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Força Interina das Nações Unidas no Líbano

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de UNIFIL)
Força Interina das Nações Unidas no Líbano
(UNIFIL)
United Nations Interim Force in Lebanon
Logótipo
TipoForça de manutenção da paz
Fundação19 de março de 1978
FiliaçãoConselho de Segurança das Nações Unidas

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) (UNIFIL,[1][2][3] do inglês: United Nations Interim Force in Lebanon), foi criada pelas Nações Unidas por meio da resolução 425, adotada em 19 de março de 1978, dias após a invasão israelense no sul do Líbano. No mesmo dia, o Conselho de Segurança (CS) adotava uma segunda resolução, a 426, que fixava em seis meses o período inicial da missão.

O Brasil integrou a UNIFIL[2] com um rodízio de quatro embarcações: a fragata Liberal; a fragata União; a fragata Constituição; e a corveta Barroso.[3] Além de também ter comandado a força de paz no Haiti, o Brasil comandou a força naval da UNIFIL entre 24 de fevereiro de 2011[4] e 15 de janeiro de 2021.[5]

Atuação

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Um veículo blindado DAF YP-408 da UNIFIL durante manobras nos Países Baixos em 2006

A UNIFIL foi constituída após um ataque israelense de envergadura contra o Líbano destinado. Israel alegava que buscava proteger o norte de seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O objetivo da UNIFIL era ajudar o exército libanês a se mobilizar ao longo da fronteira com Israel e velar pela instauração da segurança e a paz na região.[6] Ao ser criada, contava com 6 mil soldados, que chegaram a 7 mil, em 1982.

Três meses após a retirada israelense do sul do Líbano em maio de 2000, a UNIFIL ocupou a fronteira, assumindo a missão que recebera da ONU há 22 anos. Em 31 de janeiro de 2006, o CS da ONU prorrogou por mais seis meses o mandato da UNIFIL.

Os capacetes azuis da UNIFIL vem atuando de forma frequente como desativadores de minas terrestres, socorristas ou "trabalhadores humanitários" de ajuda à população local. Desde sua criação, a UNIFIL já perdeu mais de 250 soldados - 80 desses em ataques.

Força Tarefa Marítima

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Navios da Força Tarefa Marítima. Em primeiro plano, a fragata brasileira Constituição

Após a Guerra do Líbano de 2006, a Força Tarefa Marítima da UNIFIL (em inglês: Maritime Task Force, ou MTF) foi criada para auxiliar a Marinha do Líbano na prevenção do contrabando de transferências ilegais em geral e embarques de armamento, em particular. Com a sua criação, em outubro de 2006, a força era liderada pela Marinha Alemã, que também foi a principal contribuinte para a força.[7] Os alemães lideraram a MTF até 29 de fevereiro de 2008, quando passaram o controle sobre a EUROMARFOR - uma força composta por navios de Portugal, Espanha, Itália e França (dos quais os três últimos países enviaram navios para a força no Líbano).[8][9] Desde maio de 2008, a Marinha Alemã ainda continua sendo a maior contribuinte para a MTF da UNIFIL, com quatro navios. Estes navios são complementados por dois italianos, dois gregos, um francês, um espanhol, um búlgaro, um navio turco e um brasileiro, a fragata Liberal, que compõem as 13 embarcações da Força Tarefa Marítima da UNIFIL.[9]

O Brasil assumiu o comando em 15 de fevereiro de 2011.[10] A 4 de outubro, os Ministérios da Defesa e Relações Exteriores informaram às autoridades que o Brasil enviaria um navio da Marinha com até trezentos tripulantes, equipado com uma aeronave; o navio foi autorizado pelo Congresso Nacional.[11] Para a história ficou registrado o dia 14 de novembro de 2011, quando o primeiro navio de guerra da Marinha do Brasil foi incorporado a uma missão de paz das Nações Unidas.[12] No dia 25 de novembro de 2011, a fragata União com 239 oficiais e marinheiros a bordo juntou-se à força-tarefa, elevando para nove o número de embarcações que auxiliam a Marinha do Líbano no monitoramento das águas territoriais libanesas. A fragata serviu como navio-chefe do contra-almirante Luiz Henrique Caroli do Brasil, que era comandante da UNIFIL-MTF desde fevereiro.[13]

