Ulisses e as Sirenas (pintura de 1891)

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Ulisses e as Sirenas (pintura de 1891)
Ulysses and the Sirens'
Autor John William Waterhouse
Data 1891
Gênero pintura mitológica
Técnica tinta a óleo, tela
Dimensões 100,6 centímetro x 202 centímetro
Localização National Gallery of Victoria

Ulisses e as Sirenas (em inglês: Ulysses and the Sirens) é uma pintura do pintor John William Waterhouse, concluida em 1891, localizada, atualmente, na Galeria Nacional de Victoria, em Melbourne, na Austrália.

Historia[editar | editar código-fonte]

Foi comprada por Sir Hubert von Herkomer para a Galeria Nacional de Victoria, em junho de 1891, a exibição da pintura foi elogiada pela maioria dos críticos de arte da época. M. Spielmann, escrevendo para a Revista de Arte, declarou:

Um triunfo muito surpreendente ... um carnaval de cores, mosaico e equilibrado com uma habilidade mais consumada do que até o talentoso artista recebeu ... A qualidade da pintura é ... um avanço considerável em todo o seu trabalho anterior.[1]

Era somente a segunda pintura comprada e exposta de John William Waterhouse, artista o qual foi conhecido, em vida, por sua preferência por temas gregos e romanos e poesia épica.[1]

Tema[editar | editar código-fonte]

O episódio de Ulisses e as sirenas está bem representado na arte desde os tempos antigos, com exemplos como a pintura de William Etty de 1837, a de Herbert James Draper de 1909, a de Adolf Hirémy-Hirschl de 1933 e o de Victor Mottez.

Descrição e Contexto da Pintura[editar | editar código-fonte]

O autor pinta as sirenas, também conhecidas como sereias, em sua forma original, como seres híbridos de mulheres e pássaros, que moram no mar, embora a representação mais comum os descreva como mulheres bonitas com rabos de peixe em vez de pernas.

Como Homero descreve em sua canção/parte XII da Odisseia, Ulisses , aconselhado pela Bruxa/Feiticeira Circe, ordena a seus homens cubram seus ouvidos com cera, enquanto ele fica amarrado ao mastro de seu navio, com o qual ele pode ouvir a música das sirenas sem cair em seu feitiço.[2] Derrotadas, as sirenas/sereias se tornam pedras ou são jogadas no mar.[3]

Sirenas[editar | editar código-fonte]

Ulisses e as sereias : peça de Cerâmica da Grécia Antiga; 480-470 a.C. Museu Britânico.
Cerâmica que ajudou a referenciar as imagens das Sirenas

Infelizmente, na sua obra épica, a Odisseia, Homero não fornece uma descrição física da aparência das sirenes. Para obter autenticidade e fidelidade em sua representação, Waterhouse se voltou para uma representação pintada da história homérica em um vaso grego antigo no Museu Britânico em Londres. O vaso mostrava as sirenes como pássaros alados e arranhados com rostos humanos, um conceito adotado por Waterhouse e que surpreendeu o público vitoriano, que estava mais acostumado a ver essas criaturas míticas retratadas como ninfas graciosas semelhantes a sereias.[1]

Veja também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b c «Ulysses and the Sirens - John William Waterhouse - 1891». Google Arts & Culture. Google. Consultado em 2 de dezembro de 2019 
  2. Martínez, Cruz.; Alzaga Ruiz, Amaya. (2010). Mitología clásica e iconografía cristiana [Mitologia clássica e iconografia cristã] (em espanhol). Madrid: Editorial Centro de Estudios Ramón Areces. p. 91. ISBN 978-84-8004-942-9. OCLC 540143244 
  3. Martin, René (2004). Diccionario de mitología clásica [Dicionario de Mitologia Clássica] (em espanhol). Madrid: Espasa Calpe. ISBN 84-670-1536-5. OCLC 433239783