton se originou como um fork da versão 4.2 do TinyERP (que depois foi renomeado para OpenERP e, por fim, para Odoo). A primeira versão foi publicada em novembro de 2008[3][4][5]

Gerenciamento do projeto e governança[editar | editar código-fonte]

Mapa das empresas que oferecem serviços e são parceiras do projeto Tryton ERP.

Em contraste com o projeto inicial e outras soluções abertas de negócio, os fundadores do Tryton evitaram a criação de uma rede de parceiros, por temerem a geração de um conflito entre os parceiros e a comunidade de voluntários. Foi seguido o exemplo do PostgreSQL example, conduzido por uma federação de empresas.[6] Em agosto de  2015, Tryton é apoiado por 17 empresas: Françe 3, Espanha 3, Colômbia 2, Alemanha 2, Argentina 1, Austrália 1, Bélgica 1, Brasil 1,Índia 1, México 1, Suíça 1.

Desde dezembro de 2012, o projeto é apoiado pela fundação sem fins lucrativos Tryton, sediada na Bélgica. Os objetivos da fundação são:[7]

  • Organizar e apoiar conferências, encontros e atividades da comunidade
  • Manter e administrar a estrutura do sítio principal em tryton.org
  • Organizar a comunidade de apoiadores
  • Gerenciar e promover a marca Tryton

O processo de liberação é feito em séries. Uma série é composta por um conjunto de versões com os dois primeiros números iguais (e.g. 1.0 ou 1.2) que compartilham a mesma API e a mesma estrutura de banco de dados. Uma nova série é liberada a cada seis meses, e versões corretivas são mantidas para séries antigas.[8]

Nome[editar | editar código-fonte]

O nome Tryton se refere ao deus grego Tritão (filho de Posídon e Anfitrite) e a Python, a linguagem de implementação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]