A 10 de abril de 2012, a fragata Liberal deixou o Rio de Janeiro para ingressar na força.[14] Ela foi substituída em janeiro de 2013 pela fragata Constituição; à época, o grupo multinacional consistia em nove navios, com três da Alemanha, dois de Bangladesh, um da Grécia, um da Indonésia e um da Turquia. A tripulação era composta por 250 militares. O retorno ao Rio estava previsto para agosto de 2013.[15] No dia 8 de agosto de 2015, a corveta Barroso deixou o Rio de Janeiro para substituir a União e, no final daquele mês, realizou operações de interdição marítima e deu treino à Marinha do Líbano. Em 4 de setembro, resgatou 220 migrantes sírios no Mar Mediterrâneo, conforme relatado pelo Ministério da Defesa, num comunicado divulgado em seu site. O navio brasileiro navegava em direção a Beirute, no Líbano, quando recebeu um alerta do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo Italiano (MRCC) sobre um navio que estava naufragando levando imigrantes para a Europa.[16]

Até 2020, mais de 3 600 militares brasileiros atuaram em ações de prevenção à entrada de ilícitos, armamento e equipamentos não autorizados por via marítima, deram treinamento à marinha libanesa, e ainda contribuíram na vigilância das áreas marítimas e territoriais. A FTM fiscalizou mais de 71 200 navios e indicou cerca de 14 100 desses às autoridades libanesas para inspeção, no mar ou em terra, atuando em Área Marítima de Operações com cerca de dezessete mil quilômetros quadrados.[17]

Comandantes da Força

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Início Fim Nome País
Março de 1978 Fevereiro de 1981 Emmanuel A. Erskine Gana
Fevereiro de 1981 Maio de 1986 William O'Callaghan  Irlanda
Junho de 1986 Junho de 1988 Gustav Hägglund  Finlândia
Julho de 1988 Fevereiro de 1993 Lars-Eric Wahlgren  Suécia
Fevereiro de 1993 Fevereiro de 1995 Trond Furuhovde  Noruega
Abril de 1995 1º de outubro de 1997 Stanislaw Franciszek Wozniak  Polônia
Fevereiro de 1997 Setembro de 1999 Jioje Konousi Koronte Fiji
30 de setembro de 1999 1º de dezembro 1999 James Sreenan  Irlanda
16 de novembro de 1999 15 de maio de 2001 Seth Kofi Obeng Gana
15 de maio de 2001 17 de agosto de 2001 Ganesan Athmanathan  Índia
17 de agosto de 2001 17 de fevereiro de 2004 Lalit Mohan Tewari  Índia
17 de fevereiro de 2004 2 de fevereiro de 2007 Alain Pellegrini  França
2 de fevereiro de 2007 28 de janeiro de 2010 Claudio Graziano[18]  Itália
28 de janeiro de 2010 28 de janeiro de 2012 Alberto Asarta Cuevas Espanha
28 de janeiro de 2012 24 de julho de 2014 Paolo Serra  Itália
24 de julho de 2014 24 de julho de 2016 Luciano Portolano  Itália
24 de julho de 2016 7 de agosto de 2018 Michael Beary  Irlanda
7 de agosto de 2018 28 de fevereiro de 2022 Stefano Del Col  Itália
28 de fevereiro de 2022 ... Aroldo Lázaro Sáenz Espanha

Comandantes da Força Naval

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Início Fim Nome País
Setembro de 2006 16 de outubro de 2006 Giuseppe De Giorgi  Itália
15 de outubro de 2006 Março de 2007 Andreas Krause  Alemanha
Março de 2007 Setembro de 2007 Karl-Wilhelm Bollow  Alemanha
Setembro de 2007 Fevereiro de 2008 Christian Luther  Alemanha
29 de fevereiro de 2008 1º de setembro de 2008 Ruggiero di Biase  Itália
1º de setembro de 2008 15 de novembro de 2008 Alain Hinden  França
15 de novembro de 2008 28 de fevereiro de 2009 Jean-Louis Kerignard[19]  França
1º de março de 2009 30 de maio de 2009 Jean-Thierry Pynoo[20]  Bélgica
30 de maio de 2009 1º de setembro de 2009 Ruggiero Di Biase[21]  Itália
1º de setembro de 2009 30 de novembro de 2009 Jürgen Mannhardt[22]  Alemanha
30 de novembro de 2009 31 de agosto de 2010 Paolo Sandalli[22]  Itália
24 de fevereiro de 2011 24 de fevereiro de 2012 Luiz Henrique Caroli[22]  Brasil
24 de fevereiro de 2012 25 Fevereiro de 2013 Wagner Lopes de Moraes Zamith[22]  Brasil
25 Fevereiro de 2013 25 de fevereiro de 2014 Joése de Andrade Bandeira Leandro  Brasil
25 de fevereiro de 2014 26 de fevereiro de 2015 Walter Eduardo Bombarda  Brasil
26 de fevereiro de 2015 26 de fevereiro de 2016 Flavio Macedo Brasil  Brasil
26 de fevereiro de 2016 27 de fevereiro de 2017 Claudio Henrique Mello de Almeida  Brasil
27 de fevereiro de 2017 27 de fevereiro de 2018 Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior  Brasil
27 de fevereiro de 2018 28 de fevereiro de 2019 Eduardo Machado Vazquez  Brasil
28 de fevereiro de 2019 29 de fevereiro de 2020 Eduardo Augusto Wieland  Brasil
29 de fevereiro de 2020 Dezembro de 2020 Sergio Renato Berna Salgueirinho  Brasil
Dezembro de 2020 Axel Schultz[1]  Alemanha

