GTK+

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GTK+
Logótipo
Captura de tela
gtk3-widget-factory, é uma coleção de exemplos que demonstram muitos dos widgets da GUI no GTK+ versão 3
Desenvolvedor The GNOME Project
Plataforma Multiplataforma
Lançamento 14 de abril de 1998 (20 anos)
Versão estável 3.22.26 (7 de novembro de 2017; há 11 meses)
Versão em teste 3.93 (27 de dezembro de 2017; há 11 meses)
Linguagem C[1]
Sistema operativo Multiplataforma
Gênero(s) Toolkit de widgets
Licença GNU LGPLv2.1
Estado do desenvolvimento Ativo
Página oficial www.gtk.org

GTK+ (anteriormente GIMP Toolkit) é um toolkit multiplataforma para a criação de interfaces gráficas. É liberado sob a licença GNU LGPL, permitindo que software proprietários e livres o utilizem em sua construção. É software livre e integra o projeto GNU. Foi desenvolvido inicialmente para o GIMP, por isso foi batizado de GIMP toolkit, com abreviação GTK+. Foi desenvolvido originalmente por Peter Mattis, Spencer Kimball e Josh MacDonald[2].

GTK+ e Qt suplantaram outros toolkits e hoje são os dois conjuntos de widgets mais usados para a plataforma X11[3]. O GTK+ é muito popular, sendo usado em um grande número de aplicações e no ambiente de desktop GNOME (que por sua vez também é muito popular).

Design[editar | editar código-fonte]

GTK+ é escrito em C e seu design é orientado a objeto com base no sistema de objetos da biblioteca GLib. Existem interfaces para construção de programas GTK+ para C++, JavaScript, Python, Vala, entre outras linguagens.

É possível customizar a aparência do toolkit por completo através de temas compostos de imagens e CSS. Também é possível alterar a forma com que widgets são desenhados através do uso de engines. Existem engines emulando a aparência de outros populares toolkits ou plataformas como Windows 95, Qt, ou NEXTSTEP.

Usos[editar | editar código-fonte]

Aplicativos[editar | editar código-fonte]

Alguns aplicativos notáveis que usam ou uma vez usaram o GTK+ como toolkit de widget incluem:

Ambientes de desktop[editar | editar código-fonte]

Vários ambientes de desktop utilizam o GTK+ como o kit de ferramentas de widgets.

Ativos[editar | editar código-fonte]

  • GNOME, baseado no GTK+, o que significa que os programas nativos do GNOME usam o GTK+
  • Budgie, construído a partir do zero para o sucessor do SolusOS, Solus Operating System
    • Planejando para portar e focar no Qt
  • Cinnamon, um fork do GNOME 3 e usa o GTK+ versão 3
  • MATE, um fork do GNOME 2, que foi atualizado para suportar o GTK+ 3
  • Xfce, atualmente baseado no GTK+ 2 com suporte e eventuais planos de migração para o GTK+ 3
  • Pantheon usa exclusivamente o GTK+ 3, sendo desenvolvido pelo elementary OS
  • Sugar, um ambiente de desktop voltado para a educação infantil, que usa o GTK+, especialmente PyGTK
  • KDE, embora baseado em Qt, tem integração com programas e temas escritos em GTK+ desde a versão 4.2

Inativos[editar | editar código-fonte]

Diversos[editar | editar código-fonte]

Os programas GTK+ podem ser executados em ambientes de desktop baseados em X11 ou gerenciadores de janelas, mesmo aqueles que não são feitos com o GTK+, desde que as bibliotecas necessárias estejam instaladas; isso inclui o macOS se o X11.app estiver instalado. O GTK + também pode ser executado no Microsoft Windows, onde é usado por alguns aplicativos populares multiplataforma, como o Pidgin e o GIMP. O wxWidgets, um kit de ferramentas de interface multiplataforma, usa o GTK+ no Linux.[4] Outros portes incluem o DirectFB (usado pelo instalador do Debian, por exemplo) e ncurses.[5]

Versões[editar | editar código-fonte]

GTK+ 1

O GTK+ foi originalmente projetado e usado no GNU Image Manipulation Program (GIMP) como um substituto do kit de ferramentas Motif; em algum momento, Peter Mattis ficou desencantado com o Motif e começou a escrever seu próprio kit de ferramentas GUI, chamado GIMP toolkit, e substituiu o Motif pelo GTK no GIMP na versão 0.60.[6] Finalmente, o GTK foi reescrito para ser orientado a objetos e foi renomeado como GTK+.[7] Ele foi usado pela primeira vez na versão 0.99 do GIMP. O GTK+ foi posteriormente adotado para manutenção pela GNOME Foundation, que o utiliza no ambiente de desktop GNOME.

GTK+ 2

GTK+ 2 é o sucessor do GTK+. Suas novas características incluem o Pango, um novo engine para temas, acessibilidade usando ATK, completa transição para Unicode usando UTF-8 para strings e um API flexível. Entretanto, o GTK+ 2 não é compatível com o GTK+ 1 e suas aplicações precisam ser portadas a ele. O GTK+ 1 é menos complexo que o GTK+ 2.

GTK+ 3

GTK+ 3 é o sucessor do GTK+ 2. Suas novas características incluem o Cairo (para desenhar elementos gráficos), XI2 (XInput2, para o processamento de eventos de dispositivo de entrada) e etc.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «The GTK+ Open Source Project» (em inglês). Open Hub. Consultado em 26 de março de 2018 
  2. GTK+ FAQ, Authors [GTK 2.x] (a FAQ menciona os autores do GTK+)
  3. «Developing X applications» (em inglês) 
  4. «GTK+». WxWidgets Compared To Other Toolkits 
  5. «GTK+ TTY Port». Slashdot. Consultado em 19 de setembro de 2018 
  6. «LinuxWorld - Where did Spencer Kimball and Peter Mattis go?». Consultado em 19 de setembro de 2018. Arquivado do original em 17 de abril de 1999 
  7. «What is the + in GTK+?». 2011. Consultado em 19 de setembro de 2018. Cópia arquivada em 26 de março de 2012 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikilivros
O Wikilivros tem um livro chamado GTK+