GNOME

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Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre o projeto de software livre. Para outros significados, veja Gnomo (desambiguação).
GNOME
Gnomelogo.svg
Gnome-3.18.2-showing-overview.png
GNOME 3.18.2
Desenvolvedor Projeto GNOME
Lançamento 3 de março de 1999 (19 anos)
Versão estável 3.28[1] (14 de março de 2018; há 0 dia)
Idioma(s) mais de 50 línguas [2]
Linguagem C, C++, Python, Vala, JavaScript[3]
Sistema operativo Linux com systemd sobre X11 ou Wayland
Gênero(s) Ambiente Gráfico
Licença GPL, LGPL
Página oficial www.gnome.org

GNOME (acrônimo para GNU Network Object Model Environment) é um projeto de software livre abrangendo o Ambiente de Trabalho GNOME, para os usuários, e a Plataforma de Desenvolvimento GNOME, para os desenvolvedores. O projeto dá ênfase especial a usabilidade, acessibilidade e internacionalização.[4]

O desenvolvimento do GNOME é supervisionado pela Fundação GNOME, que representa oficialmente o projeto junto a empresas, organizações e a sociedade como um todo[5]. O projeto conta ainda com uma série de equipes com missões específicas, inclusive com uma equipe de engenharia de lançamentos, responsável pelo característico calendário de lançamentos semestrais.[4]

A comunidade de desenvolvimento do GNOME conta tanto com voluntários quanto com empregados de várias empresas, inclusive grandes empresas como Hewlett-Packard, IBM, Novell, Red Hat, Oracle, entre outras. Por sua vez, o GNOME é filiado ao Projeto GNU, de onde herdou a missão de prover um ambiente de trabalho composto inteiramente por software livre.

Metas[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME dá ênfase à simplicidade, usabilidade, e fazer as coisas simplesmente funcionarem. As outras metas do projeto são:

  • Liberdade - para criar um ambiente de trabalho que sempre terá o código fonte disponível para reutilização.
  • Acessibilidade - assegurar que o ambiente pode ser usado por qualquer pessoa, independentemente de habilidades técnicas, ou deficiências físicas.
  • Internacionalização - fazer o ambiente disponível em vários idiomas. No momento o GNOME está sendo traduzido para mais de 160 idiomas.
  • Facilidade para o desenvolvedor - assegurar que seja fácil escrever um programa que se integra com o ambiente, e dar aos desenvolvedores liberdade de escolher sua linguagem de programação.
  • Organização - um ciclo de versões regular e uma estrutura disciplinada.
  • Suporte - assegurar suporte a outras instituições fora da comunidade GNOME.

História[editar | editar código-fonte]

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GNOME 1, Março de 1999.

O projeto GNOME foi criado em 15 de agosto de 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quintero, como uma resposta ao Windows 95. O projeto KDE já estava em andamento, mas para ser usado ou desenvolvido era necessário instalar o Qt, um conjunto de ferramentas que na época não tinha uma licença livre. Miguel de Icaza descartou a ideia de reimplementar a API do Qt usando software livre porque projetos análogos, como o GNUstep, Wine and LessTif, mostravam um progresso muito lento. Antes da criação do GNOME, Miguel e Federico tinham tentado colaborar com o GNUstep, mas desistiram por considerar sua comunidade desorganizada, e seu código cheio de erros.

GNOME 2.0, junho de 2002.

A plataforma de desenvolvimento aproveitou e aprimorou o GTK, um conjunto de ferramentas usado pelo editor de imagens GIMP, em cujo desenvolvimento Federico Quintero estava também envolvido. Miguel de Icaza ficou muito impressionado com a arquitetura COM quanto passou por uma entrevista na Microsoft, e o reflexo foi o desenvolvimento da biblioteca Bonobo, incorporada ao GNOME 1.4. Além de permitir o reaproveitamento de componentes de software, o Bonobo colaborou para que o desenvolvimento de aplicativos para o GNOME pudesse ser feito com qualquer linguagem de programação. Outra característica da plataforma de desenvolvimento do GNOME é ser completamente escrita em C, o que também facilita a criação de bindings para outras linguagens de programação[6]. A plataforma de desenvolvimento do GNOME é escrita principalmente nas linguagens de programação C, C++, Javascript, Python e Vala.[3] Toda a plataforma de desenvolvimento do GNOME usa a licença GNU Lesser General Public License, uma licença livre que permite a utilização da plataforma GNOME por software proprietário[7].

O lançamento do GNOME 2.0 marcou uma guinada nos rumos do projeto, que passou a enfatizar a usabilidade em vez da configurabilidade. A plataforma foi quase inteiramente reescrita, trazendo várias melhorias como melhoria de desempenho, melhor internacionalização (usando Unicode internamente), suavização da renderização de fontes, e principalmente a estreia de sua plataforma de acessibilidade.[8]

Sistemas suportados[editar | editar código-fonte]

Inúmeras distribuições suportam o GNOME, alguns exemplos são Ubuntu, Fedora, OpenSUSE, Debian, Arch Linux e Gentoo.

Suporte experimental ao Wayland[editar | editar código-fonte]

A partir da versão 3.14 do GNOME 3, distros de alta tecnologia (Arch Linux ou Fedora Linux) tem suporte parcial ao Wayland e a partir da versão 3.16 do GNOME 3, terá suporte quase total ao Wayland.

Desenvolvimento de Aplicações[editar | editar código-fonte]

O GNOME conta com uma coleção rica de ferramentas, bibliotecas, e dos componentes para desenvolver aplicações para sistemas baseados em Linux e em Unix.

O Office do GNOME[editar | editar código-fonte]

A distribuição completa do GNOME inclui uma suite para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP).

Críticas ao GNOME 3.x[editar | editar código-fonte]

Devido a mudança "agressiva" de visual e de usabilidade do GNOME 2 para o GNOME 3, vários usuários criticaram a nova versão, dentre eles Linus Torvalds[9], fazendo surgir o ambiente MATE como uma alternativa ao GNOME 3.[10]

Software livre[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME foi um dos primeiros a oferecer um desktop inteiramente livre para sistemas baseados em Linux e Unix. Software livre é um software que garante aos usuários:

  • O direito de utilizar o software para qualquer fim;
  • O direito de alterar o software (todo o código fonte, arquivos de dados e imagens) para qualquer fim; e
  • O direito de redistribuir o software (original ou modificado) para quem quer que seja, sem a cobrança de taxas para tal;

Estes direitos e liberdades estão no núcleo do projeto GNOME. São as mesmas liberdades que o projeto GNU promove e que a Free Software Foundation define.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «GNOME 3.28 Released». GNOME. 14 de março de 2018. Consultado em 14 de março de 2018 
  2. «GNOME 3.2 Release Notes» (em inglês). Consultado em 9 de dezembro de 2011 
  3. a b «GNOME languages» (em inglês). Black Duck Open Hub. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  4. a b «What is GNOME?» (em inglês). GNOME. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  5. «The GNOME Foundation» (em inglês). GNOME Foundation. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  6. Darren, Kenny (14 de julho de 2006). «Re: Time to heat up the new module discussion» (em inglês). Consultado em 5 de agosto de 2017 
  7. Heard, John (2002). «GNOME Technology Overview» (em inglês). Sun Developer Network. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  8. Loli, Eugenia (28 de junho de 2002). «A User's First Look at GNOME 2.0.» (em inglês). OS News. Consultado em 5 de agosto de 2017 .
  9. https://tecnoblog.net/72647/gnome-3-linus-torvalds/
  10. http://mate-desktop.org/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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