Referências

  1. a b «Marinha do Brasil e Líbano realizam acordo de cooperação». Palácio do Planalto. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  2. a b «Participação brasileira na UNIFIL». www.itamaraty.gov.br. Consultado em 2 de outubro de 2015 
  3. a b «Ministério da Defesa: UNIFIL terá participação da Corveta Barroso» 
  4. Folha.com (6 de outubro de 2010). «Brasil deve ter presença militar no Oriente Médio». Consultado em 7 de outubro de 2010 
  5. Vieira, S. G. (18 de janeiro de 2021). «Cerimônia de Transferência de Autoridade marca a conclusão da participação brasileira no Comando da FTM-UNIFIL». Marinha do Brasil. Consultado em 2 de outubro de 2024 
  6. Força da ONU vira alvo de Israel no Líbano - UOL, 26 de julho de 2006
  7. «UNIFIL Maritime Task Force is operational» (PDF). UNIFIL. 16 de outubro de 2006. Consultado em 24 de maio de 2008 
  8. «Germany passes command of UNIFIL maritime components to European Maritime Force». German Foreign Office. 28 de fevereiro de 2008. Consultado em 24 de maio de 2008 
  9. a b «UNIFIL Maritime Task Force Changes Command» (PDF). UNIFIL. 29 de fevereiro de 2008. Consultado em 24 de maio de 2008 
  10. «Participação brasileira na Unifil» [Brazilian Unifil participation]. Ministério das Relações Exteriores. Consultado em 2 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 7 de abril de 2012 
  11. «Brazilian Navy ship to travel to Lebanon». Agência de Notícias Brasil Árabe. Acha notícias. Consultado em 2 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 1 de abril de 2012 
  12. «UNIFIL | Comando-Geral do CFN». www.marinha.mil.br. Consultado em 12 de setembro de 2021 
  13. «United Nations Interim Force in Lebanon (UNIFIL)». UN missions. Consultado em 2 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 30 de julho de 2012 
  14. «Marinha do Brasil envia navio para operação de paz no Líbano» [Brazilian Navy sends ship to peace operations in Lebanon]. Tecnologia & Defesa. Consultado em 2 de setembro de 2012. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2014 
  15. «Diplomacia» [Diplomacy] (news). Anba. Consultado em 2 de fevereiro de 2013. Cópia arquivada em 2 de fevereiro de 2014 
  16. «Brazilian Navy's corvette rescues migrants in Mediterranean Sea». 5 de setembro de 2015. Consultado em 12 de setembro de 2015. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2015 
  17. «Fragata que participou de força-tarefa no Líbano retorna ao Brasil». Agência Brasil. 26 de dezembro de 2020. Consultado em 12 de setembro de 2021 
  18. «Mission Leadership». Unifil.unmissions.org. Consultado em 5 de agosto de 2010. Arquivado do original em 6 de março de 2010 
  19. «Press Releases». Unifil.unmissions.org. Consultado em 5 de agosto de 2010. Arquivado do original em 28 de julho de 2011 
  20. «Press Releases». Unifil.unmissions.org. Consultado em 5 de agosto de 2010. Arquivado do original em 28 de julho de 2011 
  21. «Press Releases». Unifil.unmissions.org. Consultado em 5 de agosto de 2010. Arquivado do original em 28 de julho de 2011 
  22. a b c d «Press Releases». Unifil.unmissions.org. Consultado em 5 de agosto de 2010 

Ver também

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Ligações externas

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