Rio Vaza-Barris

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Rio Vaza-Barris
Comprimento 450 km
Nascente Serra dos Macacos, Bahia
Foz Aracaju, Sergipe
Afluentes
principais
Rio Ipueira, Rio São Paulo, entre outros.
País(es)  Brasil

O Rio Vaza-Barris é um curso de água que banha os estados da Bahia e Sergipe. Sua nascente localiza-se no sopé da Serra dos Macacos, sertão da Bahia, próximo ao município de Uauá.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Geograficamente, o ponto exato onde suas águas brotam é uma várzea denominada Alagadiço Grande, que é normalmente seco, só aparecendo quando chove. Em seu curso natural, mais à frente, forma a Lagoa dos Pinhões, que é o referencial de sua nascente, já que é mais estável na época da seca.[1]

Orla do Mosqueiro às margens do rio Vaza-Barris em Aracaju - SE

O Vaza-Barris é um rio perene com cerca de 450 quilômetros de comprimento, que atravessa a Bahia e Sergipe, desaguando no litoral sergipano, no local denominado Mosqueiro.[1] Em seu percurso, localiza-se a Cachoeira de Macambira, no município de Macambira, em Sergipe. Nesse local forma um desfiladeiro com aproximadamente 18 metros de altura,[2] originado por ruptura geológica do rio Jacoca, afluente do rio Vaza-Barris.

Foz do rio Vaza-Barris no bairro Mosqueiro em Aracaju

Em 1893, foi fundado às margens do rio Vaza-Barris, o Arraial de Canudos, no norte da Bahia.[3]

Em abril de 1968, foi construído o Açude de Cocorobó, ainda no sertão baiano, local onde ocorreu a histórica Guerra de Canudos.[4]

Visão do rio Vaza-Barris na região conhecida como Orla Pôr do Sol, local de plena natureza, prática de Stand Up Paddle em Aracaju

A área da bacia hidrográfica do rio Vaza-Barris é de 16 183,25 km² e abrange 30 municípios. Sua população foi estimada em 891 426 habitantes em 2020.[5]

Referências

  1. a b c Adm. do sítio web (16 de janeiro de 2014). «Proposta inclui a Bacia do Rio Vaza-Barris na área de atuação da Codevasf». Notícias da Câmara dos Deputados. Consultado em 1 de julho de 2014 
  2. «Cachoeira de Macambira é instituída Patrimônio Cultural Imaterial». infonet.com.br. Consultado em 24 de outubro de 2021 
  3. Danielle da Gama (25 de junho de 2020). «Canudos: Instituto preserva memória de uma história brasileira de resistência». Brasil de Fato. Consultado em 3 de novembro de 2021 
  4. Alexandre Lyrio (5 de maio de 2013). «Com a estiagem, cidade de Canudos volta a aparecer após 17 anos». iBahia. Consultado em 21 de outubro de 2021 
  5. «Vaza-Barris». Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Consultado em 21 de outubro de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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